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domingo, maio 21, 2006

Anorexia, um sério problema

Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar de fundo psicológico resultado da preocupação exagerada com o peso corporal, que pode provocar problemas psiquiátricos graves. Essencialmente é o comportamento persistente que uma pessoa apresenta em manter seu peso corporal abaixo dos níveis esperados para sua estatura, juntamente a uma percepção distorcida quanto ao seu próprio corpo, que leva o paciente a ver-se como "gordo". Apesar das pessoas em volta notarem que o paciente está abaixo do peso, que está magro ou muito magro, o paciente insiste em negar, em emagrecer e perder mais peso. A pessoa se olha no espelho e, embora extremamente magra, se vê obesa. Com medo de engordar, exagera na atividade física, jejua, vomita, toma laxantes e diuréticos.

É um transtorno que se manifesta principalmente em mulheres jovens, embora sua incidência esteja aumentando também em homens. Às vezes, os pacientes anoréxicos chegam rapidamente à caquexia, um grau extremo da desnutrição e o índice de mortalidade chega a atingir 15% a 20% dos casos. Não há explicação para o fenômeno, mas deve ser levado muito a sério, pois em 10% dos casos que requerem internação para tratamento (em hospital) os pacientes morrem por inanição, suicídio ou desequilíbrio dos componentes sanguíneos.

As mulheres são largamente mais acometidas pela anorexia, entre 90 e 95% dos casos são mulheres. A faixa etária mais comum é a dos adultos jovens e adolescentes podendo atingir até a infância, o que é bem menos comum. A anorexia é especialmente mais grave na fase de crescimento porque pode comprometer o ganho esperado para a pessoa, resultando numa estatura menor do que a que seria alcançada caso não houvesse anorexia.

Alguns sintomas da doença:

  1. a magreza excessiva,
  2. e a ausência de menstruação,
  3. A perda de peso é vista como uma conquista notável e sinal de extraordinária disciplina,
  4. A pessoa fica medindo obsessivamente determinadas partes do corpo, tais como a barriga, coxas e nádegas; achando-as sempre muito gordas,
  5. Utilização massiva de laxantes e diuréticos (podem ser encontrados escondidos pela casa),
  6. Há sempre a negação de que "algo está errado" quando as pessoas perguntam sobre o repentino emagrecimento ou a magreza excessiva,
  7. O apetite da pessoa anoréxica é normal, o problema é a recusa em comer,
  8. O comportamento social da pessoa anoréxica é normal,sendo notado apenas em relação a sua recusa em alimentar-se (em restaurantes por exemplo

Raramente um paciente com Anorexia Nervosa se queixa da perda de peso em si. Essas pessoas freqüentemente não possuem insight para o problema ou apresentam uma considerável negação quanto a este; No começo as pessoas podem até achar que é uma brincadeira, mas a contínua perda de peso apesar da insistência dos outros em convencer o paciente do contrário, faz soar o alarme.

Normalmente o paciente é levado para tratamento por membros da família, após a ocorrência de uma acentuada perda de peso ou fracasso em fazer os ganhos de peso esperados. Quando o paciente busca auxílio por conta própria, geralmente é em razão de outras causas físicas consequentes do estado de inanição.

Algumas profissões acabam sendo um perigo a pessoas com propensão à doença, tais como: bailarinas, jóqueis e atletas olímpicos. Os ideais de beleza mostrados pela mídia também representam um perigo constante e os pais, por isso mesmo, devem fazer do diálogo um instrumento constante de averiguação de perigos e de demonstração de que nem tudo que a mídia prega se adequa a maioria das pessoas, especialmente determinados padrões de beleza e status. Incentivando o desenvolvimento do senso critico dos jovens.

Muitas vezes os pais só notam a doença ao surpreender a criança/adolescente com pouca roupa e se espantam pela excessiva magreza; por isso deve se dar especial atenção para jovens que passem a usar roupas largas que visam esconder a magraza e que se recusam a participar de refeições familiares.

O tratamento da anorexia é muito difícil e não há remédios para isso, sendo muitas vezes necessária a internação do paciente em hospitais ou clínicas, e até a utilização de antidepressivos para combater os efeitos psicológicos da doença.

Para saber mais: AQUI - AQUI - AQUI


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