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quarta-feira, setembro 25, 2013

Proibir armas de brinquedo: IDIOTICE (parte 1)

(Kiko Moreira)


O Distrito Federal resolveu proibir a venda de armas de brinquedo em seu território e um Projeto de Lei já tramita no Congresso, onde os “representantes” do povo irão decidir se ampliam tal proibição para o restante do País, alegam que com isso, visam reduzir a violência e instalar a “cultura da paz”. IDIOTICE! Assim mesmo, em maiúsculas.
Não são brincadeiras de crianças que fomentam a violência e fazem crescer assustadoramente os índices de criminalidade. Os confrontos simulados pelas crianças em seus “jogos de guerra”, de “mocinho e bandido” ou “capa e espada” fazem parte do próprio desenvolvimento infantil e existem em todas as culturas e existiram em todas as épocas, não são elas que estimulam a violência na criança e nem criam futuros marginais, acredito mesmo (mas não vou entrar em detalhes sobre isso aqui), que crianças que brincam assim e são criadas em ambientes saudáveis, estejam mais preparadas para os confrontos diários, para a resolução de conflitos e uso da criatividade; e que sabem diferenciar muito bem a fantasia da dura realidade.

Devo lembrar que uma boa parte (a maioria possivelmente), dos homicídios ocorre com utilização das chamadas armas brancas (facas, facões, chaves de fenda, garrafas, etc.), vamos então ter que abolir as espadas de plástico? Melhor! Vamos abolir os quadrinhos, os videogames, os desenhos animados da TV, melhor ainda! Vamos abolir a própria TV, onde a violência real aparece diariamente espalhada em programas jornalísticos sensacionalistas (que infelizmente são extremamente populares nas camadas mais básicas da população), ou em novelas que mitificam vilões e suas artimanhas maldosas. Vamos proibir os filmes nacionais que colocam perigosos bandidos no papel de mocinhos ou endeusam violentos policiais como heróis.
Vamos ainda mais além e proibamos o próprio Congresso Nacional, palco de tantos achaques à população, conhecido mais por roubos, artimanhas e negociatas corruptas do que por representar de fato os interesses nacionais. Onde condenados criminalmente pela Justiça (?) podem continuar exercendo mandato, onde condenados por corrupção tem acesso a recursos infinitos enquanto tantos presos se amontoam na prisão à espera que algum juiz dê andamento a seus casos. Um Congresso em que os benefícios públicos (saúde, moradia, transporte, verba paletó, 15º salário, etc.) são tantos que envergonham e humilham os que pagam impostos e tem acesso zero a esses mesmo direitos.




Não é proibindo a fabricação de armas de brinquedo, que as crianças deixarão de brincar com elas; como eu disse, as crianças são criativas e logo, paus, pedras, canos, lançadores de tampinhas de cerveja feitos em casa, substituirão as multicoloridas e inconfundíveis armas de lançamento de dardo e pistolas de água. O que pode acabar de vez com a crescente violência assola o Brasil é o combate frontal à corrupção, é a aplicação séria e justificada de recursos públicos onde eles são necessários e não onde se possui curral eleitoral, é punição dura e rápida de crimes de corrupção, é a diminuição de privilégios políticos, é o estímulo e o investimento em educação de qualidade. Proibir armas de brinquedo é IDIOTICE, mais do que isso, é querer desviar a atenção da população dos verdadeiros motivos da violência.





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