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segunda-feira, maio 15, 2006

Combate à Violência - agora ou nunca...

Em algum momento a situação em São Paulo irá voltar ao normal: as ruas estarão novamente lotadas, os ônibus circularão livremente e as pessoas irão para seus trabalhos na luta diária pela sobrevivência. Uma coisa porém não mudará; a certeza de que a qualquer momento a partir de uma contrariedade sofrida, poderemos ser novamente vítimas de uma organização criminosa que conseguiu instaurar o terror no País, pois quem nos garante que amanhã não ocorra ação semelhante em outros estados? Estaremos fadados a dormir pensando que ao acordar teremos nossas cidades em chamas a mercê de bandidos que enfrentam com terrorismo as organizações públicas? os órgãos de segurança? bandidos que matam indiscriminadamente por querer que sejam adotados uniformes cinza e não laranjas, que sejam colocadas TVs novas nos presídios para os seus integrantes assistam a Copa?

Até quando iremos assistir impassíveis a esse festival de violência que assola o país e que ao longo dos anos vêm crescendo de forma assustadora e ganhando cada vez mais espaço nas ruas? Sim, pois esses ataques do fim de semana foram apenas o mais novo ato numa guerra anunciada e na qual os bandidos estão levando vantagem, apesar das autoridades negarem isso veementemente (como deve ser, é claro!). Quantas vezes mais lojas e escolas irão ter que fechar por causa da morte de um bandido? Quantos quartéis serão atacados e terão suas armas roubadas? Quantas vidas serão necessárias para que os nossos governantes abram os olhos e vejam que medidas duras precisam ser tomadas, por mais indigestas que sejam?

Se nada for feito quando essa onda de violência passar, estaremos dando um aval para que novas e mais agressivas tsunamis se formem; é esse o momento para deixar de lado o discursso do social e da política, para adotar medidas de eficácia imediata. As medidas sociais (por mais investimento que tenham e por mais necessárias que sejam) só começarão a dar frutos daqui a algumas décadas, não temos esse tempo todo; agora o que precisamos é nos conscientizar que vivemos uma guerra e o Estado não pode ficar impassível diante disso, ou as medidas são duras e rápidas, ou fazemos agora as mudanças que garantam a segurança e o fim dessas organizações criminosas ou então teremos ainda muitas noites de terror no horizonte enevoado que vislumbro a frente.
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