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domingo, maio 14, 2006

Ainda violência em SP - nota da CNBB

NOTA DA CNBB SOBRE OS RECENTES ATOS DE VIOLÊNCIA

NO ESTADO DE SÃO PAULO

Reunidos na 44a Assembléia Geral da CNBB, nós, bispos católicos do Brasil, manifestamos nosso veemente repúdio aos brutais e estarrecedores atos de violência planejados e praticados pelo crime organizado. Tais ataques, ocorridos desde a noite de sexta-feira, dia 12 de maio, no Estado de São Paulo, resultaram na morte de policiais militares, policiais civis, agentes penitenciários e outras pessoas.

A CNBB expressa profundo pesar e solidariedade às famílias dos mortos, neste momento de grande dor e perda irreparável. Nenhum motivo justifica essas atrocidades, que deixam a população amedrontada e ainda mais desprovida da segurança a que tem direito.

Apoiamos a ação firme e sem violência, por parte das autoridades, no sentido de se proceder à imediata investigação dos fatos e punição dos culpados.

Somos conscientes, no entanto, do quanto o sistema judicial, penal e penitenciário carece de providências e reformas profundas em âmbito nacional.

A Igreja sente a missão de continuar colaborando com o poder público e outras entidades da sociedade, para uma adequada administração da justiça. Renova o compromisso de marcar presença humanitária e evangelizadora nos presídios, junto aos presos e funcionários, especialmente por meio dos agentes da pastoral carcerária.

Permanecemos em oração pelas vítimas, familiares e pelas autoridades responsáveis do Governo e das Polícias, para que possam, com segurança e sabedoria, enfrentar este momento crítico e delicado. Rogamos também pelos que insistem em optar por métodos violentos a fim de que mudem definitivamente seu modo de agir. Confiantes em Deus, unamos esforços para a construção de uma sociedade que viva na justiça, na concórdia e na paz.


Cardeal Geraldo Majella Agnelo

Arcebispo de São Salvador, BA

Presidente da CNBB


Bem...A CNBB se manifestou e eu coloco aqui para não parecer injusto, mas ainda não vi na mídia ação de grupos de defesa de direitos humanos fazendo protesto ou exigindo justiça, mas continuo apostando que se morrerem 05 ou 06 presos nessas 59 rebeliões que ocorrem agora nos presídios de São Paulo, em confronto com a PM, logo logo teremos alguem dizendo que foi retaliação, ação delituosa da polícia, clamando por justiça e direitos dos presos, etc e tal...
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