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quarta-feira, agosto 26, 2026
KIKOSOFIA 44 - AGOSTO DE 2026
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KIKOSOFIA 43 - JULHO DE 2026

A estreia da coluna "Os melhores álbuns de todos os tempos" com uma análise de Thriller de Michael Jackson, uma reflexão sobre o Job, como ilusão de empoderamento, Um conto de Richard Wrigth, A Liberdade Sitiada, a "Paz que começa dentro de nós" é o assunto da quarta crescente, quadrinhos, cinema e poesia.
quinta-feira, maio 28, 2026
KIKOSOFIA Nº 41 - MAIO DE 2026
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KIKOSOFIA 40 - ABRIL 2026
quarta-feira, dezembro 24, 2025
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KIKOSOFIA 37 - NOV 2025
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KIKOSOFIA Nº 34 - 80 ANOS DE HIROSHIMA
quarta-feira, outubro 18, 2023
Inconsistências cotidianas
Quando eu estava no fim do ensino
médio, minha diversão junto com alguns colegas era planejar assaltos a banco.
Claro, nenhum de nós se tornou um fora da lei, ao contrário, quase todos desse
grupo se tornaram em alguma esfera, defensores da democracia, mantenedores da
segurança pública ou fomentadores da economia. Aqueles planos elaborados, porém
ingênuos, serviram para alguns como ensaio de como prever ações e tomar medidas
contrárias.
Uma das primeiras coisas que aprendi
na Academia, nas aulas de Direito foi que o crime possui etapas e que só passa
a ser crime realmente a partir do momento em que você o coloca em execução. Se
o objetivo criminoso é alcançado, temos um crime, se não, temos uma tentativa.
Ainda assim, se essa tentativa é inexequível ou ineficaz sequer pode ser
considerada e, portanto, isenta de punibilidade. É como se após planejar uma
explosão a um banco, usassem como explosivos aqueles “traques” (bombinhas,
estalos)
que crianças costumam estourar nas
mãos durante as festas juninas. Ou, se forçarmos a imaginação, tentar matar
outra pessoa atirando bolinhas de papel, o que seria um crime impossível.
Outra coisa que aprendi nos meus anos
de estudo, foi que existe algo chamado proporcionalidade, que determina que
cada um seja punido de acordo com a conduta realizada. Em razão disso é
necessário que exista a individualização dessas condutas, dessa forma, cada um
será punido de acordo com aquilo que realizou. Quem planeja tem uma pena, quem
executa outra, quem mata outra e assim sucessivamente. A punição de quem
explode um banco difere da punição de quem vendeu a dinamite ilegalmente.
Nossa Justiça, tão envolta em
polêmicas nos últimos anos, parece simplesmente desconsiderar tais princípios,
e muito já se falou sobre isso por ai. É indiscutível a segregação política
ocorrida recentemente em nosso país, como o é o fato de que radicalismos
imbecis e irracionais tomaram conta das discussões sobre direitos, deveres e
sobre quais rumos a nossa tão recente Democracia irá tomar nos próximos anos. Talvez,
justamente por não termos certeza de que tipo de País estamos construindo, a
Justiça tenha se colocado como defensora moral de uma ética personalíssima de
alguns magistrados e, por bem ou por mal, atropelado os Princípios que deve
proteger. Minutas e planos de “golpe”, se transformam no crime em si, ainda que
não tenham sido implementados ou tenham se mostrado ineficazes; Cidadãos
manipulados viram artífices violentos de uma tentativa de derrubada de poder,
apesar de sequer termo oferecido riscos as autoridades constituídas. Pior, são
exemplarmente presos, isolados, tornado incomunicáveis e julgados com uma
severidade absurda que desconsidera qualquer individualização de condutas. São
golpistas e pronto!
E veja, não irei negar a pretensão de questionar,
dificultar, desestabilizar e repudiar o projeto de governo recém eleito. O
clima de indignação permeou todo o processo eleitoral desde antes da campanha.
E não à toa. O povo viu a Justiça desdizer e desmerecer tudo que ela mesma
havia corroborado e confirmado pouquíssimo tempo antes. As decisões judiciais,
principalmente na “mais alta corte do país” deveriam ter um aspecto de
perenidade, que foi derrubado por motivos muito mais políticos que técnicos.
A insegurança jurídica sempre foi um fator dificultador
para no Brasil. E infelizmente, a postura, a judicialização política, a
intervenção em outros poderes, o protagonismo exagerado de alguns magistrados,
só fizeram aumentar essa sensação. Um direito que hoje é assegurado, amanhã
pode ser extinto. Vide o recente exemplo do chamado “casamento” homoafetivo,
sonhado direito de grupos minoritários, consolidado não por lei, mas por
resolução do STF e que agora se encontra sob ameaça de extinção no Congresso
Nacional. Mesmo com pouca chance de prosperar, o desgaste legal será evidente,
já que mais uma vez deverá haver judicialização do tema.
À margem disso, vejo nos jornais o avanço de grupos
criminosos que, prevendo pouca ou nenhuma punição efetiva da Justiça,
prosseguem tomando cidades como reféns para cometerem assaltos em ações
cinematográficas capturadas por câmeras de vigilância ou celulares sem nenhum
pudor. Explosões, tiros e pessoas servindo de escudo humano são comuns nesses
eventos. Bairros inteiros são privados da presença estatal, sendo controlados
por criminosos que determinam até de quem se pode ou não ser amigo, que cooptam
crianças e adolescentes para o tráfico ou a prostituição, que infundem na
juventude a mentalidade da violência como fator de sucesso. E a Justiça,
involuntariamente (?), acaba por facilitar a expansão desses territórios
criminosos por questionar ou limitar operações policiais nessas áreas.
No Rio de Janeiro, um grupo de médicos é brutalmente
assassinado e, dias depois lemos num dos principais jornais do país que os
suspeitos do crime foram executados por ordem de uma facção cujas lideranças
“estariam contrariadas com a repercussão do caso, já que inocentes acabaram
mortos”. Como se eles mesmo não fossem responsáveis por tantas mortes de
inocentes. O curioso é que avisaram a polícia que haviam “resolvido o problema”
e a decisão, esta foi tomada por videoconferência entre os líderes que se
encontram presos num presídio de segurança máxima, afirma o mesmo jornal. O
recado para o Estado é claro, não há lugar para vocês aqui, quem manda somos
nós.
Vez por outra vemos nos noticiários manchetes do tipo
“Perigoso líder criminoso é solto durante plantão de juiz ou desembargador e
some após verificado o erro”. Na Bahia, o fornecedor de armas de guerra a
grupos criminosos foi solto por um benefício legal apenas 13 dias após ser
preso, anos de investimento em tempo e dinheiro para rastrear o criminoso,
jogado no lixo. A rotina de tais fatos torna tais erros no mínimo suspeitos,
mas sobre isso ninguém quer falar. A crítica se tornou censurável, embora a
censura inexista em nosso ordenamento constitucional.
No outro extremo do mundo, um grupo radical ataca cidades
e vilarejos e mata pessoas indistintamente. Alegam buscar libertação de um povo
opressor e misturam em sua sanha motivos geopolíticos, religiosos e raciais.
Como em toda guerra, os inocentes (em ambos os lados) irão sofrer, serão
“perdas colaterais” esperadas (por mais cruel que isso soe). Mas há regras
mesmo numa guerra e assassinar e decapitar crianças ou mulheres grávidas é
inumano. Mas tais ações têm sido direta e indiretamente louvadas por políticos
e partidos em nosso país, sob alegação de que isso é “resistência”. Os atacados
por sua vez, retaliam com toda força que a sua superioridade permite, sem
piedade ou espaço para negociação, casas, hospitais e escolas são bombardeados
sem distinção sob alegada presença do inimigo. Igualmente recebem apoio de
governos e entidades internacionais. Friso que nem criminosos, nem decapitadores
de bebês, nem senhores da guerra têm sido chamados de subversivos ou
terroristas
sábado, abril 15, 2023
Ataques em escolas, iniciando uma reflexão.
Os recentes ataques em escolas no
Brasil, bem como algumas tentativas desarticuladas e a disseminação em massa de
conteúdos alarmistas nas redes sociais tem causado uma onda de preocupação e
apreensão de pais, professores, alunos e autoridades. Diante do problema, que é
real e afeta a toda população começam a surgir, de um lado a apropriação
política dos ataques, visando criticar essa ou aquela politica desse ou daquele
governo; por outro, soluções mirabolantes ou apressadas baseadas em puro
achismo e na emergência de dar uma resposta, política principalmente.
O aumento da verba destinada ao
aumento de rondas escolares a serem efetuadas pelas polícias militares surge
logo como uma resposta mágica que irá acabar com o problema. Não vai.
Primeiro porque não há como as polícias militares disporem de efetivo para
realização do policiamento ostensivo e concomitantemente das rondas escolares
de forma exclusiva, ou seja, ainda que se aumente a verba, não há pessoal e
meios para tal. Basta lembrar que a maioria dos municípios, exceto as cidades
maiores, quando muito, possuem dois policiais por turno de serviço. Na prática
as rondas serão realizadas com algum ajuste no cartão-programa (roteiro) das
guarnições, sem detrimento ao atendimento de outras ocorrências emergenciais. Vale
aqui lembrar que várias polícias militares no País já possuem há anos programas
de policiamento comunitário escolar voltados a segurança dos estabelecimentos
de ensino.
Restringir conteúdo nas redes
sociais também é algo apontado como uma solução, porém, além do gritante
problema de como isso será feito de forma a não se configurar como censura ou
impedimento à livre expressão ainda é um mistério a ser desvendado e um
potencial perigo futuro a própria democracia. Claro que as redes sociais merecem
uma atenção especial justamente por essa capacidade de expandir informações
(verdadeira ou não) de uma maneira ferozmente eficaz e que deve sim possuir
regras legais e de conduta.
Lembrando ainda que não algo tão
fácil assim restringir a disseminação de conteúdos pela internet, a web é quase
um organismo vivo e mutável, que se adaptar muito rapidamente a tentativas de
limitações, basta relembrar casos recentes em que determinado mensageiro online
foi bloqueado e logo surgiram inúmeras alternativas que fizeram as informações
circularem como se nada houvesse ocorrido. A multimilionária indústria de
Hollywood, por exemplo, vive tentando ´barrar vazamentos sobre suas produções
ou evitar que seus filmes sejam pirateados mundialmente e até o momento não
conseguiram paralisar essa demanda, fecham um site, outros dois ou três são
abertos e continuam a espargir material.
Jogar a culpa para essa ou aquela
política de governo (presente ou passado) é apenas retórica tentando angariar
simpatia de uma parte da população, jogo no qual nossos políticos são mestres,
tapar sóis com peneiras. Então o que fazer e como impedir que a reprodução de
tal tipo de ataques se torne um problema recorrente?
Um recente relatório divulgado
pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos, país que há anos lida com tais
eventos, aponta que “a violência direcionada é evitável se as comunidades
tiverem as informações e os recursos certos para reconhecer sinais de alerta e
intervir". Então, mais do focar em aumento de efetivo ou controle
de mídias é necessário que sejam desenvolvidas estratégias de identificação e
resolução de prováveis problemas.
Tal relatório aponta que a
maioria dos agressores já apresentou algum histórico de comportamento que
preocupou pessoas próximas, com temor pela segurança própria ou de terceiros,
muitos já tinham registros de participação em atos de violência (criminal ou
doméstica) ou intimidação, não raro com passagem pela polícia por crimes ou
agressões. Metade desses agressores buscavam retaliação por erros relacionados
a questões pessoais, domésticas ou no local de trabalho, tendo experimentado
eventos estressantes logo antes de perpetrar os eventos. A maioria tinha algum
problema relacionada a problemas de saúde mental e, apesar das narrativas
dominantes atualmente na mídia, apenas 25% tinham motivações relacionadas a
algum sistema de crença ideológica (antissemita, misógina, racial, extremista
ou antigoverno).
Muitos dos perpetradores de
agressões em locais públicos como escolas, costumam ter em sua biografia
episódios de vitimização por bullying ou outros motivos, problemas de
relacionamento no local de trabalho, de relacionamentos passados ou atuais,
finanças e saúde. Eles costumam se preparar com antecedência, buscando
relacionar etapas a serem seguidas, conhecer o local, coletar material para
causar danos, pesquisar ataques ocorridos anteriormente e frequentemente
costumam comentar sobre tais planos com alguém próximo.
É possível então intuir que a
prevenção a tais atos começa muito antes de medidas mirabolantes e publicitárias.
É preciso investir de verdade em participação familiar e educacional nas
escolas, com programas competentes de combate a intolerância e discriminação,
sem ideologias partidárias ou falaciosas, mas que tenham base na compreensão e
aceitação de diferenças, na discussão saudável de ideia e na responsabilização
individualizada e padronizada de tais atores.
Aqui, abro um breve parênteses
para dizer que em relação a responsabilização de atos criminais é necessário
também se discutir a punição de menores de 18 anos, sim, tema polêmico, mas
extremamente necessário. Não é mais possível fechar os olhos a enorme
participação de adolescentes em atos infracionais graves, cuja correção hoje
existente só faz aumentar o risco que incide sobre essa parcela de nossa
sociedade, basta ver quem mais morre e quem mais mata em nossas fronteiras,
jovens entre 14 e 25 anos. Cooptados por organizações criminosas que abusam da
facilidade com que tais jovens são eximidos de seus atos. Claro, A punição deve
diferir daquela dada a um adulto, mas ela não pode mais ser considerada apenas
análoga a um crime, mas vista como um e punível como um. Que se atenue a pena
em razão da condição individual, mas essa discussão fica pra outro momento.
Voltando a temática, penso que criar instrumentos que fortaleçam a disciplina nas escolas, fazendo ver aos jovens a sua responsabilidade e fomentando o pertencimento a sua comunidade escolar, com regras estabelecidas e transparentes, que reverberem no estudante a noção de civilidade, civismo, fraternidade, mérito e compreensão sobre o próximo, são um caminho que pode ser trilhado de forma conclusiva para prevenir e evitar a propagação de tais atitudes.
A comunidade deve estar atenta a
indivíduos que apresentem comportamento errático, violento, depressivo, com
interesse extremo em situações de violência. As escolas devem investir na
preparação de seus profissionais na identificação e resolução de potenciais
problemas e é necessário que o devido encaminhamento seja dado ao fato pontual,
através de acompanhamento psicossocial, orientação e aconselhamento e até avaliação
pelos órgãos de segurança se necessário.
O monitoramento constante dos
alunos no ambiente escolar, tal como é feito nas escolas com foco em
disciplina, com o frequente estímulo ao desenvolvimento de valores familiares,
fraternos, morais, cívicos e humanos é algo que tem feito falta em nossa atual
sociedade que se volta cada vez mais para o interior do mundo digital, onde o
distanciamento é a regra, onde limites podem ser quebrados sem consequências
imediatas e muitas vezes, sem estas. Tais escolas, entretanto, não são bem
vistas pelo status quo vigente, que, via de regra, não as conhece a fundo,
optando pela crítica ideológica pura.
O modelo disciplinar, porém, pode ser adaptado a qualquer tipo de escola, bastando que haja compromisso e treinamento dos profissionais, bem como a implantação de um sistema de regras que seja transparente, possível e responsabilizador. O jovem precisa, desde cedo ter noções de compromisso familiar, comunitário e social, para que possa desenvolver em si senso de cidadania, cuidado pelo outro e orgulho pátrio.
Pais precisam se aproximar mais dos filhos, monitorar o que eles fazem nas redes sociais, conhecer seus amigos, dar limites claros e cobrar respeito e responsabilidade, conversar, observar, se interessar pelas atividade deles, fazer inspeções surpresas em seus objetos e coisas pessoais, não invadindo privacidades, mas sendo pais.
Valores familiares, culturais e sociais parecem estar fora de moda. Quando se fala em disciplina muita gente ouve repressão, atraso, mas sem ela, a disciplina, o ser humano não progride, ao contrário, fica como um cão correndo no mesmo lugar atrás da cauda. Cobrar responsabilidades é algo a que nos desacostumamos, principalmente quando vemos autoridades que não respondem por seus atos, insegurança jurídica dificultando entendimentos sobre que posturas são ou não legais, sensação de impunidade vista diariamente através de decisões no mínimo estranhas propaladas na justiça, falta de planejamento de estado a longo prazo, etc.
É preciso pensar com cuidado que tipo de país queremos para nossos filhos e netos, investir maciçamente em educação de qualidade, em formação técnica, geração de empregos, em melhoria social e em igualdade de oportunidades. É preciso combater intolerância de qualquer tipo, ensinar as crianças a conviver em harmonia com as diferenças, entender que cada um de nós é um universo em busca de respeito e dignidade.
terça-feira, novembro 08, 2022
Nada de novo no front
Kiko Moreira
A crueldade, a inclemência e a inutilidade da guerra precisam ser avivadas vez ou outra em nossa memória, principalmente em tempos nos quais parecemos nos importar tão pouco como nosso semelhante e onde os sentimentos de unidade, de compaixão, de espanto diante da violência parecem ter endurecido em nossos corações. Não a toa nos divertimos em espalhar fotos de acidentes sangrentos, reproduzir notícias falsas sem preocupação com conseqüências ou mesmo aceitar ilegalidades como meros comportamentos sociais.
A guerra não é e nunca foi algo bom, heróico ou grandioso; ao contrário, é sempre um pesadelo sujo, fétido e humilhante para aqueles que as lutam. Talvez os que engrandeçam o ato de guerrear sejam justamente o que ficam encastelados no conforto de seus gabinetes traçando planos e fornecendo carne humana para ser triturada em batalhas nas quais sequer se tem clareza sobre os objetivos de se estar ali.
O filme Nada de novo no front (Im Westen nichts Neues, 2022), produção alemã dirigida por Edward Berger e baseada no romance de mesmo nome do escritor Erich Maria Remarque, lançado em 1929 é uma releitura interessante, crua e necessária da obra, que já havia sido adaptada outras duas vezes para o cinema (1930) e TV (1979). Curioso é que na época em que Hitler estava no poder proibiu a exibição do filme de 30 e mandou queimar o romance pelo seu teor pacifista e classificado como derrotista pelo Führer.
Logo no início do filme chama atenção a cena em que soldados retiram os fardamentos dos mortos e o enviam para serem lavados e costurados, para então serem entregues a outros soldados que novamente sendo mortos servirão seus uniformes a outros alimentando o ciclo famélico de sangue da guerra. As cenas de batalha são sensacionais e transmitem todo o medo, confusão e angústia de estar ali, não há tempo para pensar, refletir ou mesmo lutar, a única coisa é correr, atirar e dar sorte de não ser morto. Não há objetivo na guerra e isso fica mais do que evidente nas trincheiras enlameadas, cheias de ratos, sem comida ou esperança, fazendo com que uma travessura para roubar um ganso se torne uma faísca tênue de esperança e alegria.
-Im Westen nichts Neues- (Alemanha, 2022)
Direção: Edward Berger
2 hr 28 min (148 min)
disponível na Netflix
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