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sábado, novembro 18, 2006

Internet, liberdade e controle

Por Kiko Moreira.


A internet nasceu sob a tutela dos militares, mas só se popularizou a partir do momento em que se tornou um território livre, onde todos poderiam interagir independentemente de fronteiras ou da distância que os separavam. Rapidamente a internet se transformou num fórum onde qualquer um poderia divulgar suas idéias, expor seus trabalhos e vender seus produtos de modo que a palavra “globalização” deixou de ser um ideal neo-liberalista e tornou-se real, com ações e conseqüências que vão muito além do mundo virtual. Aí começaram os problemas.

A liberdade exercida pelo anonimato da rede e a dificuldade em diferenciar o que é falso ou verdadeiro criou a necessidade do policiamento, provando mais uma vez que a utopia anarquista de que cada um se auto-governe é só isso, uma utopia; não pode existir sociedade, seja ela real ou forjada em comunidades virtuais que prescinda de um instrumento de controle e punição para aqueles que fogem às regras estabelecidas.

O conceito de que “meu direito termina onde começa o do outro” é bonito e essencial para que haja relacionamentos, mas muito pouco empregado na vida de verdade, pois somos, apesar de toda a “civilização” que apregoamos, seres que estão intimamente determinados pelos instintos de sobrevivência, que gritam sem parar “o meu primeiro”.

A liberdade para ser completa deve ser permanentemente responsável, devemos constantemente estar lutando contra nosso instinto interior de autopreservação, pois só assim poderemos respeitar plenamente o direito alheio, vida em comunidade é isso: Dar a vida (ou um pouco dela ao menos) para que toda a comunidade possa viver de forma plena e em harmonia.

Se não começarmos a tentar viver dessa maneira, pode não nos restar outra alternativa a não ser aquela prevista há décadas por todo escritor de ficção que se preze, o controle total de todos os nossos passos através de máquinas e organismos governamentais, que nos vigiarão dia e noite, incessantemente à procura de “falhas do sistema”. Oxalá que aprendamos as lições daquele barbudo, não, não é o Lula. Aquele que disse “Faça aos outros somente aquilo que desejarias que também lhe fizessem”.

leia AQUI e AQUI ou AQUI sobre controle da internet.
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