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domingo, novembro 09, 2014

Naruto chega ao fim após 15 anos

O mangá Naruto irá chegar ao fim após 15 anos de publicação impressa, serão dois números (699 e 700) que chegarão às bancas na próxima segunda-feira, porém, desde quinta-feira passada, fãs já podem baixar a versão digital da história. Naruto é publicado desde 1999, totalizando 71 volumes. Há também o anime que soma mais de 600 capítulos e é transmitido em vários países do mundo (aqui já passou no SBT e no Cartoon). Em 06 de dezembro deve chegar aos cinemas o longa baseado no mangá e que serve de epílogo da série (ainda não há previsão de estréia no Brasil).

abaixo vc confere o trailer da produção:


quarta-feira, agosto 27, 2014

Chocante! Hello Kitty NÃO é uma gatinha!



Acabo de descobrir que a Hello Kitty (aquela personagem de desenho animados e cartuns que parece e sempre foi considerada por seus fãs uma gata), NÃO é uma gata.

Chocado? Bem, ao menos é o que afirmou a Sanrio, empresa detentora dos direitos da personagem, durante pesquisa efetuada pela antropóloga Christine R. Yano e revelada para o jornal Los Angeles Times em data de ontem (26.08), ela buscava informações sobre a ex-gatinha que seria tema de uma exposição num museu que iria mostrar aspectos da cultura japonesa focada na personagem. "Ela é um personagem de desenho, e é uma garotinha. Ela é amiga, mas não um gato. Uma razão é porque ela nunca está de quatro. Ela anda e senta como uma criatura bípede. E ela até tem um gato de estimação, o Charmmy Kitty", inclusive em seu site a Sanrio disponibiliza um guia de arte em que informa "Hello Kitty não é uma gato, ela é uma garota. Por favor, não faça/use referencias animais".



A personagem criada em 1974, portanto fazendo 40 anos, seria "uma garotinha britânica, chamada Kitty White, filha de George e Mary White, do signo de escorpião, e que adora torta de maçã."

A notícia repercutiu bastante, afinal ninguém iria imaginar tal revelação após tantos anos de carinho e atenção dos fãs da gatinha, ops, da menininha graciosa que ela representa, principalmente para os descendentes de japoneses radicados em outros países e que viram na personagem uma representação de sua cultura e que desde que foi usada pela primeira vez pintada numa bolsa pra guardar moedas se tornou também um ícone cultural mundial.

Ao menos o Snoopy já mandou avisar pelo tweeter que ele continua sendo um cachorro.



domingo, julho 13, 2014

Uma lição da Copa

Uma das coisas que mais chamou a atenção na primeira fase da Copa foi a atitude dos torcedores japoneses, que após os jogos de sua seleção efetuaram a limpeza das arquibancadas, comportamento normal e cotidiano entre eles, mas que despertou curiosidade entre os brasileiros, num exemplo que bem poderia ser seguido por aqui. A pergunta não formulada nos programas de TV é a seguinte: Por que eles fazem isso? – E a resposta mais objetiva e simples possível é: Porque assim foram educados.


Lembremos que o Japão é formado por um conjunto de ilhas, com uma população de mais de 127 milhões de pessoas aglomeradas em pouco mais de 377 mil Km² (o Brasil possui pouco mais de 8,5 milhões de Km²), então viver em harmonia com o próximo é essencial para conseguir manter um determinado padrão de civilidade (o Japão tem o 10º melhor índice de desenvolvimento humano), de modo que todos procuram realizar a “sua parte”, cuidando de seu espaço e dos espaços comuns. Esse nível de conscientização só é alcançado por um povo que desenvolveu uma forte identidade e um senso educacional bastante apurado. Se novamente nos lembrarmos que há apenas 69 anos o Japão saiu derrotado da Segunda Grande Guerra (1939-1945), e que permaneceu ocupado pelos Estados Unidos até 1952, poderemos quantificar o tamanho da evolução japonesa que hoje ocupa a posição de 3ª maior economia do mundo.

Atribuir esse crescimento apenas a educação é minimizar o tamanho do esforço japonês pós-guerra e da ajuda estrangeira (os EUA investiram bastante por lá na tentativa de evitar o avanço comunista), porém a educação assumiu um papel de fundamental importância nesse desenvolvimento, pois a presença de boas escolas técnicas e de nível superior possibilitou a formação de profissionais qualificados a ajudar o país.

No Japão a importância da educação é muito antiga, os Samurais já contavam com cursos específicos e a população em geral freqüentava escolas mistas onde podiam aprender a escrever, ler e contar; de modo que já por volta de 1868 cerca de 40% dos japoneses eram alfabetizados. Vale lembrar que a escola é pública e que professores realizam cursos obrigatórios anualmente, além de receberem incentivo para se aprimorarem e serem acompanhamento durante toda a vida docente. Assim é garantida que a qualidade educacional seja a mesma desde a pré-escola até o nível superior.

Outro fator de importância que pode ser sugerido é a importância da leitura diária, enquanto países mais desenvolvidos possuem média semanal de leitura de 12 horas, nós brasileiros lemos em média 4 horas por semana. O Japão possui as maiores tiragens de jornal do mundo e os japoneses lêem cerca de 12 livros por ano, enquanto no Brasil a média mal chega a 4 livros. Vale lembrar que o hábito de ler ajuda no desenvolvimento do raciocínio crítico, na habilidade de escrever e falar e principalmente na melhor compreensão do mundo ao nosso redor.

O Brasil vem melhorando significativamente seus investimentos em educação, no entanto, não basta criar programas que facilitem a entrada dos jovens no ensino superior, é preciso criar estratégias que também melhorem a leitura desses jovens – O resultado do INAF (Índice Nacional de Alfabetismo Funcional), promovido pelo Instituto Paulo Montenegro, mostra que mesmo entre pessoas com nível superior 38 % não podem ser consideradas plenamente alfabetizadas – que melhorem a nossa educação de base e transformem a qualificação e desenvolvimento da carreira de professor, com acompanhamento técnico, planos de careira melhores condições de trabalho e salários dignos.

Quem sabe assim na próxima Copa possamos também ser destaque nas notícias esportivas como exemplo de educação, consciência e civilidade. A boa notícia é que não precisamos esperar pelas tais políticas públicas, podemos hoje mesmo começar a mudança: Pegue um livro pra ler; vá à escola de seus filhos; mantenha as ruas de sua cidade limpas; evite abusar de som alto; respeite os mais velhos e o vizinho do lado e, assim, vamos construindo nossa cidadania.

Arigatô!

Originalmente publicado em WEBNEWSSUL.