Estamos no número 04. Espero que você faça o download da revista. Leia. Se divirta, compartilhe e colabore. É um prazer ter você nessa jornada.
A KIKOSOFIA é um espaço de colaboração, no qual todas as vozes são acolhidas e respeitadas. Uma revista mensal feita por pessoas como você, com ideias por vezes convergente, mas nem sempre. Um local para debates e cooperação de ideias, de descobertas e criatividade, acolhedora da arte em todas as suas formas. Lutando pelo direito e liberdade de expressão, mesmo que não concordemos com nada do que for dito. Seja BEM VINDO e BOAS LEITURAS.
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segunda-feira, outubro 17, 2022
terça-feira, março 14, 2017
Mais uma...
Dizer que o fato de nossos "representantes" no Congresso quererem legalizar o "caixa 2" é vergonhoso seria lugar comum, isso infelizmente já é esperado destes que a cada dia só demonstram representar os próprios interesses. Mas ver um Ministro da Suprema Corte do País argumentar que existe "caixa dois de corrupção e caixa dois só por que querer 'esconder' coisa" é o absurdo dos absurdos. A prática é crime definido em lei, e ainda que não fosse. Um dos princípios basilares da Administração Pública é a transparência... Quando tal Ministro defende que se pode esconder alguma coisa... Sinceramente.
Ou nós aprendemos a votar e a cobrar desse povo e deixamos de endeusar moluscos e outros animais da fauna política e passamos a entender que nós somos os detentores do poder e eles meros porta-vozes da vontade popular ou estamos, com o perdão da palavra, fudidos como Nação
Ou nós aprendemos a votar e a cobrar desse povo e deixamos de endeusar moluscos e outros animais da fauna política e passamos a entender que nós somos os detentores do poder e eles meros porta-vozes da vontade popular ou estamos, com o perdão da palavra, fudidos como Nação
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quarta-feira, outubro 28, 2015
A estrada da Democracia
O número de casos de corrupção
que tem emergido no tempestuoso oceano político de nosso País tem levado cada
dia mais, ao descrédito da população naqueles que deveriam representar os
nossos anseios de cidadania e de desenvolvimento, pesquisas de diversos
institutos têm mostrado que a classe política anda desmoralizada e
desacreditada, uma delas (IBOPE, divulgada em 26.10.2015), afirma que os
principais nomes a uma possível candidatura a presidência da república estão
tecnicamente empatados no quesito rejeição, amargando índices acima de 52 por
cento. A percepção de que não existe político honesto parece ganhar cada vez
mais força no imaginário popular.
Quando os gregos desenvolveram o
conceito de democracia – o governo do povo pelo povo – pretendiam que a
participação de todos os cidadãos decidisse o rumo do Estado, dando-lhes voz e
voto. Claro, que apesar do belo conceito, somente homens livres e dotados de
certos direitos tinham tal privilégio. Ainda assim, a ideia evolui e ganha uma
nova roupagem no período renascentista e depois com as revoluções burguesas que
marcaram o início da revolução industrial, a democracia representativa estava
criada e o voto se tornou o instrumento que deveria tornar a vida social mais
aprimorada e participativa.
O voto, no entanto, não começou
sendo um direito universal e muitas foram as lutas para que ele enfim se
tornasse um direito de todos, um exemplo marcante pode ser encontrado nos
movimentos negros dos Estados Unidos que por décadas tentou implantar a
igualdade social capaz de, ao menos legalmente, colocar numa mesma balança
negros e brancos, homens e mulheres. Muito combate ainda há que ser feito para
que essa igualdade seja realmente concreta.
A Democracia não é uma
instituição que esteja pronta. Desse modo, ela não é um instrumento perfeito e
ainda necessita evoluir e buscar formas de inclusão dos cidadãos. Mas uma coisa
é certa, ela é o instrumento mais adequado a realização da promoção da
igualdade e da proteção individual e coletiva que somente podem ser alcançadas
pela participação da sociedade. Mais do que um dever, estar envolvido nas
discussões e na vida política do País é um direito que deve ser exercido com
cuidado por cada um de nós.
Somente buscando agir como
cidadãos, cumprindo nossos deveres sociais e fiscalizando nossos representantes
eleitos, exigindo o cumprimento aos nossos direitos e respeitando o próximo é
que podemos pavimentar a estrada que irá nos levar ao desenvolvimento de uma
democracia plena em que o bem estar geral da população seja um fim e não um
meio para atingir o poder. Não podemos nos eximir da participação nesse
processo sob pena de continuarmos a obter resultados ainda piores de
desenvolvimento humano e social.
Pra alguns pode parecer cedo
discutir eleições, por exemplo, mas é preciso que tal discussão ocorra
diariamente em nossas vidas, nas escolas, dentro de casa, na mesa de bar, nas
igrejas, etc. Não dá pra continuar elegendo representantes com base no quanto
ele nos paga por um voto, ou escolhendo o “menos pior”. É preciso exigir mudanças
e mostrar que somos nós que devemos ser representados e que os eleitos nos
devem obediência e sujeição, pois para isso foram eleitos. É preciso conhecer a
história política de cada um dos possíveis candidatos e seus planos, verificar
sua honestidade e sua coerência política, não dá pra confiar num político que
pule de um partido para outro – às vezes de ideologias totalmente contrárias –
como quem troca de camisa.
A Educação é um caminho nessa
luta pela verdadeira Democracia, e ela não depende apenas de vontade política
de prefeitos, governadores ou presidentes. Ela depende da vontade individual de
cada um em buscar o seu próprio aprimoramento enquanto ser humano, dotado de
consciência e membro de uma comunidade. A educação é o instrumento que liberta
a mente do homem, tornando-o capaz de gerenciar o seu próprio futuro, de
conhecer e exigir os seus direitos, de admitir e respeitar as diferenças
individuais sejam elas religiosas, raciais, de gênero ou sexuais.
É a Educação que nos torna aptos
a criar uma sociedade mais justa e eficaz na resolução de conflitos, uma
sociedade que trate os seus membros como cidadãos de verdade e não números
estatísticos. É a Educação que impulsiona a sociedade a se tornar melhor e
verdadeiramente democrática. Mas não se engane, não serão os políticos que
iniciarão essa transformação, somente você pode decidir o seu futuro, somente
você pode escolher seguir a estrada para Democracia, e ela não é uma estrada
fácil e não permite atalhos, é preciso ter coragem de se envolver, de se
mostrar e de escolher com consciência e depois cobrar resultados. É preciso
enfrentar o interesse dos poderosos e mostrar que o poder é nosso e não deles.
É preciso nos politizar e assumir
a responsabilidade. Como diz o ditado, merecemos os políticos que temos, pois
fomos nós que os escolhemos e somos nós os culpados pela corrupção e pelos
desmandos que aí estão. Se os mesmos políticos não nos representam mais, se não
podemos confiar neles, se eles acham que mandam e desmandam, vamos mostrar que
nós temos a força pra fazer a mudança que nossa sociedade exige. Você pensou
que seria fácil, que a decisão não cabia a você? – Sinto em dizer, você pensou
errado: ʺDemocracy it’s a hard way!̠ʺ E a solução é você!
Kiko Moreira.
quarta-feira, setembro 24, 2014
Cidadania, Turma da Mônica
Essa história da Turma da Mônica tem um bom tempo que foi publicada, mas ainda relata muito bem a nossa realidade e a necessidade de nossa participação para que as verdadeiras mudanças ocorram, em tempos de eleições há que se refletir muito sobre nosso futuro e sobre as escolhas que teremos que fazer, por isso procure se envolver mais na vida política de seu município, de seu estado e país. Escolha seus representantes com base em fatos e não pela ilusão das pesquisas ou de campanhas cheias de apelos midiáticos e nunca, mas nunca mesmo, troque seu voto por qualquer coisa, seja dinheiro, material de construção ou promessas de emprego ou colocação. Se o candidato está disposto a comprar seu voto ele com certeza não se importará em vender seu futuro.
quinta-feira, agosto 14, 2014
A verdade sobre votos nulos e brancos
Sempre que as eleições se
aproximam é comum ver nas redes sociais ou em rodinhas de amigos apelos de
protesto pedindo que as pessoas anulem seu voto. O argumento utilizado é que se
mais de 50% dos votos forem nulos, a Justiça Eleitoral é obrigada a realizar
uma nova eleição com outros candidatos; o que seria uma forma de mostrar que o
povo quer mudanças e não queremos os mesmos políticos que estão por aí. Mas
isso será verdade?
Votos nulos e brancos não são
considerados votos válidos e, portanto, não interferem diretamente no resultado
das eleições; são considerados apenas manifestações de descontentamento do
eleitor. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o voto em branco é aquele
em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos (bastando
apertar a tecla “branco” na urna eletrônica e confirmar), enquanto o voto nulo
é aquele em que o eleitor “manifesta sua vontade de anular o voto”. Para votar
nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, por
exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.
A Constituição Federal adotou o
princípio da maioria absoluta de votos válidos para eleger um candidato, o que
significa que nas chamadas eleições majoritárias (Presidente, Governador e
Senadores e Prefeitos), é preciso que os pretendentes a vaga atinjam 50% dos
votos válidos + um. Por exemplo: no caso de 10.000 eleitores, se nenhum votar
em branco ou nulo, todos os votos serão válidos. O candidato vencedor será
aquele que receber 50% dos votos mais 1, isto é, 5.001 votos. No entanto, se
entre esses 10.000 eleitores, 5.000 votarem em branco ou anularem, serão apenas
5.000 votos válidos. Assim, o candidato será eleito se alcançar apenas 2.501
votos. Se nenhum candidato alcançar essa quantidade no 1º turno, os dois mais bem
votados irão disputar um 2º turno em que se definirá o vencedor.
No caso das eleições
proporcionais (Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereadores), os candidatos
se elegem em razão do quociente eleitoral (índice que determina o número de
vagas que cada partido vai ocupar no legislativo) que é determinado fazendo-se
a divisão de votos válidos pelo número de vagas existentes, assim quanto maior
for o número de votos nulos e brancos, menor será o quociente eleitoral e
consequentemente menos votos serão necessários para ganhar a eleição. Por isso
que muitas vezes vemos um candidato ter menos votos do que outro e ainda assim
ser eleito em razão de ser ‘puxado’ por outro candidato com muitos votos do
mesmo partido ou legenda.
As eleições só podem ser anuladas
quando a Justiça Eleitoral decide anular 50% dos votos inicialmente
considerados válidos, no entanto, isso só ocorre quando o candidato tem a sua
candidatura cassada ou é declarado inelegível; pode acontecer também quando é
detectada fraude, abuso econômico ou de autoridade ou corrupção eleitoral durante
o pleito.
Ou seja, votar nulo ou em branco,
acabam apenas ajudando aqueles que querem se eleger e tiram de você a
oportunidade de escolher, deixando aos outros essa tarefa. Alguns dirão que não
há em quem votar, pois todos representam uma continuidade do que está aí. Eu
lhe digo o seguinte: O voto é e continuará sendo a sua arma para efetuar as
mudanças necessárias, se você não encontrou um candidato, pesquise, vá além dos
nomes conhecidos, busque na internet e em outras fontes de informação,
envolva-se politicamente, assista e discuta o programas eleitorais, procure
conhecer os candidatos menos populares (os mais populares geralmente são
aqueles que possuem maior poder econômico, infelizmente), leia sobre suas
realizações, não acredite e nem vote em políticos que lhe oferecem emprego,
material de construção e vales-gás, etc. Tenha em mente que a responsabilidade pela
construção de nosso País, Estado e Município também é sua. E depois da eleição lembre-se
do seu voto e cobre de forma consciente a realização daquele projeto que você
escolheu.
Esse ano o 1º turno das eleições
será em 05 de outubro e o 2º turno em 26 de outubro. São obrigados a votar os maiores de 18 anos. O voto é facultativo
para os maiores de 16 e menores de 18 anos, os maiores de 70 anos e os
analfabetos.
Um bom lugar para começar a
conhecer os candidatos é a página do TSE, que lista todas as candidaturas, com
as respectivas declarações de bens, situação do candidato, prestação de contas,
etc. Acesse AQUI.
quinta-feira, julho 24, 2014
Paz. Você concorda com isso?
Imagem via Pixabay
Sempre fui a favor
da liberdade de expressão, contra toda forma de censura, sempre
acreditei que as pessoas têm o direito de ser e de fazer o que bem
entendem, mas também sempre acreditei que, a menos que essa pessoa
viva isolada num planeta deserto, tem que haver regras pois, quando
existem duas pessoas, existe um relacionamento e toda ação gerará
uma reação que afetará o outro, assim as regras servem para
limitar o poder individual de ser e de fazer, buscando um equilíbrio
entre o meu querer e o seu. A liberdade não pode ser confundida com
o caos, ou o mundo vive sob a égide de normas ou a sociedade se
extinguirá como brasa atirada no leito de um rio. Respeitar o querer
ser de cada um, infelizmente não é algo natural como gostariam
alguns “intelectuais”, mesmo a educação não impregna no homem
essa qualidade, somos egoístas por natureza, não por que somos maus
ou por que herdamos os pecados de nossos pais, somos simplesmente
muito apegados a nós mesmos, Freud explica isso muito bem com o
conceito de EGO, ID e SUPEREGO, sem regras que permitam o convívio
social, nem sequer teríamos saído das cavernas para ganhar o
espaço. Por isso quando vejo o vandalismo gritante de alguns
radicais, em especial os autodenominados “black blocs”,
que não possuem nenhum objetivo além do vandalismo em si, a baderna
como forma de protesto vazia, lembrando atitudes e métodos
nazifascistas (a exemplo
dos empregados pela juventude hitlerista
ou os
camisas negras italianos), porém carentes como já afirmei,
de uma ideologia verdadeira, querem simplesmente anarquizar, ser
contra tudo e contra todos, afirmam protestar contra os governos,
lutando por democracia, mas como, se para fazer isso desafiam a
própria democracia?
A alegação mais recorrente é que “como o Estado usa de violência
institucionalizada contra a população…”, vamos então usar da
mesma violência contra o Estado. Esquecem de uma coisa, o Estado
somos todos nós; queiram ou não admitir, quem mais sofre com tais
ações é a sociedade pela qual dizem lutar. Pude acompanhar alguns
protestos, principalmente bloqueios de estradas, o que vi nessas
ocasiões foram pessoas que nada tem a ver com a solução imediata
de qualquer problema, pessoas que tentavam se deslocar para casa após
um dia de trabalho, ou indo a uma consulta médica, vi crianças de
colo agitadas e famintas e até mesmo um paciente que morreu por não
conseguir transpor um desses bloqueios, mesmo estando numa
ambulância, vi inclusive o absurdo de alguém que disse em relação
ao caso “não se pode fazer uma omelete sem quebrar ovos”. Fato é
que os tais radicais continuam angariando a simpatia de um grupo de
intelectuais (?), ditos radicais, cujo discurso parece evocar quase
sempre uma convocação as armas, mesmo afirmando clamar por paz.
Como temos visto nos
últimos dias, muitos dos protestos, ou melhor, da violência
ocorrida nestes, foi fruto de uma bem pensada estratégia de
amedrontamento e formação de caos, uma tentativa de desmoralizar as
forças institucionalizadas, cujos objetivos ainda são nebulosos,
mas que devem aparecer com o caminhar das investigações policiais.
Alguns dos líderes já foram presos e outros tentam politizar a
violência argumentando sofrer perseguição “do sistema”. Muita
coisa ainda deverá vir a descoberto, principalmente com o término
da Copa e a aproximação do pleito eleitoral (quem financia esses
grupos, quais os objetivos e quem são os beneficiados). Convêm
portanto, ficar atento as diversas fontes de informação hoje
disponíveis e tentar observar o que realmente ocorre por trás da
notícia estampada nos noticiários.
Eu creio na Paz,
essa com P maiúsculo, que respeita o direito dos outros, que sabe
que certas lutas são inevitáveis, mas que a violência não é
caminho para absolutamente nada, na Paz que dá a outra face, a face
da denúncia, da educação, da não agressão gratuita, porque
infelizmente as vezes é preciso bater sim. Creio na Paz que expõe
verdades e procura não repetir erros, na Paz que busca a verdadeira
Democracia, que faz mudanças com a força de um voto, na Paz que se
apoia na solidariedade e justiça. Mas para isso é preciso que
estejamos dispostos a fazer a maior de todas as revoluções:
Mudarmos a nós mesmos.
terça-feira, outubro 10, 2006
Tivemos debate?

Finalmente os principais candidatos à sucessão (ou continuação) presidencial estiveram frente a frente para debater seus planos para o nosso País, pena que, como esperado e já sabido em todos esses eventos, eles deixaram de lado as propostas e passaram para o esqueminha básico de ficar cutucando-se com provocações sobre dossiês e privatizações; deixando de lado aquilo que deveria ser a razão de ser do debate: a discussão sobre que proposta é melhor para a Nação.
Mas acho que os debates só acontecem para isso mesmo, provocação. Nós povo, realmente não esperamos que os candidatos vão à TV para discutir plano de governo, queremos é ver uma luta de boxe verbal, com jabs, cruzados e potentes diretos no queixo, onde torcemos ansiosos pelo momento em que os debatentes finalmente percam as estribeiras e partam para o corpo-a-corpo, jogando microfones um na cara do outro e engolfando-se pelo chão do estúdio sob o som de vaias e assobios.
Não queremos saber de propostas ou quem é o melhor candidato, não buscamos conhecer o que esse ou aquele fez em sua biografia de vida, nos basta o que a TV e o resto da mídia mastigar e nos entregar para digerir, nem nos importamos em refletir sobre quem estamos colocando como nosso representante (a prova de que proposta não valem escolhas está, por exemplo, na eleição de Clodovil como deputado federal por São Paulo - vale a pena ler AQUI), queremos aquele que consegue "falar ao coração" o que tem a "propaganda mais interessante" ou o "slogan mais bonito".

Algumas coisas têm mudado é claro, a virada de Jaques Wagner na Bahia é prova cabal disso, mas ainda estamos longe de exercer o voto de forma consciente e segura, isso porque achamos que política é algo "chato" e "odiável" e não nos damos conta que Política é Vida, é a vida que nós levamos e escolhemos e não podemos viver bem se escolhemos mal. Precisamos saber quais são as propostas, avaliar aquilo que pode ser feito e cobrar que as proposições (não promessas, pois essas, dizem, são feitas para serem quebradas) sejam cumpridas integralmente ou pelo menos não destoem totalmente daquele plano que acolhemos através do exercício democrático do voto.
Lembre-se que ao votar não escolhemos uma pessoa, escolhemos um governo e toda uma proposta de administração, que pode nos trazer melhorias sociais e econômicas ou nos levar à miséria e que não teremos condições de escolher se preferirmos ver acusações bilaterais de corrupção e privatização do Estado, que podem ser importantes para se determinar caráter de quem está indo para o Alvorada, mas que nada diz sobre o que esses senhores farão de nossas vidas nos próximos quatro anos.
Mais sobre as eleições e o debate na TV: AQUI - AQUI e AQUI
Mas acho que os debates só acontecem para isso mesmo, provocação. Nós povo, realmente não esperamos que os candidatos vão à TV para discutir plano de governo, queremos é ver uma luta de boxe verbal, com jabs, cruzados e potentes diretos no queixo, onde torcemos ansiosos pelo momento em que os debatentes finalmente percam as estribeiras e partam para o corpo-a-corpo, jogando microfones um na cara do outro e engolfando-se pelo chão do estúdio sob o som de vaias e assobios.
Não queremos saber de propostas ou quem é o melhor candidato, não buscamos conhecer o que esse ou aquele fez em sua biografia de vida, nos basta o que a TV e o resto da mídia mastigar e nos entregar para digerir, nem nos importamos em refletir sobre quem estamos colocando como nosso representante (a prova de que proposta não valem escolhas está, por exemplo, na eleição de Clodovil como deputado federal por São Paulo - vale a pena ler AQUI), queremos aquele que consegue "falar ao coração" o que tem a "propaganda mais interessante" ou o "slogan mais bonito".

Algumas coisas têm mudado é claro, a virada de Jaques Wagner na Bahia é prova cabal disso, mas ainda estamos longe de exercer o voto de forma consciente e segura, isso porque achamos que política é algo "chato" e "odiável" e não nos damos conta que Política é Vida, é a vida que nós levamos e escolhemos e não podemos viver bem se escolhemos mal. Precisamos saber quais são as propostas, avaliar aquilo que pode ser feito e cobrar que as proposições (não promessas, pois essas, dizem, são feitas para serem quebradas) sejam cumpridas integralmente ou pelo menos não destoem totalmente daquele plano que acolhemos através do exercício democrático do voto.
Lembre-se que ao votar não escolhemos uma pessoa, escolhemos um governo e toda uma proposta de administração, que pode nos trazer melhorias sociais e econômicas ou nos levar à miséria e que não teremos condições de escolher se preferirmos ver acusações bilaterais de corrupção e privatização do Estado, que podem ser importantes para se determinar caráter de quem está indo para o Alvorada, mas que nada diz sobre o que esses senhores farão de nossas vidas nos próximos quatro anos.
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