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quinta-feira, setembro 19, 2013

A GENTE PRECISA DE “SUPER-HOMENS”


(Por Arauto 1 - ARAUTOS de Teolândia)


Creio na afirmativa que diz que o ser humano não nasce sabendo fazer o que é “bom”, por isso precisa ser educado desde os primeiros anos de vida, mesmo antes de ir à escola. Isso porque nascemos com o “pecado original” (crença minha) e também porque não é tão fácil quanto necessário se enquadrar nas regras de vida em sociedade, se não for devidamente preparado para isso.
Um dos métodos eficazes no processo de ensino-aprendizagem é a imitação. A criança imita aos seus pais inconscientemente e quando grande continua imitando, porém de maneira consciente. O “Ídolo”, por exemplo, é aquele que se torna referência para os demais. As pessoas querem imitá-lo, ser como ele. O grande problema é quando os referenciais são pessoas cujas condutas são questionáveis. Os políticos, professores, juízes são exemplos de pessoas que se tornam referência para as demais.
Uma revista de grande circulação no país trouxe uma matéria cujo título é “A negação da Justiça”. O texto trata do novo ministro do STF, Luiz Roberto Barroso e daquilo que ele pensa. Segundo o texto, o novo ministro acha que as leis brasileiras são rigorosas demais e que as punições aos criminosos (quando acontecem) são um exagero. Ele parece está se sentindo em casa, pois a maior corte do país não tem um histórico de punir os criminosos do país. Protagonistas de casos bárbaros como o da execução da Missionária Dorothy Stang, do caso mensalão e tantos outros, estão em liberdade. Há uma sensação de permissividade e relativismo no país, que atinge a todos e é chancelado pelos posicionamentos das autoridades, a exemplo dos ministros do STF, quando não punem exemplarmente aos que deveriam ser punidos.
Esse sentimento tem se espalhado e condutas ilegais parecem agora ser legais e morais. Não raro ouvimos pessoas dizerem que a nossa justiça é lenta e fraca. Isso se deve ao fato da impunidade referendada pelo Estado brasileiro, enquanto que em países como nos Estados Unidos pessoas que cometem crimes menores, tem uma punição a altura do crime cometido e cumprem a pena que lhe é imputada. O que há com as leis do nosso país? Será fragilidade da lei?
Acontece que o sentimento da grande maioria da nação é exatamente o contrário. A violência aumenta a cada ano e a população afirma que um dos problemas é justamente a frouxidão das leis penais do país, contradizendo o pensamento do Ministro. Parece existir dois mundos, um onde vive o POVO que mantém a nação com o trabalho “servil” e outro em um patamar acima, onde vivem os “senhores” deputados, ministros e os detentores do capital, que nos olham de cima para baixo. Há um distanciamento entre a vontade popular e a prática dos seus representantes.
Em uma de suas canções, Edson Gomes canta: “...a gente precisa de um super-homem, que faça mudanças imediatas...”. Essa canção parece ser atual embora não seja. A gente de fato espera não por um, mas por vários super-homens para ocupar os cargos de Ministro, Juiz, Promotor, Policial, Presidente, governador, prefeito, vereador, vendedor, atendente enfim.
Precisamos de pessoas mais comprometidas com a verdade e com o que é correto. Precisamos acabar com o relativismo que justifica os erros e o “jeitinho brasileiro”.
Não existe “jeitinho americano” ou “jeitinho japonês”. O que parece existir naqueles países são norma e regras a serem seguidas e fora disso, o erro e a punição. Precisamos nos orgulhar de dizer que somos brasileiros, que há em nossa nação pessoas que possam servir como exemplo. Precisamos nos orgulhar também de ter uma justiça que possa saciar a “sede” do povo por ela.
Essa permissividade e relativismo que permeia as instituições, em especial a justiça, gera um sentimento de que vivemos em um país sem rumo, onde “tudo se pode fazer”. Quando teremos o país desejado? Para exemplificar essa afirmativa, recentemente os “senhores parlamentares” rejeitaram o pedido de cassação de um deputado condenado e preso. O corporativismo impera a revelia do povo. “A gente precisa de super-homens”.
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