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sábado, abril 15, 2023

Ataques em escolas, iniciando uma reflexão.

 por Francisco Moreira


Os recentes ataques em escolas no Brasil, bem como algumas tentativas desarticuladas e a disseminação em massa de conteúdos alarmistas nas redes sociais tem causado uma onda de preocupação e apreensão de pais, professores, alunos e autoridades. Diante do problema, que é real e afeta a toda população começam a surgir, de um lado a apropriação política dos ataques, visando criticar essa ou aquela politica desse ou daquele governo; por outro, soluções mirabolantes ou apressadas baseadas em puro achismo e na emergência de dar uma resposta, política principalmente.

O aumento da verba destinada ao aumento de rondas escolares a serem efetuadas pelas polícias militares surge logo como uma resposta mágica que irá acabar com o problema. Não vai. Primeiro porque não há como as polícias militares disporem de efetivo para realização do policiamento ostensivo e concomitantemente das rondas escolares de forma exclusiva, ou seja, ainda que se aumente a verba, não há pessoal e meios para tal. Basta lembrar que a maioria dos municípios, exceto as cidades maiores, quando muito, possuem dois policiais por turno de serviço. Na prática as rondas serão realizadas com algum ajuste no cartão-programa (roteiro) das guarnições, sem detrimento ao atendimento de outras ocorrências emergenciais. Vale aqui lembrar que várias polícias militares no País já possuem há anos programas de policiamento comunitário escolar voltados a segurança dos estabelecimentos de ensino.

Restringir conteúdo nas redes sociais também é algo apontado como uma solução, porém, além do gritante problema de como isso será feito de forma a não se configurar como censura ou impedimento à livre expressão ainda é um mistério a ser desvendado e um potencial perigo futuro a própria democracia. Claro que as redes sociais merecem uma atenção especial justamente por essa capacidade de expandir informações (verdadeira ou não) de uma maneira ferozmente eficaz e que deve sim possuir regras legais e de conduta.

Lembrando ainda que não algo tão fácil assim restringir a disseminação de conteúdos pela internet, a web é quase um organismo vivo e mutável, que se adaptar muito rapidamente a tentativas de limitações, basta relembrar casos recentes em que determinado mensageiro online foi bloqueado e logo surgiram inúmeras alternativas que fizeram as informações circularem como se nada houvesse ocorrido. A multimilionária indústria de Hollywood, por exemplo, vive tentando ´barrar vazamentos sobre suas produções ou evitar que seus filmes sejam pirateados mundialmente e até o momento não conseguiram paralisar essa demanda, fecham um site, outros dois ou três são abertos e continuam a espargir material.

Jogar a culpa para essa ou aquela política de governo (presente ou passado) é apenas retórica tentando angariar simpatia de uma parte da população, jogo no qual nossos políticos são mestres, tapar sóis com peneiras. Então o que fazer e como impedir que a reprodução de tal tipo de ataques se torne um problema recorrente?

Um recente relatório divulgado pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos, país que há anos lida com tais eventos, aponta que “a violência direcionada é evitável se as comunidades tiverem as informações e os recursos certos para reconhecer sinais de alerta e intervir". Então, mais do focar em aumento de efetivo ou controle de mídias é necessário que sejam desenvolvidas estratégias de identificação e resolução de prováveis problemas.

Tal relatório aponta que a maioria dos agressores já apresentou algum histórico de comportamento que preocupou pessoas próximas, com temor pela segurança própria ou de terceiros, muitos já tinham registros de participação em atos de violência (criminal ou doméstica) ou intimidação, não raro com passagem pela polícia por crimes ou agressões. Metade desses agressores buscavam retaliação por erros relacionados a questões pessoais, domésticas ou no local de trabalho, tendo experimentado eventos estressantes logo antes de perpetrar os eventos. A maioria tinha algum problema relacionada a problemas de saúde mental e, apesar das narrativas dominantes atualmente na mídia, apenas 25% tinham motivações relacionadas a algum sistema de crença ideológica (antissemita, misógina, racial, extremista ou antigoverno).

Muitos dos perpetradores de agressões em locais públicos como escolas, costumam ter em sua biografia episódios de vitimização por bullying ou outros motivos, problemas de relacionamento no local de trabalho, de relacionamentos passados ou atuais, finanças e saúde. Eles costumam se preparar com antecedência, buscando relacionar etapas a serem seguidas, conhecer o local, coletar material para causar danos, pesquisar ataques ocorridos anteriormente e frequentemente costumam comentar sobre tais planos com alguém próximo.

É possível então intuir que a prevenção a tais atos começa muito antes de medidas mirabolantes e publicitárias. É preciso investir de verdade em participação familiar e educacional nas escolas, com programas competentes de combate a intolerância e discriminação, sem ideologias partidárias ou falaciosas, mas que tenham base na compreensão e aceitação de diferenças, na discussão saudável de ideia e na responsabilização individualizada e padronizada de tais atores.

Aqui, abro um breve parênteses para dizer que em relação a responsabilização de atos criminais é necessário também se discutir a punição de menores de 18 anos, sim, tema polêmico, mas extremamente necessário. Não é mais possível fechar os olhos a enorme participação de adolescentes em atos infracionais graves, cuja correção hoje existente só faz aumentar o risco que incide sobre essa parcela de nossa sociedade, basta ver quem mais morre e quem mais mata em nossas fronteiras, jovens entre 14 e 25 anos. Cooptados por organizações criminosas que abusam da facilidade com que tais jovens são eximidos de seus atos. Claro, A punição deve diferir daquela dada a um adulto, mas ela não pode mais ser considerada apenas análoga a um crime, mas vista como um e punível como um. Que se atenue a pena em razão da condição individual, mas essa discussão fica pra outro momento.

Voltando a temática, penso que criar instrumentos que fortaleçam a disciplina nas escolas, fazendo ver aos jovens a sua responsabilidade e fomentando o pertencimento a sua comunidade escolar, com regras estabelecidas e transparentes, que reverberem no estudante a noção de civilidade, civismo, fraternidade, mérito e compreensão sobre o próximo, são um caminho que pode ser trilhado de forma conclusiva para prevenir e evitar a propagação de tais atitudes.

A comunidade deve estar atenta a indivíduos que apresentem comportamento errático, violento, depressivo, com interesse extremo em situações de violência. As escolas devem investir na preparação de seus profissionais na identificação e resolução de potenciais problemas e é necessário que o devido encaminhamento seja dado ao fato pontual, através de acompanhamento psicossocial, orientação e aconselhamento e até avaliação pelos órgãos de segurança se necessário.

O monitoramento constante dos alunos no ambiente escolar, tal como é feito nas escolas com foco em disciplina, com o frequente estímulo ao desenvolvimento de valores familiares, fraternos, morais, cívicos e humanos é algo que tem feito falta em nossa atual sociedade que se volta cada vez mais para o interior do mundo digital, onde o distanciamento é a regra, onde limites podem ser quebrados sem consequências imediatas e muitas vezes, sem estas. Tais escolas, entretanto, não são bem vistas pelo status quo vigente, que, via de regra, não as conhece a fundo, optando pela crítica ideológica pura.

O modelo disciplinar, porém, pode ser adaptado a qualquer tipo de escola, bastando que haja compromisso e treinamento dos profissionais, bem como a implantação de um sistema de regras que seja transparente, possível e responsabilizador. O jovem precisa, desde cedo ter noções de compromisso familiar, comunitário e social, para que possa desenvolver em si senso de cidadania, cuidado pelo outro e orgulho pátrio.

Pais precisam se aproximar mais dos filhos, monitorar o que eles fazem nas redes sociais, conhecer seus amigos, dar limites claros e cobrar respeito e responsabilidade, conversar, observar, se interessar pelas atividade deles, fazer inspeções surpresas em seus objetos e coisas pessoais, não invadindo privacidades, mas sendo pais.

Valores familiares, culturais e sociais parecem estar fora de moda. Quando se fala em disciplina muita gente ouve repressão, atraso, mas sem ela, a disciplina, o ser humano não progride, ao contrário, fica como um cão correndo no mesmo lugar atrás da cauda. Cobrar responsabilidades é algo a que nos desacostumamos, principalmente quando vemos autoridades que não respondem por seus atos, insegurança jurídica dificultando entendimentos sobre que posturas são ou não legais, sensação de impunidade vista diariamente através de decisões no mínimo estranhas propaladas na justiça, falta de planejamento de estado a longo prazo, etc.

É preciso pensar com cuidado que tipo de país queremos para nossos filhos e netos, investir maciçamente em educação de qualidade, em formação técnica, geração de empregos, em melhoria social e em igualdade de oportunidades. É preciso combater intolerância de qualquer tipo, ensinar as crianças a conviver em harmonia com as diferenças, entender que cada um de nós é um universo em busca de respeito e dignidade.


terça-feira, setembro 10, 2013

Cadeia de Salvador ganha Núcleo de Prisão em Flagrante





Iniciativa inédita no Brasil, o Núcleo de Prisão em Flagrante (NPF) foi inaugurado ontem (09/09), em Salvador, dispondo no mesmo local de espaço para juízes, promotores, defensores públicos e funcionários do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e do Governo do Estado, para garantir agilidade no julgamento dos presos em flagrante.
A nova unidade possibilita que o preso com auto de prisão em flagrante, lavrado nas delegacias da capital baiana, seguirá para o NPF, onde um juiz de plantão analisará o caso antes de proferir a decisão judicial no prazo máximo de 48 horas – atualmente, os presos aguardam a decisão custodiados nas carceragens das delegacias.

 "Esta inauguração é resultado do entendimento entre todos os poderes, [por meio] do programa Pacto pela Vida, e vai tirar o constrangimento das delegacias, que precisam custodiar presos até a decisão da Justiça", disse o governador Jaques Wagner.

A unidade possui uma sala de triagem e 18 celas individuais para que o preso aguarde a decisão judicial no prazo. Após 48 horas, liberado ou não, ele terá o processo encaminhado a uma das 17 varas criminais de Salvador. Segundo o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, o projeto que prevê o fim da carceragem em delegacias funciona integrado ao Sistema de Automação da Justiça (SAJ) e deve ser ampliado para todo o estado. "Este núcleo é o primeiro projeto piloto feito em Salvador. Com certeza dará certo e será levado ao interior."

Benefícios – O Núcleo de Prisão em Flagrante funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, ininterruptamente. Entre os benefícios gerados, estão a redução da superpopulação carcerária e do número de presos em delegacias, pois eles serão custodiados no sistema prisional.

Hoje, aproximadamente 850 presos estão em delegacias de Salvador e região metropolitana. "Temos um excedente de 50% dos presos em nossas unidades e a intenção é que haja o esvaziamento das delegacias, para deixar a Polícia Civil fora da custódia de presos no estado", disse o secretário da Segurança Pública.

De 2007 até agora, o sistema prisional baiano passou de seis mil para 9.500 vagas. Mais sete mil estão previstas por meio de ampliação e construção de novas unidades. "Com as obras de ampliação planejadas, vamos mais que dobrar a capacidade, tendo vagas suficientes para os atuais 16 mil presos", informou o secretário da Administração Penitenciária e Ressocialização.

Entre as planejadas, estão os novos presídios de jovens e adultos e o feminino, no Complexo da Mata Escura, e nos municípios de Barreiras, Vitória da Conquista, Brumado e Irecê, além de Teodoro Sampaio, por meio de uma parceria público-privada (PPP). Também está prevista a ampliação da Cadeia Pública de Salvador, Feira de Santana e Itabuna.

(Retirado do Diário Oficial da Bahia, edição de 10.09.2013)

Realmente uma iniciativa inédita e louvável, espero que consiga atender a demanda e realmente retire das delegacias os presos que por lá se amontoam, no entanto, creio que o plantão deveria funcionar durante 24 horas, até porque boa parte das prisões ocorrem à noite e nos fins de semana. Vamos esperar que o projeto piloto dê certo e seja logo ampliado para outras localidades.

É preciso ressaltar que além da superlotação em delegacias e presídios, há uma deficiência gritante de programas de reabilitação e reinserção do preso na sociedade. O País peca de forma grave em relação a isso, de modo que cadeia é sinônimo de depósito de bandido, misturam-se simples ladrões de galinha com assaltantes de banco, traficantes e homicidas; permite-se a formação de hierarquias e agrupamentos por facções criminosas, transformando o presídio numa cópia distorcida do que ocorre cá fora; disciplina e regulamentação das atividades dos presos são coisas inexistentes, o que facilita o desenvolvimento e gerenciamento de atividades criminosas por quem deveria estar pagando por esses mesmos crimes. Em suma, o sistema presidiário do país é ineficiente, ultrapassado e perigoso para a sociedade.

quinta-feira, junho 20, 2013

Major da PM critica militarismo

O ator e dublador, Guilherme Briggs, divulgou na madrugada desta segunda-feira (17) uma mensagem que recebeu do Major Marcus Azevedo da Polícia Militar da Paraíba em sua página do Facebook , falando dos protestos que vem há dias ocorrendo pelo País e de como as Policias Militares vem reagindo. Isso em resposta aos inúmeros post publicados por Briggs com referencias a suposta violência abusiva da PM. (engraçado que determinado dia em São Paulo - quando PMs ficaram acuados dentro de um prédio público - houveram 08 pessoas feridas numa multidão de 65 mil, enquanto foram feridos 22 PMs entre 1500, mas a violência foi da PM é claro). Segue a mensagem:


"É, caro Briggs. Sou seu fã há tempos, desde "pequenininho" (tenho quase sua idade ) e sou Major da Polícia Militar da Paraíba. Teremos protestos aqui, mas temos também um histórico de nunca ter havido confronto com manifestantes, então cremos que tudo sairá em paz. Pouca gente não sabe de nossa realidade. Somos militares porque os governantes de hoje, a esquerda que foi oprimida pelos militares, e promulgou a Constituição de 1988, preferiu nos deixar militares, pois assim não temos direitos de cidadão. Podemos ser presos administrativamente, podemos ser presos por motim se recusarmos cumprir odens. Não temos direito a Habeas corpus se a prisão for administrativa.

Nosso regulamento discipĺinar tem o dobro da idade da Constituição, e nada a ver com ela. Podemos ser expulsos por muito pouca coisa, e ver nossas famílias a míngua. estamos submetidos a dois códigos penais (o civil e o militar). Não podemos nos filiar a partidos, nem a nos sindicalizar, ou o direito a greve. Quando há manisfestações nossas, somos tratados como amotinados, e ai, como já houve em vários locais, o exército é colocado contra nós, pois além de tudo, somos fiscalizados por eles. Enfim, somos cidadãos de 2ª classe, e com tão menos direitos do que qualquer cidadão brasileiro, é muito dificil achar quem queira se colocar a frente de qualquer coisa.
Enfim, como em Minas Gerais, que a Coronel Cláudia pode ser punida por desobedecer a justiça e permitir manifestações (que terminou em paz, e se tivesse qualquer quebra-quebra, a cabeça dela já teria rolado) tenho certeza que, se não houver vandalismo, muitas policias não oporão resistência, então, pedimos também a compreensão de todos. E obrigado, caro Briggs, pela pessoa maravilhosa que você é, e não me veja diferente pela farda que eu visto, que eu preferia fosse de uma policia verdadeiramente cidadã, sem esse militarismo que nos aprisiona em nossos uniformes."

terça-feira, julho 15, 2008

Monitor de fraudes

É impressionante o número de pessoas que caem em velhos golpes, que de tão simples e ingênuos, as vezes parecem ridículos de serem creditados como realmente acontecidos, casos como o "golpe do bilhete premiado" ou "da senha ou cartão telefônico" faturam geralmente em cima da ganância alheia, o popular olho grande; e na esperança de ganhar um "dinheiro fácil" a vítima acaba caindo no conto do golpista, sabedor de que na maior parte das vezes a vítima não irá efetuar uma queixa, justamente temendo ser exposta ao ridículo após o papelão de ter acreditado num golpe, geralmente tão fácil de ser percebido.

São tantos os golpes conhecidos que não poderia dar em outra coisa, nesses tempos de globalização da informação: Criaram um site só para monitorar a fraude nossa de cada dia.

O Monitor das Fraudes é o primeiro site em Português sobre fraudes, golpes, lavagem de dinheiro, corrupção e outros perigos que existem na vida privada e no mundo financeiro e dos negócios.

O site, focado especialmente na realidade do Brasil, tem como objetivo informar sobre estes perigos e sobre as políticas e os cuidados a serem tomados para reconhecer estelionatários e casos de estelionato e evitar ser vítima de uma fraude, de um golpe ou ter outros problemas.
É ferramenta indispensável para os profissionais da área de controle de riscos e para formação e prevenção.

http://www.fraudes.org/

quarta-feira, abril 16, 2008




O professor universitário Vasco Furtado teve uma das mais interessantes idéias para aqueles que querem se prevenir da ação de ladrões e meliantes em geral. Ele criou um wiki - batizado de WikiCrime - que traz um mapa interativo do Brasil, onde qualquer um pode assinalar um local onde foi vítima de um crime. Professor da Universidade de Fortaleza, Furtado (sem trocadilhos) quer tornar público os locais que apresentam os maiores índices de criminalidade no País, dados esses que apenas as autoridades do setor têm em mãos. Dessa forma, ele quer evitar supostas manipulações destas informações.Segundo a BBC, o professor entrou em contato com departamentos de polícia de todo o Brasil, para saber se eles estavam interessados em liberar tais dados em seu site, mas, até o momento, nenhuma mostrou interesse em fazê-lo. Tais entidades argumentam que o acesso público a estes índices poderiam comprometer o próprio trabalho da polícia e gerar sensações desnecessárias de segurança ao público. Até o fechamento deste post, a página já tinha 1133 ocorrências assinaladas em diversos cantos do país. O usuário poderá ainda verificar quais as cidades apresentam maior índice e realizar pesquisas filtrando os tipos de delito e também analisar os crimes por períodos. Se quiser colaborar, basta clicar em WikiCrimes.org.
O que você acha da idéia, seria uma arma contra o bandido ou apenas mais uma ferramenta inútil na luta contra a violência?

quarta-feira, junho 27, 2007

Pedofilia, aprenda a proteger seu filho...





1 Mantenha o computador em uma área comum da casa. Não deixe no quarto da criança usuária da Internet por ser diferente de um móvel ou de um livro.


2 Acompanhe a criança quando utilizar computadores de bibliotecas.


3 Navegue algum tempo com a criança internauta. Da mesma forma que você ensina sobre o mundo real, guie-o no mundo virtual.


4 Aprenda sobre os serviços utilizados pela criança, observe suas atividades na Internet. Caso encontrem algum material ofensivo, explique o porquê da ofensa e o que pretende fazer sobre o fato.


5 Denuncie qualquer atividade suspeita. Encoraje a criança a relatar atividades suspeitas, ou material indevido recebido.


6 Caso suspeite que alguém on-line está fazendo algo ilegal, denuncie-o às autoridades policiais ou ao site http://www.censura.com.br/.


7 Estabeleça regras razoáveis para a criança. Discuta com ela as regras de uso da Internet, coloque-as junto ao computador e observe se são seguidas. As regras devem, por exemplo, estabelecer limites sobre o tempo gasto na Internet.


8 Se necessário, opte por programas que filtram e bloqueiam sites. Encontre um que se ajuste às regras previamente estabelecidas.


9 Monitore sua conta telefônica e o extrato de cartão de crédito. Para acessar sites adultos, o internauta precisa de um número do cartão de crédito e um modem pode ser usado para discar outros números, além do provedor de acesso à Internet.


10 Instrua a criança a nunca divulgar dados pessoais na Internet, por exemplo, nome, endereço, telefone, escola e o e-mail em locais públicos, como salas de bate-papo. É a versão moderna do “nunca fale com estranhos”. Recomende que a criança utilize apelidos, prática comum na Internet e uma maneira de proteger informações pessoais.


11 Conheça os amigos virtuais da criança. É possível estabelecer relações humanas benéficas e duradouras na Internet. Contudo, há muitas pessoas com más intenções, que tentarão levar vantagem sobre a criança.


12 Cuide para que a criança não marque encontros com pessoas conhecidas através da Internet, sem sua permissão. Caso permita o encontro, marque em local público e acompanhe a criança.


13 Aprenda mais sobre a Internet. Peça para a criança ensinar a você o que sabe e navegue de vez em quando.