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segunda-feira, abril 30, 2007

Caminho, verdade e vida


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Outro dia uma amiga religiosa me perguntou se eu não acreditava em Deus pois nunca havia me visto falar em igreja, respondi que acreditava sim e que tenho uma fé muito grande no Criador. Minha formação religiosa foi católica, eu vivia, literalmente, dentro da igreja, na verdade quando não estava lá era porque estava em casa ou na escola, muitos em minha família apostavam que eu seria padre e isso me marcava tanto que meu apelido no colégio militar passou a ser esse, que de certa forma me acompanha até hoje entre os colegas mais antigos e alguns que se incorporaram depois.


Cresci e deixei pouco a pouco de freqüentar assiduamente a igreja, passei a ver inúmeras coisas com as quais não concordava, uma série de discrepâncias e paradoxos que limitavam, ao meu ver, o crescimento espiritual verdadeiro, não que tenha dúvidas sobre meu cristianismo, no qual como todo ocidental fui levado a acreditar, as dúvidas, na verdade com um questioamento simples: E aqueles que não tiveram oportunidade de conhecer "o Filho de Deus", como é que ficam? vão todos para o inferno?


As mais diversas e dissonantes respostas me foram dadas e não me convenciam. A dúvida passou a ser: Será que só a religião católica pode levar à salvação? E as outras igrejas cristãs? E por que tanta religião no mundo, se Deus é um só? Ele não poderia ter se revelado para todos de uma vez e tudo não seria melhor? - Eram perguntas que simplesmente não calavam em minha mente e para as quais as respostas dada não convenciam...


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Um dia, com um amigo, fui visitar um templo Hare Krishna em Salvador e após alguns minutos de conversa um monge me disse: "Deus é como um pai, mas Ele crioou o universo e suas leis e não poderia seguir contra as suas próprias leis, assim o mundo evolui de acordo com seu ritmo estabelecido e assim também os povos: uns mais rápido e em condições mais favoráveis, outros em meio a batalhas pela sobrevivência, outros de forma lenta e gradual...A cada um Deus acompanha e em cada um Deus é visto de uma forma, aquela que melhor lhe é dado conhecê-lo segundo o seu entendimento...Como um pai que tem vários filhos de idades diferentes e a cada um, diante de uma mesma pergunta, Ele responde de modos diferentes, de acordo com o grau de entendimento e evolução, ao de 20 anos ele dá detalhes e explica baseado na lógica enquanto que ao de 05 ele faz comparações e brinca com as palavras de modo que a criança entenda ao seu modo o que ele respondeu... E ainda assim as duas versões são a verdade."




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Alguns cientistas céticos dizem que nós somos programados geneticamente para crêr e que somente por isso existem as religiões e que Deus seria uma simples criação de nossa mente ansiosa por acreditar na verdade que nós mesmo criamos. Não conseguem ver que essa é uma das grandes provas da existência Dele. Somos uma parte da centelha divina e por isso cremos, por isso somos "programados para crêr", porque no fundo de nossas almas somos Ele.


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Talvez o maior erro da maioria das religiões (em especial as ocidentais), é acreditar que devemos buscar Deus fora de nosso próprio eu, fora de nosso corpo; apesar de afirmações como "sois o templo do Espírito" e "O Pai está em mim, assim como está em vocês", parece que insistimos numa busca desenfreada por sinais externos da presença de Deus e então começam a aparecer as distorções: Imagens que não devem ser cultuadas, mas o são sob os auspícios das igrejas, que minimizam o fato alegando que não existe culto aos santos e que eles são lembrados apenas como exemplos de fé - Não se poder doar sangue para salvar uma vida, pois o sangue "pertence a Deus", como se ele fosse um vampiro ávido por nos sugar o "líquido da vida". - Virgens que nos esperam no Paraíso e das quais desfrutaremos pela eternidade (será que elas continuarão eternamente assim?) - Oferecimento de animais perfeitos em sacrifício para aplacar a "ira de Deus". E por aí vai.


Mas tudo isso também são formas de se acreditar, nesse ponto os senhores cientistas estão corretos, a forma como adoramos a Deus somos nós que criamos, assim como os diversos filhos de um pai o enxergam de maneiras diferentes e embora o seu amor por todos seja igual. Todos estão certos e todos estão errados, pois cada um só conhece determinado aspecto do Pai. O Pai de verdade só pode ser conhecido quando nos tornarmos Ele.



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