Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens

terça-feira, março 14, 2017

Mais uma...

Dizer que o fato de nossos "representantes" no Congresso quererem legalizar o "caixa 2" é vergonhoso seria lugar comum, isso infelizmente já é esperado destes que a cada dia só demonstram representar os próprios interesses. Mas ver um Ministro da Suprema Corte do País argumentar que existe "caixa dois de corrupção e caixa dois só por que querer 'esconder' coisa" é o absurdo dos absurdos. A prática é crime definido em lei, e ainda que não fosse. Um dos princípios basilares da Administração Pública é a transparência... Quando tal Ministro defende que se pode esconder alguma coisa... Sinceramente.
Ou nós aprendemos a votar e a cobrar desse povo e deixamos de endeusar moluscos e outros animais da fauna política e passamos a entender que nós somos os detentores do poder e eles meros porta-vozes da vontade popular ou estamos, com o perdão da palavra, fudidos como Nação

sexta-feira, setembro 27, 2013

Armas de brinquedo e violência (parte 2)

(Kiko Moreira)

Quem já teve a oportunidade de ao documentário “Falcão: meninos do tráfico”, pôde ver que em determinado momento crianças aparecem brincando de “polícia e bandido”, portando armas feitas de madeira, de caixas de papelão e outros objetos mais simples, seria uma cena comum e inocente não fosse um detalhe: as crianças ali queriam ser os traficantes, os “donos da boca”, “os matadores de polícia”. Não haviam ali armas de brinquedo estimulando a violência, ao contrário, a violência a que estavam submetidos é que estimulava nas crianças um novo mito, o de que bom mesmo é ser bandido, é ser matador. O documentário mostra muito bem o fascínio exercido nas crianças e adolescentes que os traficantes possuem, são donos do poder quase inalcançáveis, possuindo bens e confortos muito distantes do que a realidade da favela poderia proporcionar; a imagem de impunidade e realização superando qualquer medo ou estatística que diga ser a vida dos jovens envolvidos com o crime muito breve.

Ali, o que influencia a entrada de crianças e adolescentes no crime, que deslumbra as meninas, fazendo-as buscar aproximação com bandidos (imagem bem alimentada em certa novela global em que a personagem – vivida por uma lindíssima celebridade – dizia a toda hora que não interessava se o ficante era “do movimento” o que lhe importava era que ele lhe desse “presentes”.), é a possibilidade do lucro fácil, da proteção, ainda que substancial, da quase certeza de impunidade afinal, menores são inimputáveis ainda que cometam crimes hediondos.


Então, nesse país em que bandidos agem e se mostram inalcançáveis – mesmo estando trancafiados em presídio de segurança máxima, de onde comandam o crime sob as vistas e a proteção do Estado – onde políticos corruptos se livram de processos com as mais estapafúrdias e esfarrapadas desculpas e quando processados atém-se a recursos protelatórios tão enormes que arrastam-se por anos até o esquecimento; onde o trabalhador, apesar de sustentar o “Sistema” com pagamento de impostos exorbitantes, não tem acesso ao mais básicos direitos e, no qual deputados e senadores, etc. beneficiam-se de leis que lhes dá, sem o devido retorno, acesso a serviços de reis; num país em que a impunidade é vista como normal e direitos humanos são confundidos com ausência de disciplina. Vem uma lei que proíbe a venda de coloridos lançadores de dardo, pistolas de água e similares como resposta ao crescimento da violência infanto-juvenil.

Reportagem da revista Veja em 2012 afirma o seguinte: “Estudos antropológicos mostraram que, tanto em sociedades tribais quanto em países de Primeiro Mundo, nas mais variadas culturas, as crianças sempre enfrentaram e derrotaram oponentes enormes e furiosos com seus superpoderes em duelos imaginários do bem contra o mal. “As narrativas são uma espécie de treinamento para lidar com as vicissitudes da vida”, escreveu o psicólogo americano Jerome Bruner, da Universidade Harvard, um dos mais notáveis do século XX. Brincar com armas, afirmam os estudiosos do universo infantil, é uma forma de as crianças se sentirem fortes e confiantes para enfrentar os desafios reais e as sucessivas frustrações do longo e penoso crescimento físico e emocional.” Portanto, repito, em vez de proibir crianças de brincarem seus jogos, os senhores legisladores deveriam voltar os olhos para as próprias casas legislativas e começar a combater a violência pelo fator que mais a influencia e dissemina: a CORRUPÇÃO.


quarta-feira, setembro 25, 2013

Proibir armas de brinquedo: IDIOTICE (parte 1)

(Kiko Moreira)


O Distrito Federal resolveu proibir a venda de armas de brinquedo em seu território e um Projeto de Lei já tramita no Congresso, onde os “representantes” do povo irão decidir se ampliam tal proibição para o restante do País, alegam que com isso, visam reduzir a violência e instalar a “cultura da paz”. IDIOTICE! Assim mesmo, em maiúsculas.
Não são brincadeiras de crianças que fomentam a violência e fazem crescer assustadoramente os índices de criminalidade. Os confrontos simulados pelas crianças em seus “jogos de guerra”, de “mocinho e bandido” ou “capa e espada” fazem parte do próprio desenvolvimento infantil e existem em todas as culturas e existiram em todas as épocas, não são elas que estimulam a violência na criança e nem criam futuros marginais, acredito mesmo (mas não vou entrar em detalhes sobre isso aqui), que crianças que brincam assim e são criadas em ambientes saudáveis, estejam mais preparadas para os confrontos diários, para a resolução de conflitos e uso da criatividade; e que sabem diferenciar muito bem a fantasia da dura realidade.

Devo lembrar que uma boa parte (a maioria possivelmente), dos homicídios ocorre com utilização das chamadas armas brancas (facas, facões, chaves de fenda, garrafas, etc.), vamos então ter que abolir as espadas de plástico? Melhor! Vamos abolir os quadrinhos, os videogames, os desenhos animados da TV, melhor ainda! Vamos abolir a própria TV, onde a violência real aparece diariamente espalhada em programas jornalísticos sensacionalistas (que infelizmente são extremamente populares nas camadas mais básicas da população), ou em novelas que mitificam vilões e suas artimanhas maldosas. Vamos proibir os filmes nacionais que colocam perigosos bandidos no papel de mocinhos ou endeusam violentos policiais como heróis.
Vamos ainda mais além e proibamos o próprio Congresso Nacional, palco de tantos achaques à população, conhecido mais por roubos, artimanhas e negociatas corruptas do que por representar de fato os interesses nacionais. Onde condenados criminalmente pela Justiça (?) podem continuar exercendo mandato, onde condenados por corrupção tem acesso a recursos infinitos enquanto tantos presos se amontoam na prisão à espera que algum juiz dê andamento a seus casos. Um Congresso em que os benefícios públicos (saúde, moradia, transporte, verba paletó, 15º salário, etc.) são tantos que envergonham e humilham os que pagam impostos e tem acesso zero a esses mesmo direitos.




Não é proibindo a fabricação de armas de brinquedo, que as crianças deixarão de brincar com elas; como eu disse, as crianças são criativas e logo, paus, pedras, canos, lançadores de tampinhas de cerveja feitos em casa, substituirão as multicoloridas e inconfundíveis armas de lançamento de dardo e pistolas de água. O que pode acabar de vez com a crescente violência assola o Brasil é o combate frontal à corrupção, é a aplicação séria e justificada de recursos públicos onde eles são necessários e não onde se possui curral eleitoral, é punição dura e rápida de crimes de corrupção, é a diminuição de privilégios políticos, é o estímulo e o investimento em educação de qualidade. Proibir armas de brinquedo é IDIOTICE, mais do que isso, é querer desviar a atenção da população dos verdadeiros motivos da violência.





segunda-feira, maio 31, 2010

Concurso de Monografias

A Controladoria-Geral da União - CGU, em parceria com a Escola de Administração Fazendária - Esaf, lançaram a quinta edição do Concurso de Monografias da CGU sobre os temas "Prevenção e Combate à Corrupção", "Controle Interno" e "Correição", com a finalidade de estimular pesquisas voltadas à prevenção e ao combate à corrupção no Brasil, como forma de incentivar a participação do cidadão no controle da Administração Pública, identificar iniciativas bem-sucedidas na área e colher proposições de políticas e ações que possam ser adotadas por governos e sociedade. As inscrições podem ser feitas até 26 de julho de 2010. Para mais informações sobre inscrições e regulamento consulte o site da Esaf http://www.esaf.fazenda.gov.br/esafsite/premios/CGU/home-CGU.htm Informações: Fone: (61) 3412- 6018 - Fax: (61) 3412-6016 E-mail: concurso-cgu.df.esaf@fazenda.gov.br

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Brasil: Políticas

A falta de vergonha dos senhores políticos que dirigem esse país deveria ser alvo de estudos acadêmicos e científicos, talvez assim pudéssemos entender o fenômeno que faz presidentes mudarem de opinião, não em favor do povo, mas a favor dos gastos mirabolantes, que exigem mais e mais dinheiro da população e nada resolvem; aliás, resolvem: Os problemas financeiros e pessoais dos "nossos representantes" sempre são resolvidos.
Querem mais dinheiro pra CPMF e o governo ameaça, diz que a saúde vai piorar se ela não for aprovada, etc. Piorar como eu não sei, pois o que se vê nas filas do SUS, é o total descaso das autoridades, faltam médicos, faltam anestesistas, equipamentos se perdem por terem sido utilizados (ou não utilizados) de forma incorreta, remédios perdem a validade em razão de entraves burocráticos e um sem número de problemas.
Claro que os investimentos são feitos todo ano, mas tais "investimentos" são feitos em razão do voto e não de quem vota e necessita das melhorias; desse modo, equipamentos e verbas são distribuídos não em razão da necessidade, de um planejamento racional, mas são feitos em razão de conchavos políticos, troca de vantagens, em troca de votos para aprovar essa ou aquela medida.
Diariamente temos visto tais acontecimentos, que já nem chocam a população que, apática, assiste a tudo isso e ainda aplaude. Não sabemos pensar coletivamente, queremos aquilo que for bom pra "mim" e aceitamos um vaga de colégio, sacos de cimento, um posto médico equipado e inútil, etc. Em troca de votos. E votamos no mal-caráter que vem sorrir na época de campanha, aproveitamos para tentar "tirar vantagem" da situação, dizemos no íntimo e muitas vezes escancaradamente "Ele vai roubar mesmo, deixa eu pegar logo alguma coisa". E assim vamos levando mais e mais hipócritas ao poder e engolindo "as metamorfoses ambulantes" os "esqueçam o que eu escrevi".
A CPMF vai ser aprovada, assim como o Renan foi absolvido; os gastos públicos vão continuar aumentando e o dinheiro da arrecadação de impostos vai bater novos recordes, mas esse dinheiro provavelmente vai continuar bancando banheiras de hidromassagem nos apartamentos funcionais e outras cositas mais...

quinta-feira, novembro 29, 2007

Mudamos... e ainda somos os mesmos

Já cantava a Elis Regina: "Minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos..."

  • Diziam que os impostos no País eram absurdos, que a carga tributária era um sinal do descaso do governo com os pobres, pois estes é quem mais sofriam com a fome do leão... E a no entanto a carga tributária e os recordes de arrecadação nunca foram tão grandiosos;
  • Diziam que a CPMF era um imposto injusto, anticonstitucional, que taxa a todos sem considerar a renda do contribuinte, diziam que era mais uma forma do governo poder gastar mais e que uma contribuição provisória não podia se perpetuar indefinidamente... Mas estão querendo prorrogá-la mais uma vez;
  • Diziam que o governo gastava demais, contratava demais, que a máquina pública era muito dispendiosa por ser gigantesca e ineficiente... Mas agora defendem mais contratações, mais gastos e nem falam em austeridade em relação aos gastos do governo;
  • Diziam que o lucros dos bancos era fruto de uma especulação injusta e imoral, resultado de conluios escusos entre o governo e os grandes grupos financeiros ou, resultante da falta de mecanismos de controle eficazes e livres de influência externa e interna.... Mas os bancos continuam lucrando cada mais, enquanto leis que poderiam beneficiar a população nas relações bancárias, são adiadas diante que qualquer pressão financeira (vide as tais contas salário, cujo validade foi adiada de janeiro de 2007 para 2012);
  • Diziam que a corrupção era resultado de relações espúrias entre o governo e o mal empresariado e que a honestidade seria algo sagrado no novo governo... Mas nunca se ouviu falar tanto em corrupção e desonestidade quanto agora;
  • Diziam que o governo era fraco, por desconhecer particularidades do sistema e que isso facilitava o uso "da máquina" para facilitar a corrupção... Mas o governante nuca sabe de nada e crê com veemência na inocência de todos, apesar da provas em contrário;
  • Diziam que a democracia é a mola mestra que deveria mover o mundo e que seria ela a nortear todas as ações de governo... Mas apoiamos países que exploram o trabalho infantil e tratamos candidatos a ditadores autoritários como "hermanos";
  • Diziam tanto sobre a humildade... Mas ameaçam arrogantemente quando se vêm contrariados.
Diria o Cazuza: "Não me convidaram pra essa festa pobre, que os homens armaram pra me convencer a pagar sem ver, toda essa droga...." - Renato Russo completaria: "Que País é esse?"