quarta-feira, agosto 27, 2014

Chocante! Hello Kitty NÃO é uma gatinha!



Acabo de descobrir que a Hello Kitty (aquela personagem de desenho animados e cartuns que parece e sempre foi considerada por seus fãs uma gata), NÃO é uma gata.

Chocado? Bem, ao menos é o que afirmou a Sanrio, empresa detentora dos direitos da personagem, durante pesquisa efetuada pela antropóloga Christine R. Yano e revelada para o jornal Los Angeles Times em data de ontem (26.08), ela buscava informações sobre a ex-gatinha que seria tema de uma exposição num museu que iria mostrar aspectos da cultura japonesa focada na personagem. "Ela é um personagem de desenho, e é uma garotinha. Ela é amiga, mas não um gato. Uma razão é porque ela nunca está de quatro. Ela anda e senta como uma criatura bípede. E ela até tem um gato de estimação, o Charmmy Kitty", inclusive em seu site a Sanrio disponibiliza um guia de arte em que informa "Hello Kitty não é uma gato, ela é uma garota. Por favor, não faça/use referencias animais".



A personagem criada em 1974, portanto fazendo 40 anos, seria "uma garotinha britânica, chamada Kitty White, filha de George e Mary White, do signo de escorpião, e que adora torta de maçã."

A notícia repercutiu bastante, afinal ninguém iria imaginar tal revelação após tantos anos de carinho e atenção dos fãs da gatinha, ops, da menininha graciosa que ela representa, principalmente para os descendentes de japoneses radicados em outros países e que viram na personagem uma representação de sua cultura e que desde que foi usada pela primeira vez pintada numa bolsa pra guardar moedas se tornou também um ícone cultural mundial.

Ao menos o Snoopy já mandou avisar pelo tweeter que ele continua sendo um cachorro.



‘Eu nunca adicionaria meus filhos no Facebook’, diz pesquisadora

Entrevista com Mimi Ito, professora da Universidade da Califórnia e estudiosa do comportamento jovem na internet

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Por Bruno Capelas, Estadão

SÃO PAULO – Mãe de dois adolescentes e professora da Universidade da Califórnia, a nipo-americana Mimi Ito estuda a maneira como os adolescentes e crianças se comportam na internet, tendo chefiado o Digital Youth Project, pesquisa de 2008 que mostrou como os jovens estão usando a rede para novas formas de aprendizado, amizade, relacionamentos amorosos e busca por informações. No Brasil a convite do Google para a série de palestras Think with Google, Mimi falou ao Link sobre como os pais e educadores devem lidar com o mundo digital, em temas como privacidade, bullying e o crescente uso de dispositivos móveis.

A maioria das pessoas acha que interações online são diferentes do ‘mundo real’. O que a senhora pensa sobre isso?
 
Para a maioria das crianças, o principal uso da internet é uma extensão dos relacionamentos que elas têm ao vivo: elas mandam mensagens ou conversam com os amigos no Facebook — o que nós chamamos de redes de amizades. Mas muitas crianças usam a internet para ter acesso a novas informações, em redes como fóruns e plataformas de games. Nesses ambientes, elas também fazem amigos. Elas, entretanto, tem uma divisão muito clara desses ambientes: seria estranho ter um adulto ou um estranho por perto no Facebook, porque é nesses ambientes que elas se relacionam, fazem amizades ou flertam entre si. Há uma noção muito própria de privacidade e discrição. Meu filho é um gamer, joga com estranhos toda hora, mas eles se conectam por ter o mesmo interesse. É diferente das pessoas com quem ele está mandando mensagens ou conversando no Facebook.

Por que é tão difícil para os pais entender essa diferença?
 
Existem experiências que não foram absorvidas pelo intervalo de gerações. Para o meu filho, jogar em uma liga de StarCraft é tão importante quanto um campeonato de basquete – mas isso não acontece para as maioria dos pais, porque eles não tiveram essa vivência. Nós, como pais, temos de educar a nós mesmos sobre o que está acontecendo, e querer nos envolver, assim como fazemos com os jogos de basquete ou as apresentações de balé dos nossos filhos. É algo normal, mas que muitos pais parecem ter desistido com o mundo online, só porque não é algo familiar a eles.

E como os pais podem se envolver sem invadir a privacidade dos filhos? Um pai deve ser amigo do filho no Facebook?
 
Aí entra a diferença entre redes de interesse e redes de amizade. Eu nunca adicionaria meus filhos no Facebook: eles não querem que eu saiba por quem eles estão apaixonados, ou quem são os mais populares da sala. Pelo contrário! Conversamos sobre isso no jantar, mas não preciso ter contato com isso. Por outro lado, me envolvo nas redes de interesses deles. Jogo MineCraft com meus filhos, tento saber o que é um Tumblr ou o StarCraft. Se as crianças entenderem que o seu interesse pelo que eles gostam é genuíno, será ótimo: elas querem que você saiba o que é o StarCraft, assim como querem que você veja o seu jogo de futebol. Mas elas vão perceber se você estiver por perto só para tentar controlar o que elas fazem – e vão se rebelar por isso.

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Uma pesquisa recente no Brasil diz que quase metade dos pais das crianças conectadas do País não usam a internet. Como eles podem educar seus filhos para usar a rede? Eles precisam necessariamente estar conectados e usar redes sociais, por exemplo?
 
Os pais precisam ver que seus filhos podem ajudá-los a entender a tecnologia, e prover a eles a sabedoria para lidar com a tecnologia. Muito do que nós estamos falando aqui é apenas sobre aprendizado e como se comportar em sociedade. É uma parceria: eles conhecem as ferramentas, nós podemos ajudar a dar os valores.

O cyberbullying é um dos temas mais discutidos quando se fala em tecnologia e adolescentes aqui no Brasil. No que ele é diferente do bullying?
 
Comportamentalmente, ambos são a mesma coisa. Com a tecnologia, as coisas viajam mais rápido e são mais difíceis de serem esquecidas, é algo mais danoso. Entretanto, há um lado positivo: a tecnologia está tornando o bullying vísivel. Antes, ele acontecia em vestiários e na saída da escola, e os adultos não tinham acesso ao que acontecia. Na internet, os pais e os educadores podem ver o que acontece. Às vezes, a percepção de que as redes sociais geram o bullying é errada: ela só está tornando visível algo que já acontecia. Repito: não monitoro o Facebook dos meus filhos, mas eles são orientados a me avisarem quando coisas assim acontecem. As escolas também estão fazendo isso.

Outra preocupação crescente dos pais é como as crianças tem usado cada vez mais a internet nos celulares e tablets. Como a senhora vê isso?
 
O mobile cresceu muito, mas seu estilo de comunicação hoje, via Whatsapp ou Snapchat, não é diferente de uma mensagem de texto. A mudança para o celular, há cerca de dez anos, é que fez a diferença, porque deu um espaço privado para os jovens. O que mudou é que, antes, com SMS, elas se comunicavam com no máximo dez pessoas. Hoje, com o Whatsapp, podem ser centenas de pessoas. Mas vale lembrar: elas estão fazendo isso de forma privada. Os jovens não acham mais que o Facebook é um espaço seguro para sua comunicação íntima, porque os professores vão olhar o que eles estão fazendo.

Como as escolas podem incorporar essa tendência?
 
Elas têm se envolvido nos relacionamentos das crianças: quando as coisas evoluem para bullying, elas tomam posições. As escolas tem ensinado sobre cidadania digital e participação, como fazem com outras questões sociais. Onde a educação formal tem sido pouco pró-ativa é nas redes de interesses. Comunidades online dão muito mais acesso a conhecimentos que uma escola pode oferecer, mas poucas delas estão usando a internet com essa fonte de pesquisa, e continuam tentando produzir todo o conteúdo e expertise localmente. Isso não precisa acontecer.

Existe alguma idade mínima para que uma criança comece a usar a internet?
 
Não sei dizer. A linha dos 13 anos imposta pelas empresas é arbitrária, mas tende a ser nessa idade que a criança começa a ter a sua vida de forma independente e os pais precisam monitorar menos o que elas fazem. Na verdade, o requisito mínimo é mais o envolvimento e o diálogo que existe entre pais e crianças, e menos o que elas fazem.

E o que a senhora acha que as empresas de tecnologia estão fazendo para lidar com esse público crescente?
 
Elas precisam ser mais pró-ativas para atender esse público: a maioria das empresas dizem que as crianças só podem usar seus serviços a partir dos 13 anos. Não há conscientização ou considerações como elas podem usar a internet de um jeito bacana. Só há a falta de incentivo. Vejo que as empresas de tecnologia tiveram postura ativa em questões como a privacidade de seus usuários, mas não nos direitos das crianças. É preciso que elas entendam isso, porque são as plataformas que as crianças usam para aprender, são úteis para a educação.

terça-feira, agosto 26, 2014

O adeus a Deodato Borges





 Foi com a frase - o Flama morreu - que o desenhista Mike Deodato Jr. deu a noticia do falecimento de seu pai, o tambem quadrinista (alem de radialista e jornalista), Deodato Borges, criador do personagem Flama, um dos primeiros superherois brasileiros, um detetive inspirado em icones como Spirit e O Sombra, que surgiu num programa da radio Campina Grande, na Paraiba e logo migrou para os quadrinhos, fazendo grande sucesso apesar de terem sido lançadas apenas 5 edições hoje consideradas raras. Recentemente, Deodato Jr. prometeu revitalizar o personagem.



Deodato Borges faleceu na tarde de ontem (25 de agosto), durante realização de uma hemodiálise feita dias após ter feito uma cirurgia para retirada de um dos rins. Seu filho, Mike Deodato Jr. e um dos mais prestigiados e famosos desenhistas brasileiros, atualmente trabalhando na Marvel Comics e já foi responsável por desenhar a Mulher-Maravilha e o Homem-Aranha, entre outros.


quinta-feira, agosto 14, 2014

A verdade sobre votos nulos e brancos



Sempre que as eleições se aproximam é comum ver nas redes sociais ou em rodinhas de amigos apelos de protesto pedindo que as pessoas anulem seu voto. O argumento utilizado é que se mais de 50% dos votos forem nulos, a Justiça Eleitoral é obrigada a realizar uma nova eleição com outros candidatos; o que seria uma forma de mostrar que o povo quer mudanças e não queremos os mesmos políticos que estão por aí. Mas isso será verdade?


A resposta é: Não!

Votos nulos e brancos não são considerados votos válidos e, portanto, não interferem diretamente no resultado das eleições; são considerados apenas manifestações de descontentamento do eleitor. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos (bastando apertar a tecla “branco” na urna eletrônica e confirmar), enquanto o voto nulo é aquele em que o eleitor “manifesta sua vontade de anular o voto”. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.

A Constituição Federal adotou o princípio da maioria absoluta de votos válidos para eleger um candidato, o que significa que nas chamadas eleições majoritárias (Presidente, Governador e Senadores e Prefeitos), é preciso que os pretendentes a vaga atinjam 50% dos votos válidos + um. Por exemplo: no caso de 10.000 eleitores, se nenhum votar em branco ou nulo, todos os votos serão válidos. O candidato vencedor será aquele que receber 50% dos votos mais 1, isto é, 5.001 votos. No entanto, se entre esses 10.000 eleitores, 5.000 votarem em branco ou anularem, serão apenas 5.000 votos válidos. Assim, o candidato será eleito se alcançar apenas 2.501 votos. Se nenhum candidato alcançar essa quantidade no 1º turno, os dois mais bem votados irão disputar um 2º turno em que se definirá o vencedor.

No caso das eleições proporcionais (Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereadores), os candidatos se elegem em razão do quociente eleitoral (índice que determina o número de vagas que cada partido vai ocupar no legislativo) que é determinado fazendo-se a divisão de votos válidos pelo número de vagas existentes, assim quanto maior for o número de votos nulos e brancos, menor será o quociente eleitoral e consequentemente menos votos serão necessários para ganhar a eleição. Por isso que muitas vezes vemos um candidato ter menos votos do que outro e ainda assim ser eleito em razão de ser ‘puxado’ por outro candidato com muitos votos do mesmo partido ou legenda.

As eleições só podem ser anuladas quando a Justiça Eleitoral decide anular 50% dos votos inicialmente considerados válidos, no entanto, isso só ocorre quando o candidato tem a sua candidatura cassada ou é declarado inelegível; pode acontecer também quando é detectada fraude, abuso econômico ou de autoridade ou corrupção eleitoral durante o pleito.

Ou seja, votar nulo ou em branco, acabam apenas ajudando aqueles que querem se eleger e tiram de você a oportunidade de escolher, deixando aos outros essa tarefa. Alguns dirão que não há em quem votar, pois todos representam uma continuidade do que está aí. Eu lhe digo o seguinte: O voto é e continuará sendo a sua arma para efetuar as mudanças necessárias, se você não encontrou um candidato, pesquise, vá além dos nomes conhecidos, busque na internet e em outras fontes de informação, envolva-se politicamente, assista e discuta o programas eleitorais, procure conhecer os candidatos menos populares (os mais populares geralmente são aqueles que possuem maior poder econômico, infelizmente), leia sobre suas realizações, não acredite e nem vote em políticos que lhe oferecem emprego, material de construção e vales-gás, etc. Tenha em mente que a responsabilidade pela construção de nosso País, Estado e Município também é sua. E depois da eleição lembre-se do seu voto e cobre de forma consciente a realização daquele projeto que você escolheu.

Esse ano o 1º turno das eleições será em 05 de outubro e o 2º turno em 26 de outubro. São obrigados a votar os maiores de 18 anos. O voto é facultativo para os maiores de 16 e menores de 18 anos, os maiores de 70 anos e os analfabetos.

Um bom lugar para começar a conhecer os candidatos é a página do TSE, que lista todas as candidaturas, com as respectivas declarações de bens, situação do candidato, prestação de contas, etc. Acesse AQUI



Super cervejas



Não é nenhuma novidade que alguns de nosso heróis favoritos sejam bebedores contumazes, personagens como Wolverine, Hellboy, Constantine, etc. volta e meia são flagrados em bares e pubs, bebericando uma boa caneca de cerveja, inspirado nessa idéia o artista Butcher Billy criou uma linha de cerveja com o designer destes heróis ou não tão heróis assim. Infelizmente, ao menos por enquanto, elas são apenas conceituais e não são encontradas a venda, mas que seriam um excelente produto para licenciamento, ah! seriam. Confira abaixo algumas delas. afinal como diz o artista: "Porque ninguém nunca fez superamigos bebendo leite".







segunda-feira, agosto 04, 2014

Marvel publica video linkando seus filmes

 

Marvel Studios publicou recentemente esse vídeo que liga as fase 1 e 2 de seus projetos cinematográficos iniciados em 2008 com Homem de ferro e Hulk.


terça-feira, julho 29, 2014

Um belo nó no pensamento


Costumamos achar que sabemos tudo sobre nós mesmos, nossa maneira de agir, nossos valores, nossas escolhas e muitas vezes chegamos a nos orgulhar de não nos deixarmos influenciar por fatores externos aquilo que consideramos ser a nossa visão de mundo. Em Subliminar, Como a mente inconsciente influencia nossas vidas (Jorge Zahar, 2013, 304p), Leonard Mlodinow vem nos mostrar que as coisas não são bem assim e que nosso inconsciente é bem mais poderoso do que podemos supor em nossas escolhas e atitudes para com o mundo em que vivemos. Não mais aquele inconsciente teórico e repressor explanado por Freud, mas um inconsciente fruto da evolução do cérebro humano, uma ferramenta perfeitamente construída que nos possibilitou sobreviver mesmo com todas as chances negativas num mundo dominado por feras e acidentes naturais devastadores.

O novo inconsciente fruto de muita pesquisa científica e tecnológica que permitiu desvendar mecanismos cerebrais anteriormente só imaginados de forma teórica e que provam a enorme capacidade adaptativa do ser humano. Não apenas somos uma máquina extraordinária, mas também uma máquina em evolução constante e ainda cheia de surpresas a serem desvendadas.

Mlodinow (que é físico e colaborador de uma das mentes mais privilegiadas do mundo, Stephen Hawking, além de ter sido consultor em algumas séries televisivas de sucesso como Jornada nas estrelas e MacGyver), vai desvendando pequenos e valiosos segredos descobertos nas últimas décadas de uma forma divertida e fluente, com uma correção científica precisa e nem um pouco enfadonha, que nos desperta um agradável prazer em prosseguir a leitura e ir testando aquilo que conhecemos sobre nossa forma de pensar e se relacionar com o mundo a nossa volta.

É um livro para ser lido com calma, aproveitando as informações explanadas nos muitos experimentos descritos e que vão formando um incrível panorama do funcionamento de nossa mente, ali cada informação é importante e cada descrição acrescenta algo em que se pensar nesse curioso e fantástico desafio de entender a nós próprios.
 
Edição: 1
Editora: Jorge Zahar
ISBN: 9788537809594
Ano: 2013
Páginas: 304

quinta-feira, julho 24, 2014

Paz. Você concorda com isso?

Imagem via Pixabay

Sempre fui a favor da liberdade de expressão, contra toda forma de censura, sempre acreditei que as pessoas têm o direito de ser e de fazer o que bem entendem, mas também sempre acreditei que, a menos que essa pessoa viva isolada num planeta deserto, tem que haver regras pois, quando existem duas pessoas, existe um relacionamento e toda ação gerará uma reação que afetará o outro, assim as regras servem para limitar o poder individual de ser e de fazer, buscando um equilíbrio entre o meu querer e o seu. A liberdade não pode ser confundida com o caos, ou o mundo vive sob a égide de normas ou a sociedade se extinguirá como brasa atirada no leito de um rio. Respeitar o querer ser de cada um, infelizmente não é algo natural como gostariam alguns “intelectuais”, mesmo a educação não impregna no homem essa qualidade, somos egoístas por natureza, não por que somos maus ou por que herdamos os pecados de nossos pais, somos simplesmente muito apegados a nós mesmos, Freud explica isso muito bem com o conceito de EGO, ID e SUPEREGO, sem regras que permitam o convívio social, nem sequer teríamos saído das cavernas para ganhar o espaço. Por isso quando vejo o vandalismo gritante de alguns radicais, em especial os autodenominados “black blocs”, que não possuem nenhum objetivo além do vandalismo em si, a baderna como forma de protesto vazia, lembrando atitudes e métodos nazifascistas (a exemplo dos empregados pela juventude hitlerista ou os camisas negras italianos), porém carentes como já afirmei, de uma ideologia verdadeira, querem simplesmente anarquizar, ser contra tudo e contra todos, afirmam protestar contra os governos, lutando por democracia, mas como, se para fazer isso desafiam a própria democracia?
A alegação mais recorrente é que “como o Estado usa de violência institucionalizada contra a população…”, vamos então usar da mesma violência contra o Estado. Esquecem de uma coisa, o Estado somos todos nós; queiram ou não admitir, quem mais sofre com tais ações é a sociedade pela qual dizem lutar. Pude acompanhar alguns protestos, principalmente bloqueios de estradas, o que vi nessas ocasiões foram pessoas que nada tem a ver com a solução imediata de qualquer problema, pessoas que tentavam se deslocar para casa após um dia de trabalho, ou indo a uma consulta médica, vi crianças de colo agitadas e famintas e até mesmo um paciente que morreu por não conseguir transpor um desses bloqueios, mesmo estando numa ambulância, vi inclusive o absurdo de alguém que disse em relação ao caso “não se pode fazer uma omelete sem quebrar ovos”. Fato é que os tais radicais continuam angariando a simpatia de um grupo de intelectuais (?), ditos radicais, cujo discurso parece evocar quase sempre uma convocação as armas, mesmo afirmando clamar por paz.

Imagem via Correio Braziliense
Como temos visto nos últimos dias, muitos dos protestos, ou melhor, da violência ocorrida nestes, foi fruto de uma bem pensada estratégia de amedrontamento e formação de caos, uma tentativa de desmoralizar as forças institucionalizadas, cujos objetivos ainda são nebulosos, mas que devem aparecer com o caminhar das investigações policiais. Alguns dos líderes já foram presos e outros tentam politizar a violência argumentando sofrer perseguição “do sistema”. Muita coisa ainda deverá vir a descoberto, principalmente com o término da Copa e a aproximação do pleito eleitoral (quem financia esses grupos, quais os objetivos e quem são os beneficiados). Convêm portanto, ficar atento as diversas fontes de informação hoje disponíveis e tentar observar o que realmente ocorre por trás da notícia estampada nos noticiários.
Eu creio na Paz, essa com P maiúsculo, que respeita o direito dos outros, que sabe que certas lutas são inevitáveis, mas que a violência não é caminho para absolutamente nada, na Paz que dá a outra face, a face da denúncia, da educação, da não agressão gratuita, porque infelizmente as vezes é preciso bater sim. Creio na Paz que expõe verdades e procura não repetir erros, na Paz que busca a verdadeira Democracia, que faz mudanças com a força de um voto, na Paz que se apoia na solidariedade e justiça. Mas para isso é preciso que estejamos dispostos a fazer a maior de todas as revoluções: Mudarmos a nós mesmos.

sexta-feira, julho 18, 2014

Morre João Ubaldo Ribeiro


O escritor baiano (nascido na ilha de Itaparica),  e autor de obras como "O sorriso do lagarto", "A casa dos Budas ditosos" e "Viva o povo brasileiro" morreu na madrugada de hoje (18.07.14), aos 73 anos. Ubaldo teve uma embolia pulmonar em sua casa no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro.
Um dos mais importantes escritores baianos contemporâneos, frequentemente citado entre os melhores romancistas brasileiros, era ganhador do prêmio Camões de Literatura, o mais importante da língua portuguesa e ocupava a cadeira nº 37 da Academia Brasileira de Letras.

O Sorriso do Lagarto foi adaptado para TV numa minissérie da Globo

Sinopse do livro: Numa ilhota esquecida do litoral baiano, um biólogo fracassado vai gastando sua vida como dono de peixaria numa pacata comunidade de pescadores. Mas sua rotina sofre mudanças bruscas quando por lá chegam um grande político da capital e sua fogosa mulher.

Sinopse - A Casa dos Budas Ditosos - Coleção Plenos Pecados: Luxúria - João Ubaldo Ribeiro

Ao receber, segundo afirma, um pacote com a transcrição datilografada de várias fitas, gravadas por uma misteriosa mulher, o escritor João Ubaldo Ribeiro não podia imaginar o que o esperava.

E o inocente leitor, que sequer pode suspeitar o que o aguarda em cada uma das páginas deste livro. Nelas se conta uma vida. E a suposta autora teria enviado seu testemunho para que fosse utilizado para o volume sobre a luxúria da Coleção Plenos Pecados.

O escritor aceitou o oferecimento e o resultado final está agora diante de você. Que deve preparar-se para um relato pouco comum, às vezes chocante, às vezes irônico, sempre instigante. Na verdade, dificilmente a ficção poderia alcançar os limites do que a devassa senhora viveu e narra em detalhes riquíssimos.

Se o leitor tem alguma dúvida, ela logo se dissipará, neste fascinante mergulho na vida espantosa de uma mulher sem dúvida excepcional, cuja narrativa alcança as dimensões de um retrato sociológico de toda uma cultura e uma geração, envolvendo um dos pecados mais indomáveis, e capitais. A luxúria.

Sinopse - Viva o Povo Brasileiro - João Ubaldo Ribeiro

O livro se volta às origens do Recôncavo Baiano para recriar quase quatro séculos da história do país por meio da saga de múltiplos personagens. Viva o povo brasileiro se desenvolve em grande parte no século XIX, mas também viaja a 1647 e avança até 1977. Nele, realidade e ficção se misturam para criar um épico brasileiro com passagens heróicas e cômicas, tendo como pano de fundo momentos decisivos para a história do país, como a Revolta de Canudos e a Guerra do Paraguai.

Sinopses via SKOOB. Junte a nós, também.

domingo, julho 13, 2014

Dias perfeitos - livro


Foi uma grata surpresa chegar em casa e encontrar "Dias Perfeitos" do Raphael Montes embrulhado numa caixa para mim, Não o havia comprado, somente depois lembrei de ter me inscrito no sorteio da cortesia no Skoob. A segunda surpresa foi começar a ler o livro e não conseguir terminá-lo até o fim; simplesmente devorei o livro em poucas horas,sem parar para absolutamente nada.

A narrativa de um jovem e introspectivo estudante de medicina (Téo),promete desde o início quando começamos a perceber quem e o quê ele é, e olhe que ele está descrevendo uma paixão (a história é mostrada do ponto de vista de Téo), por uma mulher. A trama de verdade começa quando Téo acompanha a mãe (uma senhora paraplégica) a uma festa para a qual não quer ir e, lá tentando se isolar é confrontado por Clarice, uma jovem que é seu oposto, emocional e extrovertida. O breve encontro gera um selinho dado por Clarice e desencadeia uma série de eventos na mente e na vida de Téo, que passa a seguir Clarice e que uma vez apaixonado fará de tudo para que ela lhe corresponda, o sequestro em seguida é apenas o início da confusão e da obsessão que tomam conta de Téo e aos poucos vão revelando tudo de que ele é capaz em nome desse "amor".
A narrativa de Raphael é ágil e eficiente, os momentos de tensão surgem de forma natural e a subtramas vão se resolvendo de uma maneira fluída e factível. Os argumentos e a lógica do personagem chegam a encantar e nos faz refletir até onde iríamos na busca de nossos objetivos se fosse possível fazer tudo o que nos vem à cabeça e como justificamos isso? O final é um diferente do que se poderia esperar e isso com certeza irá chocar alguns ou fazê-los gostar ainda mais do romance e do protagonista Téo. O livro vale muito a pena e depois de ler "Dias Perfeitos" fiquei muito curioso pra ler o romance de estreia de Raphael "Suicidas". 

Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535924015
Ano: 2014
Páginas: 280

Uma lição da Copa

Uma das coisas que mais chamou a atenção na primeira fase da Copa foi a atitude dos torcedores japoneses, que após os jogos de sua seleção efetuaram a limpeza das arquibancadas, comportamento normal e cotidiano entre eles, mas que despertou curiosidade entre os brasileiros, num exemplo que bem poderia ser seguido por aqui. A pergunta não formulada nos programas de TV é a seguinte: Por que eles fazem isso? – E a resposta mais objetiva e simples possível é: Porque assim foram educados.


Lembremos que o Japão é formado por um conjunto de ilhas, com uma população de mais de 127 milhões de pessoas aglomeradas em pouco mais de 377 mil Km² (o Brasil possui pouco mais de 8,5 milhões de Km²), então viver em harmonia com o próximo é essencial para conseguir manter um determinado padrão de civilidade (o Japão tem o 10º melhor índice de desenvolvimento humano), de modo que todos procuram realizar a “sua parte”, cuidando de seu espaço e dos espaços comuns. Esse nível de conscientização só é alcançado por um povo que desenvolveu uma forte identidade e um senso educacional bastante apurado. Se novamente nos lembrarmos que há apenas 69 anos o Japão saiu derrotado da Segunda Grande Guerra (1939-1945), e que permaneceu ocupado pelos Estados Unidos até 1952, poderemos quantificar o tamanho da evolução japonesa que hoje ocupa a posição de 3ª maior economia do mundo.

Atribuir esse crescimento apenas a educação é minimizar o tamanho do esforço japonês pós-guerra e da ajuda estrangeira (os EUA investiram bastante por lá na tentativa de evitar o avanço comunista), porém a educação assumiu um papel de fundamental importância nesse desenvolvimento, pois a presença de boas escolas técnicas e de nível superior possibilitou a formação de profissionais qualificados a ajudar o país.

No Japão a importância da educação é muito antiga, os Samurais já contavam com cursos específicos e a população em geral freqüentava escolas mistas onde podiam aprender a escrever, ler e contar; de modo que já por volta de 1868 cerca de 40% dos japoneses eram alfabetizados. Vale lembrar que a escola é pública e que professores realizam cursos obrigatórios anualmente, além de receberem incentivo para se aprimorarem e serem acompanhamento durante toda a vida docente. Assim é garantida que a qualidade educacional seja a mesma desde a pré-escola até o nível superior.

Outro fator de importância que pode ser sugerido é a importância da leitura diária, enquanto países mais desenvolvidos possuem média semanal de leitura de 12 horas, nós brasileiros lemos em média 4 horas por semana. O Japão possui as maiores tiragens de jornal do mundo e os japoneses lêem cerca de 12 livros por ano, enquanto no Brasil a média mal chega a 4 livros. Vale lembrar que o hábito de ler ajuda no desenvolvimento do raciocínio crítico, na habilidade de escrever e falar e principalmente na melhor compreensão do mundo ao nosso redor.

O Brasil vem melhorando significativamente seus investimentos em educação, no entanto, não basta criar programas que facilitem a entrada dos jovens no ensino superior, é preciso criar estratégias que também melhorem a leitura desses jovens – O resultado do INAF (Índice Nacional de Alfabetismo Funcional), promovido pelo Instituto Paulo Montenegro, mostra que mesmo entre pessoas com nível superior 38 % não podem ser consideradas plenamente alfabetizadas – que melhorem a nossa educação de base e transformem a qualificação e desenvolvimento da carreira de professor, com acompanhamento técnico, planos de careira melhores condições de trabalho e salários dignos.

Quem sabe assim na próxima Copa possamos também ser destaque nas notícias esportivas como exemplo de educação, consciência e civilidade. A boa notícia é que não precisamos esperar pelas tais políticas públicas, podemos hoje mesmo começar a mudança: Pegue um livro pra ler; vá à escola de seus filhos; mantenha as ruas de sua cidade limpas; evite abusar de som alto; respeite os mais velhos e o vizinho do lado e, assim, vamos construindo nossa cidadania.

Arigatô!

Originalmente publicado em WEBNEWSSUL.

quarta-feira, outubro 30, 2013

REPÚDIO À DECLARAÇÃO DO SR. CLAUDIO DE MOURA CASTRO

Carta Aberta ao Senado Federal
EM REPÚDIO À DECLARAÇÃO DO SR. CLAUDIO DE MOURA CASTRO
Brasil, 26 de outubro de 2013.

Nós, ativistas do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, de diversas entidades e profissionais do setor viemos repudiar veementemente o pronunciamento machista e preconceituoso do Sr. Claudio de Moura Castro, economista, colunista de uma revista, professor especialista em educação e presidente do Conselho Consultivo da Faculdade Pitágoras, em audiência pública, realizada no dia 22 de outubro de 2013, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, em Brasília/DF.
A audiência pública supracitada tinha como pauta principal o novo projeto do Plano Nacional Educação (PNE). Nesta ocasião, o Sr. Claudio defendeu e sugeriu que o PNE assegurasse “a criação de um bônus para as ‘caboclinhas’ de Pernambuco e do Ceará que conseguirem se casar com engenheiros estrangeiros, porque aí eles ficam e aumenta o capital humano no Brasil; aumenta a nossa oferta de engenheiros”.


o vídeo com a fala polêmica

Ao ouvirmos e lermos esta declaração, cujas palavras parecem ser articuladas sob o fio do preconceito e do desrespeito aos direitos humanos, ficamos estarrecidos e indignados com tamanho preconceito e desvalorização do Estado público e democrático de direito, tão tardiamente assegurado por marcos políticos e legais no Brasil.

A Constituição Federal de 1988 afirma, no Art. 5º, que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Mais especificamente, os incisos I e IV afirmam: 

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem. 

As marcas da desigualdade no Brasil são oriundas de um processo de colonização que dizimaram indígenas, escravizou e comercializaram negros, dividiu o País em regiões ricas e pobres, atrasadas e modernas e, sobretudo, construiu uma prática histórica – que viceja até hoje – de clientelismos, colonialismos e extermínios dos indígenas, negros, nordestinos e pobres. Assim, as conquistas de referenciais democráticos convivem, anacronicamente, com discursos e projetos conservadores, preconceituosos e, por isso, autoritários.

Somos homens e mulheres negros, indígenas e caboclos. Compartilhamos do sangue e do suor dos povos que resistiram e resistem bravamente à escravidão, à miséria e ao preconceito. Além disso, somos seres sociais, sujeitos históricos, homens e mulheres com desejos, sonhos e capacidade de construir a história, quer vivamos nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do País. SOMOS SUJEITOS DE DIREITOS!

A construção sócio-histórica de cidadania, consolidada neste País, é traduzida por vários documentos. Dentre eles, estão as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos, a qual afirma a educação em direitos humanos como “um dos eixos fundamentais do direito à educação, que se refere ao uso de concepções e práticas educativas fundadas nos direitos humanos e em seus processos de promoção, proteção, defesa e aplicação na vida cotidiana e cidadã de sujeitos de direitos e de responsabilidades individuais e coletivas” (art. 2º da resolução nº 1, de 30 de maio de 2012, do MEC).

Enquanto defensores dos direitos humanos, a nossa luta é, portanto, pelo amplo reconhecimento da condição de sujeito e de igualdade a todos, recusando qualquer forma de preconceito e discriminação, inclusive as diversas falas públicas que se utilizam de argumentos preconceituosos, coisificam e violam a integridade humana de homens e mulheres – sendo estas últimas historicamente vítimas de violências e preconceitos no mundo e no Brasil.

Por isso, solicitamos ao Senado Federal, instituição de extrema relevância para o cumprimento dos direitos e deveres assegurados pelo estado democrático de direito, que leia, no plenário, esta carta de repúdio.

A educação, enquanto ato histórico e humano, tem de ser construída sob valores e princípios democráticos, de justiça e criticidade. Qualquer posicionamento que viole a dignidade humana, a igualdade de direitos, o reconhecimento e a valorização das diferenças e das diversidades não pode ser incorporado às práticas educativas e cidadãs.
Na luta por um mundo mais justo e igualitário,

Atenciosamente,


Baixe o pdf com a carta


sexta-feira, outubro 25, 2013

Quadrinhos raros roubados em São Paulo

(Kiko Moreira)

Três homens armados levaram cerca de 7 mil revistas de histórias em quadrinhos que faziam parte da coleção do maior colecionador de quadrinhos do Brasil, o fato inusitado pode parecer estranho, roubar quadrinho? O fato é que foram levados exemplares raros do anos 1930 e 1940 das revistas "O Lobinho" e "O Gibi" cujo valor poderia alcançar cerca de R$ 300 mil (caso houvesse um mercado especializado no país). A coleção pertence a  Antonio José da Silva, o Tom Zé, de 63 anos, que tem mais de 200 mil revistas. Ele coleciona gibis há mais de 40 anos, e seu acervo tem sido uma valiosa fonte de informação para historiadores, pesquisadores e jornalistas. O colecionador mantém o acervo com seus próprios recursos. 



O roubo aconteceu por volta de 14h15, quando os homens tocaram a campainha e após renderem o colecionador e os dois funcionários que trabalham no sobrado, mandaram que eles ficassem de costas e que não olhassem para seus rostos. Em seguida, começaram a colheita, escolhendo as revistas criteriosamente (todas estavam plastificadas) e jogando-as em sacos de lixo, que carregaram para fora, até uma Kombi estacionada.

"Foram direto nos mais valiosos. Quem roubou certamente já esteve no meu acervo. Não tem para quem vender, deve ter sido encomendado por um colecionador", disse Tom Zé, que não tinha seguro do material. " O que mais me chateia é que levaram a nata dos meus quadrinhos". O fato parece reforçar a hipótese de crime encomendado por algum colecionador, já que não existe um comércio organizado de gibis raros no país, como o existente nos Estados Unidos, onde alguns gibis raros chegam a alcançar a marca dos milhões de dólares.


 
"Aqui tinha a história em quadrinhos do Brasil. Aqui tinha tudo", lamenta o colecionador, que tenta ajudar a polícia a localizar o paradeiro de seu precioso acervo. O caso está sendo investigado pelo 27.º DP (Campo Belo), mas a polícia ainda não tem pistas dos criminosos.

(Com informações de O Estadão)

Depilação Masculina: coisa de mulher


Uúúiiiii! 





Estava eu assistindo tv numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha mulher deitou do meu lado e ficou brincando com minhas "partes". Após alguns minutos ela veio com a "brilhante" idéia: Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles.
Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça. Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas". Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu, imaginando as "outras coisas", não tive mais como negar. Concordei.
Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações que só despertei quando ouvi o beep do microondas.
Ela voltou ao quarto com um pote de cêra, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente.
Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo. Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o acesso à zona do agrião. Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cêra morna. Achei aquela sensação maravilhosa!!
O Sr. Pinto já estava todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila"!! Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam.
Após estarem completamente besuntados de cêra, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viagem.
Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer:

Na Thailândia, na China ou pela Internet mesmo? Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino.
Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUUUUTA QUEEEE ME PARIUUUUUUU quase falado letra por letra.
Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado. Ela disse que ainda restavam alguns pelinhos, e que precisava passar de novo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!!


Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito com as duas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro. Sentia o coração bater nos ovos.
Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molhei o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo.
Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda. Peguei meu gel pós-barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos. Foi como se estivesse passado molho de pimenta. Sentei no bidê na posição de "lava xereca" e deixei o chuveirinho acalmar os Drs, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei para meu pinto. Ele, coitado, tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia irmão gêmeo de meu umbigo.
Nesse momento minha mulher bate à porta do banheiro e pergunta se estava passando bem. Aquela voz antes tão aveludada e sedutora ficou igual uma gralha .
Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pentelhos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer. "Pela espessura da pele do meu saco, aqui não nasce nem penugem, meus ovos vão ficar que nem os das codornas ", respondi.
Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar a meio metro de distância e sem tocar em nada e se ficar rindo vai entrar na PORRADA!!
Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim nem para perpetuar a espécie humana.
No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros.
Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados.
Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.
Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos. E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.
Resultado, certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres.
Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino.
Ainda dói!