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quarta-feira, junho 14, 2006

Superheróis e suas religiões

Hellboy: Um demônio católico e que reza o terço

Muito já se falou sobre a influência dos super-heróis dos quadrinhos na vida cotidiana das pessoas, seja como uma figura mítica que substituiu os deuses greco-romanos do passado, arquétipos da supraconsciência universal comum a todos os povos e representações de valores morais que todos cultuamos, ou deveríamos cultuar, em nossa sociedade.
Um solene Superman encomenda a alma de um amigo a Deus...
Os heróis dos quadrinhos tanto nos influenciaram e influenciam que raras pessoas no mundo deixaram de ouvir sobre algum deles, ainda que superficialmente, de modo que eles acabam sendo um instrumento perfeito para diversas reflexões (vide a recente moda de escrever sobre filosofia usando personagens como Simpsons, Harry Potter e Supers de modo geral) acerca do universo que nos cerca e também um excelente objeto de estudo.
Pouco antes da Segunda Grande Guerra, Gobbels, ministro da comunicação de Hitler, acusava o Superman de ser judeu, e entre outras ações acabaria proibindo a difusão de suas aventuras na Alemanha nazista, assim como proibiria outros quadrinhos e desenhos animados que de alguma forma fossem "contrários ao espírito 'superior' nazista"; lembrem-se que Siegel e Shuster (criadores do Superman) eram judeus. Mais tarde o famigerado Dr Fredric Wertham iria abalar a indústria dos comics afirmando que origem de todos (ou ao menos da maioria) os males da sociedade americana se originava nos quadrinhos, isso baseado numa pesquisa duvidosa com adolescentes infratores; o que de vez em quando continua ocorrendo entre certos "moralistas e religiosos" que volta e meia culpam quadrinhos e desenhos animados como fonte dos males da juventude, esquecendo-se do papel da educação e da importância da família na formação da criança.
É interessante notar como conceitos religiosos também podem ser estudas e aplicados aos personagens através de alegorias e análises de suas características, por exemplo: O Superman parece ser uma perfeita alegoria do Cristianismo, vejamos, o cara é mandado de um outro mundo com poderes fantásticos, é encontado e criado por pessoas normais, que lhe incutem um extremo senso moral ao mesmo tempo em que ele é também instruído por seu verdadeiro pai com a missão de salvar os humanos, protegendo sempre o lar que o acolheu e tornando-se o maior de todos os heróis, aquele que irá inspirar outros na luta pelo bem contra o mal. Dá pra se pensar ou não?
Bem, foi mais ou menos isso, e com muito mais profundidade, que os carinhas desse excelente site fizeram (em inglês), explorar as possibilidades através da análise de diversas histórias para poder dizer sobre cada personagem dos quadrinhos qual a sua religião e como isso influencia quem o personagem é, suas motivações e aspirações, sua fé e seus conflitos. O Superman não é Judeu como queria Gobbels, ele é Metodista. clique e confira.
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