Ou nós aprendemos a votar e a cobrar desse povo e deixamos de endeusar moluscos e outros animais da fauna política e passamos a entender que nós somos os detentores do poder e eles meros porta-vozes da vontade popular ou estamos, com o perdão da palavra, fudidos como Nação
A KIKOSOFIA é um espaço de colaboração, no qual todas as vozes são acolhidas e respeitadas. Uma revista mensal feita por pessoas como você, com ideias por vezes convergente, mas nem sempre. Um local para debates e cooperação de ideias, de descobertas e criatividade, acolhedora da arte em todas as suas formas. Lutando pelo direito e liberdade de expressão, mesmo que não concordemos com nada do que for dito. Seja BEM VINDO e BOAS LEITURAS.
terça-feira, março 14, 2017
Mais uma...
Ou nós aprendemos a votar e a cobrar desse povo e deixamos de endeusar moluscos e outros animais da fauna política e passamos a entender que nós somos os detentores do poder e eles meros porta-vozes da vontade popular ou estamos, com o perdão da palavra, fudidos como Nação
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Educação: mudanças necessárias
Muito se fala na questão da educação,ou melhor da falta dela, como uma das principais molas da violência que asola nossas cidades há bom tempo; e não apenas as grandes cidades, mas cidades pequenos no interior do País que vem registrando aumentos significativos dos seus índices de violência.
As causas é claro, são muitas, a educação sendo apenas uma delas, talvez a mais gritante e urgente; temos escolas com péssima estrutura funcional, com professores desqualificados e diretores nomeados não por competência, mas por apadrinhamento político, junte-se a isso a falta de perspectiva que a educação dá ao jovem de hoje e está feito o bolo.
Causou surpressa uma pesquisa divulgada pelo INEP de que 40% dos jovens que abandonam a escola, simplesmente o fizeram porque assim quiseram e não em razão da dificuldade de frequentá-la ou porque tiveram de trabalhar. Eles simplesmente não vêm atrativos suficientes na escola para lá permancerem. Tenho certeza que esse dado não pegou de surpressa nenhum professor que labuta diariamente na escolas públicas do nosso Brasil.
Mais do que educar, a escola precisa ser um centro de formação de vida, valores e caráter, que devem ser desenvolvidos em conjunto com as famílias. É preciso que o jovem cresça com noções éticas do que é certo e errado, é preciso que ele aprenda a valorizar o seu próximo, a sua nação e o seu estudo, com disciplina e a consciência de que ele deve responder pelas consequências advindas de seus atos. É preciso que a escola receba investimentos maciços em qualificação de professores, em estrutura, em reforma pedagógica, na ampliação do tempo de permanencia dos alunos (quando eu estudava costumava passar de 06 a 07 horas por dia na escola, hoje dificilmente meus filhos passam mais que 04 horas diárias. Um absurdo!).
Enquanto o jovem achar, ainda que ilusoriamente, que o estudo não lhe trará um futuro digno e pensar que mesmo sem estudos se pode alcançar poder e não, não me refiro ao nosso presidente, que pode até não ter estudo formal, mas possui conhecimento adquirido através de outros meios ainda assim, embora acredite piamente que deveria haver uma maior exigencia educacional dos senhores "representantes do povo". Enquanto o jovem observar ao seu redor a impunidade, a conquista pela força ou imposição do medo sem consequencias, enquanto ele tiver a ilusão de que uma droga barata lhe levará ao paraíso ou de que a fama pode vir num sorteio de um programa de TV. Enquanto valores como honra, dignidade, responsabilidade e respeito não estiverem enculcados na mente da juventude, continuaremos vendo, mais e mais, adolescentes fora da escola e violência em nossas casas.
É preciso resgatar a noção de que estudar é um privilégio, um motivo de orgulho e de celebração a cada etapa conquistada, a cada meta alcançada. A escola não pode se limitar a ser simplesmente uma repetidora de matérias, ela deve ser realmente um centro de formação intelectual, de transformação e integração social, de formação de caráter e acima de tudo um lugar o aluno possa se sentir confortável para expressar suas idéias e contribuir com a construção de uma vida melhor.
segunda-feira, outubro 30, 2006
Ética, indiferença e D.Rita...
A matéria me lembrou do enterro de minha avó, ocorrido no início desse ano. D. Rita era e irá continuar sendo a pessoa mais influente em minha vida, a que mais me transmitiu ensinamentos e vontade de viver e que me dá orgulho de dizer que sim eu fui criado por vó, sim. Ao lado de meus pais, mas por ela.
A lembrança me trouxe à memória os momentos em que passei só ao lado dela no velório, enquanto as pessoas ainda não chegavam, meu irmão e meu primo insistindo para que eu fosse comer alguma coisa e eu só querendo ficar ali, conversando com ela. Era dolorido, mas eu precisava fazer aquilo, ainda não tinha tido tempo de assimilar a situação; Vó sempre foi saudável e sua morte repentina chocou muita gente que a conhecia, mas como ela sempre disse; "pra morrer basta tá vivo, quando o Homem chama, não tem jeito..."
Eu ali, me despedia dela quando chegaram os amigos da igreja, dela e meus, e logo depois os parentes, os sobrinhos-netos dela, meus primos e no momento mais sensível, meu pai. Todos nós extremamente cuidadosos com ele e sua frágil saúde, ele estava simplesmente desolado, chorava e quase não se segurava em pé. Seus primos e tios riam. Alegres por se reverem, alguns há anos distantes, esquecidos de D. Rita que certamente observava de algum lugar, alegre ter proporcionado tal reunião e meio triste, por meu pai e alguns verdadeiramente sentidos.
Ninguem se importava com a morte. Todos estavam apenas ali, "para enterrar mais um, antes que a vida o enterre..." e só. Fiquei ainda mais triste, minha vó partia e eu só conseguia ouvir os risos de reencontros, meu pai chorava, os outros, esses apenas esperavam o término para ir tomar uma cervejinha no bar em frente ao cemitério. Indiferentes à falta que ela faria.
Mas quando em nosso mundo ficamos indiferentes a tanta coisa, que poderia eu esperar?

Você já imaginou a proporção dos problemas que existem no mundo? Já tentou visualizar em sua mente aqueles dados populacionais citados em reportagens especiais e aulas de geografia política? difícil imaginar bilhões e bilhões, mas se em vez de bilhões, fosse centenas? Você imaginaria mais facilmente os problemas do mundo? Quer tentar? então clique na figura acima e veja um pequeno filme em flash que tenta reduzir o planeta há apenas 100 pessoas e veja como fica mais fácil visualizar o mundo em que você está.