quarta-feira, julho 24, 2013

Terra em miniatura

Descobri esse projeto em 2006, mas ele continua servindo a uma boa reflexão, por isso volto a ele com as mesmas perguntas:

Você já imaginou a proporção dos problemas que existem no mundo? Já tentou visualizar em sua mente aqueles dados populacionais citados em reportagens especiais e aulas de geografia política? difícil imaginar bilhões e bilhões, mas se em vez de bilhões, fosse centenas? Você imaginaria mais facilmente os problemas do mundo? Quer tentar? então assista ao vídeo e veja um pequeno filme em flash que tenta reduzir o planeta há apenas 100 pessoas e veja como fica mais fácil visualizar o mundo em que você está.

Super-heróis e a história real


Historias realísticas de super-heróis são comuns,diversas sagas nos quadrinhos, na TV e nos cinemas costumam misturar a ficção com fatos reais, dando assim mais veracidade ao que se está contando, "X-Men first class" é um bom exemplo quando mistura a crise dos mísseis de 1962 como pano de fundo para o clímax do filme. O Indonésio Agan Harahap, fotógrafo que diz "amar a história" aproveitou essa paixão e imaginou como seria a presença de "supers" em alguns momentos icônicos da 2ª Guerra Mundial, como o Superman na retomada das obras de artes roubadas pelos Nazista ou o Batman e uma reunião de tropas prestes a entrar em combate no campo aéreo de Greenham, o resultado você vê em algumas da fotos abaixo:









domingo, julho 14, 2013

Manifestações vandalismo e cegueira intelectual?



É engraçado como algumas pessoas, ditas intelectuais, pensadores, revolucionários, não vêm a própria cegueira ao militar em nome de uma pseudo causa democrática (ou utopicamente anárquica), em que para criticar o dito “sistema” escolhem qualquer absurdo em nome dessa crítica. Durante o último mês, uma série de manifestações justas e necessárias se alastrou pelo País, o gigante adormecido acordou e foi às ruas em busca de expressão, no entanto, como ocorre em toda aglomeração de pessoas (ordenadas ou não), sempre há aqueles cuja motivação é dissonante da maioria, então não é exatamente surpresa que inúmeros personagens nesses episódios tenham apelado para a violência e o vandalismo. Claro, houve em consequência, inúmeros embates com as forças policiais pelo País afora na tentativa de restaurar alguma ordem e, embora aqueles dissidentes da maioria tenham ido às ruas armados do mais puro espírito belicista, foram, as forças policiais, declaradas culpadas pela “repressão”; note-se que tais embates começavam quase sempre nos finais das manifestações, quando grupos se desgarravam da maioria e iniciavam ações condenáveis e muitas vezes criminosas, só não vistas assim pelos tais eternos críticos, que (surpresa!) culpavam pelo conflito iniciado à polícia, que teria infiltrado agentes repressivos para criar a baderna e assim, minar a força do movimento, teoria no mínimo questionável, mas aceita como inconteste pelos senhores críticos de plantão. Claro que as Polícias têm agentes de inteligência no meio da multidão, são eles que fornecem informações para orientar as ações dos comandantes, como intenções dos manifestantes (pacíficas ou não), suas linhas de ação, planos, reivindicações, etc. Tudo feito de maneira legal, lógica e legítima (ou vocês acham que os líderes das manifestações também não têm pessoas com acesso à informação no lado oposto?). Durante o dia nacional de mobilização (organizado por diversos sindicatos), novamente o gigante, antes letárgico, foi às ruas gritando por independência e outras causas justas, novamente vândalos e baderneiros, criminosos e arruaceiros foram ao embate munidos de rojões (que atiravam contra policiais acuados), bombas e coquetéis molotov; alguns foram denunciados e presos, mas vejo agora nas redes sociais, esses mesmo pseudo pensadores tentando defender a atitude de tais criminosos, afirmando que ela é legítima e é culpa dos já batidos  “agentes da repressão”, chegam ao ponto de comparar os cidadãos (estes sim querendo uma manifestação pacífica), a “X-9 puxa-sacos  querendo aparecer na TV”, não percebem o absurdo do que dizem e se contradizem ao mesmo tempo quando logo depois tentam empurrar o discurso do pacifismo  reprimido pelas forças policiais; como diria vovó, faça-me uma garapa! A verdade é que esses senhores não tem noção da realidade, vivem uma eterna fantasia anárquica, descabida de qualquer realidade, acham que todos deveriam adotar seus estilos de vida alternativa, que a solução para o planeta é voltar aos tempos das cavernas, abolir a tecnologia, abolir a política, exterminar qualquer tipo de organização policial e deixar que as pessoas governem a si próprias, sem regras preestabelecidas, sem leis, sem governo; esquecem que mesmo nas comunidades onde se tentou viver o anarquismo, existiam regras, condições para exercer o tal livre arbítrio, para viver sem autoridade e, mesmo lá existia algum tipo de organismo fiscal para “orientar” os que fugissem a tais condições. Uma amiga minha, falando sobre a repressão policial nas manifestações, ironizou dizendo que “spray de pimenta e bala de borracha não doem nadinha, né?”, eles doem sim, são instrumentos de dispersão que causam incômodos e podem realmente ferir (raríssimas vezes até com gravidade), mas são equipamentos legais, utilizados por pessoas profissionais e em segurança; já os tais rojões e coquetéis molotov são armas que utilizadas contra pessoas podem matar, causar incêndios, ferir gravemente pessoas. Esses têm sido os instrumentos defendidos por esses senhores do contra, saudosistas de uma tal revolução que não aconteceu em lugar algum do globo. Eles continuarão se contradizendo, alegando ser pacifistas e incentivando o vandalismo, gritando por democracia e condenando suas conquistas, pedindo liberdade e se aprisionando cada vez mais em sua discriminação.

quinta-feira, junho 20, 2013

LEGO MOVIE - 2014

Os filmes com bonequinhos da LEGO parecem realmente ter agradado, de modo que nada melhor do reunir  diversos personagens do "Universo Lego" e criar um filme que promete muitas risadas. nas telas em 2014,  um elenco primoroso que inclui até o Liam Neeson  e o Morgan Freeman...  Seguem os trailers.
 Contagem regressiva iniciada, afinal o "destino do mundo está em suas pequeninas mãos amarelas".

Major da PM critica militarismo

O ator e dublador, Guilherme Briggs, divulgou na madrugada desta segunda-feira (17) uma mensagem que recebeu do Major Marcus Azevedo da Polícia Militar da Paraíba em sua página do Facebook , falando dos protestos que vem há dias ocorrendo pelo País e de como as Policias Militares vem reagindo. Isso em resposta aos inúmeros post publicados por Briggs com referencias a suposta violência abusiva da PM. (engraçado que determinado dia em São Paulo - quando PMs ficaram acuados dentro de um prédio público - houveram 08 pessoas feridas numa multidão de 65 mil, enquanto foram feridos 22 PMs entre 1500, mas a violência foi da PM é claro). Segue a mensagem:


"É, caro Briggs. Sou seu fã há tempos, desde "pequenininho" (tenho quase sua idade ) e sou Major da Polícia Militar da Paraíba. Teremos protestos aqui, mas temos também um histórico de nunca ter havido confronto com manifestantes, então cremos que tudo sairá em paz. Pouca gente não sabe de nossa realidade. Somos militares porque os governantes de hoje, a esquerda que foi oprimida pelos militares, e promulgou a Constituição de 1988, preferiu nos deixar militares, pois assim não temos direitos de cidadão. Podemos ser presos administrativamente, podemos ser presos por motim se recusarmos cumprir odens. Não temos direito a Habeas corpus se a prisão for administrativa.

Nosso regulamento discipĺinar tem o dobro da idade da Constituição, e nada a ver com ela. Podemos ser expulsos por muito pouca coisa, e ver nossas famílias a míngua. estamos submetidos a dois códigos penais (o civil e o militar). Não podemos nos filiar a partidos, nem a nos sindicalizar, ou o direito a greve. Quando há manisfestações nossas, somos tratados como amotinados, e ai, como já houve em vários locais, o exército é colocado contra nós, pois além de tudo, somos fiscalizados por eles. Enfim, somos cidadãos de 2ª classe, e com tão menos direitos do que qualquer cidadão brasileiro, é muito dificil achar quem queira se colocar a frente de qualquer coisa.
Enfim, como em Minas Gerais, que a Coronel Cláudia pode ser punida por desobedecer a justiça e permitir manifestações (que terminou em paz, e se tivesse qualquer quebra-quebra, a cabeça dela já teria rolado) tenho certeza que, se não houver vandalismo, muitas policias não oporão resistência, então, pedimos também a compreensão de todos. E obrigado, caro Briggs, pela pessoa maravilhosa que você é, e não me veja diferente pela farda que eu visto, que eu preferia fosse de uma policia verdadeiramente cidadã, sem esse militarismo que nos aprisiona em nossos uniformes."

quarta-feira, junho 19, 2013

IBGE afirma: Cresceu o consumo de drogas por adolescentes

Cresceu o uso de drogas ilícitas por adolescentes entre 2009 e 2012, sobretudo entre as meninas. É o que mostra pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira, 19. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), em 2012, chegou a 9,9% a proporção de adolescentes que vivem nas capitais que já experimentaram drogas ilícitas, o que equivale a pouco mais de 312 mil jovens. Em 2009, quando foi feita a primeira pesquisa desse tipo, o porcentual foi de 8,7%. leia a matéria completa do ESTADAO AQUI. 


domingo, maio 26, 2013

Maioridade Penal - Penas - Considerações




Volta e meia, a questão da maioridade penal é discutida nos meios de comunicação, geralmente quando ocorre um ou mais “atos infracionais” de repercussão; quem já leu o blog sabe que sou a favor da redução dela e da criação da maioridade penal relativa para maiores de 14 anos e penal diferenciada para jovens entre 16 e 18 (explico isso depois). De pronto afirmo logo que a diminuição da maioridade penal por si só, não causará uma maior segurança à população resolvendo os problemas da violência, não. Assim como não o resolveram outras decisões tais como o regime prisional diferenciado, a colocação de bloqueadores nos presídios , etc. Criminalidade sempre existirá infelizmente em algum grau na sociedade, ela precisa de mecanismos que a mantenham sob controle e reduza seus níveis e resultados nefastos. Dito isso, é preciso dizer que a maioridade deve sim ser discutida, mas antes é preciso que se entendam algumas coisas deixadas de lado na mídia tanto por aqueles que a defendem quanto por aqueles outros que a abominam. É preciso entender o que é punibilidade legal e qual a sua proposição. Toda pena prevista em lei possui razões e objetivos para que possa causar o efeito social a que se destinam, tais como: PREVENÇÃO, REPRESSÃO, GRADAÇÂO, REPARAÇÃO SOCIAL, EDUCAÇÃO e FINALMENTE RESINSERÇÃO SOCIAL. Vamos tentar falar separadamente de cada um deles.  A PREVENÇÃO – Não basta que um crime seja definido em lei para que a conduta ali prevista deixe de ser cometida; a pena então cumpre o papel de informar que se o indivíduo se comportar daquela forma ele sofrerá determinada punição, visando assim que este indivíduo pense duas vezes antes de cometer o crime; Uma vez cometido o crime, vem a face REPRESSIVA da pena, afinal não basta que ela esteja prevista, mas que ela seja aplicada, mostrando assim a consequência do ato previsto; como cada crime é revestido de características e consequências próprias, a pena não é determinante, mas GRADUADA de acordo com as características próprias de cada caso concreto, isso dentro de uma faixa limite entre mínimo e máximo aplicável, o que se dá em razão de um fato simples, porém de extrema importância, que muitas vezes passa despercebido; a punição não é uma vingança da sociedade. Embora muitas vezes nós achemos isso e até desejemos vingança, essa não é a finalidade da punição; ela busca uma espécie de compensação do crime, uma REPARAÇÃO ao dano sofrido pela sociedade, por isso deve ser justa e de acordo com o tamanho desse dano (lembre bem disso), assim a pena deveria (deveria porque aqui as coisas começam a dar errado), servir como elo reflexivo para mostrar ao indivíduo o seu erro e assim EDUCÁ-LO, fazendo com que perceba que suas condutas tiveram consequências e levando-o ao arrependimento que o faria não repetir a conduta criminosa, ao final desse processo o indivíduo, agora devidamente reabilitado e tendo “pago” por seu crime, seria enfim REINSERIDO na sociedade, voltando a ser um membro socialmente produtivo para o seu progresso. Por tudo isso crimes podem ter penas tão diferentes quanto o homicídio, que varia de 06 a 20 anos, e o latrocínio (matar para roubar), de 20 a 30 anos; ambos resultam em morte de alguém, mas no primeiro caso podem ou não existir circunstâncias que atenuem os motivos do crime, sendo levada em conta também a forma como esse se deu, meios, motivações, etc. Já no latrocínio, tenta-se através da pena maior evitar que este seja cometido, reprimindo-se a conduta de forma mais rígida, já que a motivação seria apossar-se de algo alheio, algo portanto, não atenuante.Como podemos perceber, são muitos os desafios e reflexões para começar a pensar em qualquer coisa que envolva assuntos de Segurança Pública e redução de maioridade penal, por isso tentarei em alguns posts dar a minha contribuição para essa reflexão.

segunda-feira, maio 20, 2013

Concurso Nacional de Cartazes, Vídeos, Fotografias, Jingles e Monografias


A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas - SENAD, do Ministério da Justiça, com o objetivo de incentivar a participação dos diferentes níveis estudantis em atividades culturais de valorização da vida e estimular a mobilização e o engajamento da sociedade nas atividades relacionadas à prevenção do uso de drogas, promove, anualmente, concursos nacionais sobre o tema.
O sucesso destes concursos mostra a percepção que a sociedade tem sobre a importância das ações de prevenção do uso de drogas, através de ampla participação de crianças, adolescentes, jovens e adultos.
Esse ano, a SENAD está promovendo o 14º Concurso Nacional de Cartazes, direcionado a estudantes do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental de 9 anos; o 3º Concurso Nacional de Vídeo, direcionado a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e Ensino Médio; o 11º Concurso Nacional de Fotografia e o 11º Concurso Nacional de Jingle, ambos dirigidos à população em geral. Este ano os concursos têm como tema "A Educação na Prevenção do Uso de Drogas".
Em parceria com o Centro de Integração Empresa/Escola – CIEE e a Secretaria dos Direitos Humanos, da Presidência da República, a SENAD está lançando o 12º Concurso de Monografia para Estudantes Universitários, com o tema Drogas e Direitos Humanos.  Não perca tempo nem prazo, os trabalhos deverão ser postados até o dia 10 de julho de 2013.

Saiba mais clicando  AQUI

Carro voador de verdade.


Um carro voador viável pode estar em produção nos próximos dez anos, não que seja um projeto barato e acessível a todos, já que pode custar inicialmente meio milhão de doláres, mas que já dá pra imaginar a vida como nos antigos desenhos dos Jetsons isso dá.


quinta-feira, maio 16, 2013

O CAOS DA MOBILIDADE URBANA

Um dos principais problemas enfrentados hoje nos grandes centros é, sem dúvida, como resolver o problema da circulação de pessoas, veículos e cargas. Essa questão envolve não somente investimentos na melhoria da infra-estrutura viária, mas também na conscientização de pedestres e motoristas e vai muito além de realização de novas obras ou campanhas educativas. Há alguns anos o então prefeito de Salvador, João Henrique, foi criticado de forma enfática por uma declaração sua em que dizia que as montadoras deveriam ter licença da prefeitura para cada carro vendido, pois a cidade não suportava o número cada vez maior de veículos que eram despejados mensalmente nas ruas; a idéia que causou repulsa aos senhores do lucro e aos setores desenvolvimentistas, já não me parece tão absurda quanto parecia à época; o que vemos hoje pelas ruas, ruelas e avenidas é uma disputa de veículos por espaço que simplesmente desafia o bom senso e qualquer tipo de ordenamento. Quem anda pela periferia ou centro da cidade vê a dificuldade de vagas para estacionar em ruas que não foram projetadas para conter tantos veículos, pois cresceram de acordo com a necessidade da população, sem planejamento urbano ou plano diretor. As vagas são milimetricamente estabelecidas, respeitando-se apenas o quem chega primeiro, nas ruas principais é comum ver veículos e pedestres disputando espaço com ambulantes que invadem a via com seus produtos contrabandeados da china, roupas, frutas e até serviços (mecânicos, manicure, amoladores faca, entre alguns outros), “engarguelando” ainda mais o trânsito e contribuindo para os congestionamentos. Quem passa pelas nossas ruas tem a impressão de viver num verdadeiro caos em que muito pouco se respeitam ou se conhecem as leis que regem o trânsito, vemos motoristas cometendo absurdos que ultrapassam qualquer limite de irresponsabilidade, pedestres que simplesmente desconhecem fazer parte de um sistema onde devem respeitar também algumas regras e vias que quase sempre inviabilizam esse sistema. Em Salvador, qualquer chuvisco transforma a cidade numa pista de “Off Road” ou num campo de guerra recém bombardeado, vai depender do humor do motorista; são buracos e mais buracos, geralmente escondidos pelos rios que se formam em nossas avenidas; lama, lixo e ladeiras fazendo uma combinação tão fantástica quanto navegar pelas corredeiras do alto Xingu. Aliás, navegar muitas vezes é o termo mais apropriado para descrever o que se vê em Salvador em dias de chuva. A falácia do metrô, já apelidado de “minhoquinha” por alguns, vez que leva “nada” a “lugar algum” em seus míseros 06 quilômetros, que em nada resolvem a mobilidade da população, demonstram bem o quanto estamos atrasados e o quanto a discussão sobre o transito deveria estar vigorando em nosso dia a dia com palestras em escolas, aulas de trânsito, campanhas sérias e prolongadas nos meios de comunicação, fiscalização efetiva, etc. Assim quem sabe, quem sabe, poderíamos deixar de ver absurdos como esses vistos por mim em apenas um dia: 1- veículo em plena BR, à minha frente, indo de um lado para o outro, freio achando que o motorista talvez tenha adormecido, mas ao me aproximar percebo que ele simplesmente está tentando pentear os cabelos enquanto dirige; 2 – veículo na chegada de Salvador se aproxima rápida e perigosamente, olho pelo retrovisor e vejo o motorista pingando colírio nos olhos enquanto dirige; 3 – homem chupa melancia enquanto dirige e ao acabar, sem se preocupar com os veículos que vem atrás ou os pedestres na via, simplesmente atira a casca pela janela, assustando uma senhora que vem logo atrás e tenta desviar do objeto que voa a seu encontro, quase causando um acidente; 4 – transito engarrafado numa grande avenida, o motivo? – dividindo espaço na rua com ambulantes, pedestres, anúncios de lojas e carros estacionados, um senhor resolve parar em fila dupla enquanto tenta encaixar, no fundo do carro, um fogão que acaba de comprar na liquidação de uma grande loja. Aliás, essa loja fez recentemente uma campanha publicitária exposta em outdoors nas principais vias e até na rodovia, na qual se lia (contra todo bom senso e responsabilidade), em letras garrafais: CORRA!



segunda-feira, abril 18, 2011

Dia do livro


"Um País se faz com homens e com livros". Essa é talvez uma das frases mais conhecidas do escritor Monteiro Lobato, criador de uma rica galeria de personagens que fizeram a diversão de muita criança (eu entre elas) e ajudou a refletir sobre o nosso país e nossa cultura. Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, na cidade de Taubaté (SP) e se tornou um de nossos mais profícuos escritores, é o criador de Jeca Tatu, personagem que tentava retratar o homem do campo e suas agruras (embora o Jeca fosse um preguiçoso intratável) mostrando um pouco do cotidiano na roça e os costumes regionais. Lobato também retratou muito do folclore popular com a série de livros do Sítio do Pica-pau amarelo iniciada com "Reinações de Narizinho" de 1931. A série viraria seriado televisivo em 1952 pela TV Tupi e teria ainda outra quatro adaptações, sendo a mais famosa a exibida pela Rede Globo de março de 1977 a janeiro de 1986 (a Globo relançaria a série em 2001, indo até 2007). 
A frase de Lobato infelizmente não parece ter sido levada a sério por nossas autoridades (ele também não foi levado a sério quando defendeu a extração de petróleo no Brasil) que até hoje parecem achar que educação não é prioridade e continuam a investir pouco em educação de qualidade e muito em estatísticas dúbias e metas pouco estimadas. Ainda estamos muito atrás de outros países no quesito educação pois diferente de alguns deles, preferimos investir em assisencialismo barato, relegando a segundo plano a construção de um país de pessoas educadas para o progresso, de senso crítico apurado e consciencia política. 
Nossos ditos representantes ainda esperam que ajamos feito gado eleitoral que depende de leis para impor goela abaixo o direito de votar de modo independente. Ainda somos forçados ao voto tendo que escutar a bizarra frase de que "votar é um direito e um dever", com ênfase no dever e sujeitando-se a penas absurdas em caso de abstenção, naquilo que deveria ser um livre exercício de democracia.
Infelizmente ainda não somos um país de leitores, nem mesmo somos um país alfabetizado; ler e assinar o nome, ou ler um texto com meia dúzia de frases em meia hora (não é Tiririca?) não nos faz consciente daquilo que lemos e nem cientes do que somos. Infelizmente nesse dia do livro ainda nos faltam homens e leitores.

My last day - A crucificação animada

 

My Last day é uma animação de 9 minutos realizada pelo pessoal do Studio 4º C que adapta o filme live-action "Jesus" de 1979 do pessoal da Cruzada estudantil para Cristo (Campus Crusade for Christ -CCC) e mostra a crucificação do Messias através da perspectiva de um dos ladrões que é condenado junto com ele. A animação está em inglês, mas a pretensão é que até a Páscoa existam traduções para outras línguas. Muito legal para uma reflexão nesses nossos tempos tão atribulados e cheios de violência gratuita.

segunda-feira, abril 11, 2011

O Crack, a disciplina e a responsabilidade paterna.


(Kiko Moreira)

Talvez a pior praga que surgiu na sociedade nos últimos anos tenha sido o famigerado Crack, droga que se disseminou de forma rápida e mortal pelas cidades de nosso País; alastrando-se não só nas grandes metrópoles, mas invadindo cada vez mais a pequenas cidades e suas zonas rurais; pessoas que antes nunca havia tido contato com algo mais forte que uma dose de cachaça, hoje misturam álcool, maconha e crack numa combinação fatal, noticiada diariamente nos jornais, que mostram a degradação humana que ocorre após o início do vício e resulta em furtos, violentos roubos e frequente homicídios; sem falar do desespero das famílias que, não sabendo como agir, tomam atitudes extremas como acorrentar filhos a cama para que não saiam em busca da droga, ou simplesmente desistem e os entregam à própria sorte nas ruas.
Infelizmente os governos não possuem uma política muito clara e intensiva que cuide da situação desses jovens: não se veem campanhas maciças na mídia, que eduquem e previnam contra os males do uso de tais substâncias (a última de que me lembro foi de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010 e pouco expressiva em minha opinião), até mesmo as estatísticas disponíveis nos sites governamentais está desatualizada (dados de 06 anos atrás); não existem centros públicos de recuperação e tratamento eficientes – quando perguntados, em geral os governantes citam os CAPS (Centros de atendimento psicossocial) que são apenas locais de acompanhamento e reinserção social de pessoas com transtornos mentais. Embora existam os CAPS AD (de álcool e drogas), estes voltados a “atenção integral a transtornos decorrentes do uso abusivo e dependência de álcool e outras drogas”, não estão disponibilizados a municípios com menos de 70.000 pessoas. Mas nosso foco nesse artigo é outro: A responsabilidade dos pais.

Através de palestras e outros contatos com diversos jovens, tenho constatado em muitos deles a necessidade de sentir a presença dos pais não apenas como provedores da casa, mas efetivamente realizando o seu papel de pai/mãe. O conceito de família mudou nas últimas décadas, a ideia de aproximação com os filhos deixou de ser vista como uma relação de autoridade suprema dos pais, para uma relação de amizade e igualdade, os pais deixaram de serem “donos” de seus filhos para se tornarem “protetores e tutores”, orientados a não mais se imporem, mas negociarem aquilo que deveria ser o comportamento e aprendizado dos filhos; paralelo a esse conceito, o maior acesso a itens de consumo e a quebra paulatina de tabus de comportamento levou a nossa sociedade a uma busca ilimitada de prazer imediato, tornando até mesmo a relação entre as pessoas uma coisa descartável e impessoal, frases como “fiz uma amizade hoje, briguei, busco outra num site de relacionamento e tudo bem” ou “fiquei com um rapaz numa festa, beijei muito, não sei o nome dele e amanhã fico com outro ou até outros”, passaram a ser ouvidas com uma frequência assustadora. Claro que esse tipo de relação entre pessoas acaba influenciando a relação dentro da família, que termina por espelhar o comportamento social.
Se antes os pais controlavam seus filhos com mão de ferro e geralmente um cinturão de couro, passaram a negociação e chegaram a inevitável cumplicidade de quem precisa trocar alguma coisa, o que era obrigação, passou a ser mercadoria: “você estuda e eu lhe compro um celular novo”, “eu não incomodo o seu descanso e você me deixa ir a qualquer festa de fim de semana” ou pior “você não me pergunta com quem ando e eu não lhe preocupo dizendo que estou andando com viciados em crack”. Disciplinar os filhos passou a ser vista como algo repressivo ou pior, um incômodo a ser evitado. Mas será que os filhos não querem mesmo ser disciplinados? – Creio que não é bem assim, frequentemente tenho ouvido jovens queixando-se de falta de maior controle pelos seus pais, de falta de regras que lhes digam como se comportar; sentem muitas vezes que seus pais simplesmente “Não se importam”, que não se preocupam com que os filhos fazem no dia-a-dia. Disciplina não significa repressão e nem afasta os filhos de seus pais, ao contrário, pode aproximá-los ainda mais, pois o filho saberá que tem alguém preocupado com ele, que lhe dá limites, que o ama, que o aconselha e educa. Disciplinar é um ato de amor que vai preparar o seu filho para enfrentar as dificuldades e as negações impostas pela vida. Respeito nada tem a ver com permissividade, mas tem muito a ver com regras bem definidas e coerentes, é preciso que o filho saiba o que pode fazer e mais ainda aquilo que não pode, mas é preciso também que ele saiba o porquê, isso cria aproximação e dá as ferramentas que o ajudarão a enfrentar esse mundo cada dia mais confuso. Disciplina, amor e muito diálogo, está aí uma fórmula que dificilmente dará errado na luta contra o crack e outros perigos.