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segunda-feira, abril 02, 2007

300


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Fui ver 300. Peguei a trouxa e embarquei pra Salvador, quase brigo com a mulher que "não sabia o que eu ia fazer viajando assim de uma hora pra outra..." e olha que ela conhece minha paixão por quadrinhos desde... sei lá quando. Enfim, eu fui.


Sábado, final de tarde, o cinema fica cheio de adolescentes barulhentos, posando de playboyzinho para a assistência de garotas que fingem não ligar para eles, na verdade muito mais amadurecidas no jogo imortal da sedução, empinam o nariz e valorizam ainda mais o ritual, mas não é esse o assunto do post, então voltemos...


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Confesso que fiquei apreensivo, havia gente demais na fila e eu não queria perder a sessão, mas depois de 25 minutos finalmente peguei meu ingresso e me dirigi à sala número 03, lá a fila era muito menor e percebi que a maioria da pessoas queria ver "ponte para terrabítia", melhor, assim a zoada dos adolescentes e seus celulares incômodos que eles insistem em não desligar durante a exibição do filme, assim como suas piadinhas e gritos a cada cena mais "espetacular" não atrapalhariam.


A adaptação me agradou muito, a direção do Zach Snyder é competente e soube transpor muito da linguagem quadrinista para o longa; as cenas de luta (melhor dizer massacre) são bem coreografadas e estilosamente cheias de ação lenta e acelerada, proporcionando um visual muito legal e que relembram, quase fielmente, seqüencias desenhadas nos quadrinhos. Assim como em Syn city há aquelas cenas com closes de olhares brancos ou de outra cor qualquer bem ao estilo de Miller.


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Não gostei da trilha sonora, que seria perfeita se a história se passase alguns séculos depois, preferia algo mais clássico, mas isso não chega a atrapalhar o filme. Outra coisa que achei exagerada foi a voz aumentada digitalmente de Rodrigo Santoro, assim como sua altura (ele fica gigantesco no filme, e desproporcional também), mas até isso serve para evidenciar a coragem daqueles espartanos, eles lutavam não contra um exército muito superior em número, mas contra o exército de um deus.


Ao final fica a satisfação de ter visto uma excelente adaptação de uma HQ para a telona e a preocupação de que com o sucesso de Syn City e 300, com suas cenas que reproduzem quase a exaustão os quadrinhos, mesclando telas azuis e atores, closes impossíveis na vida real e cores que lembram pinturas, os diretores passem a valorizar demais tais elementos e esqueçam de contar uma boa história.




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