Um dos principais problemas
enfrentados hoje nos grandes centros é, sem dúvida, como resolver o problema da
circulação de pessoas, veículos e cargas. Essa questão envolve não somente
investimentos na melhoria da infra-estrutura viária, mas também na
conscientização de pedestres e motoristas e vai muito além de realização de
novas obras ou campanhas educativas. Há alguns anos o então prefeito de
Salvador, João Henrique, foi criticado de forma enfática por uma declaração sua
em que dizia que as montadoras deveriam ter licença da prefeitura para cada
carro vendido, pois a cidade não suportava o número cada vez maior de veículos
que eram despejados mensalmente nas ruas; a idéia que causou repulsa aos senhores
do lucro e aos setores desenvolvimentistas, já não me parece tão absurda quanto
parecia à época; o que vemos hoje pelas ruas, ruelas e avenidas é uma disputa
de veículos por espaço que simplesmente desafia o bom senso e qualquer tipo de
ordenamento. Quem anda pela periferia ou centro da cidade vê a dificuldade de
vagas para estacionar em ruas que não foram projetadas para conter tantos
veículos, pois cresceram de acordo com a necessidade da população, sem
planejamento urbano ou plano diretor. As vagas são milimetricamente
estabelecidas, respeitando-se apenas o quem chega primeiro, nas ruas principais
é comum ver veículos e pedestres disputando espaço com ambulantes que invadem a
via com seus produtos contrabandeados da china, roupas, frutas e até serviços
(mecânicos, manicure, amoladores faca, entre alguns outros), “engarguelando”
ainda mais o trânsito e contribuindo para os congestionamentos. Quem passa
pelas nossas ruas tem a impressão de viver num verdadeiro caos em que muito
pouco se respeitam ou se conhecem as leis que regem o trânsito, vemos
motoristas cometendo absurdos que ultrapassam qualquer limite de
irresponsabilidade, pedestres que simplesmente desconhecem fazer parte de um
sistema onde devem respeitar também algumas regras e vias que quase sempre
inviabilizam esse sistema. Em Salvador, qualquer chuvisco transforma a cidade
numa pista de “Off Road” ou num campo de guerra recém bombardeado, vai depender
do humor do motorista; são buracos e mais buracos, geralmente escondidos pelos
rios que se formam em nossas avenidas; lama, lixo e ladeiras fazendo uma
combinação tão fantástica quanto navegar pelas corredeiras do alto Xingu.
Aliás, navegar muitas vezes é o termo mais apropriado para descrever o que se
vê em Salvador em dias de chuva. A falácia do metrô, já apelidado de
“minhoquinha” por alguns, vez que leva “nada” a “lugar algum” em seus míseros
06 quilômetros, que em nada resolvem a mobilidade da população, demonstram bem
o quanto estamos atrasados e o quanto a discussão sobre o transito deveria estar
vigorando em nosso dia a dia com palestras em escolas, aulas de trânsito,
campanhas sérias e prolongadas nos meios de comunicação, fiscalização efetiva,
etc. Assim quem sabe, quem sabe, poderíamos deixar de ver absurdos como esses
vistos por mim em apenas um dia: 1- veículo em plena BR, à minha frente, indo
de um lado para o outro, freio achando que o motorista talvez tenha adormecido,
mas ao me aproximar percebo que ele simplesmente está tentando pentear os
cabelos enquanto dirige; 2 – veículo na chegada de Salvador se aproxima rápida
e perigosamente, olho pelo retrovisor e vejo o motorista pingando colírio nos
olhos enquanto dirige; 3 – homem chupa melancia enquanto dirige e ao acabar,
sem se preocupar com os veículos que vem atrás ou os pedestres na via,
simplesmente atira a casca pela janela, assustando uma senhora que vem logo
atrás e tenta desviar do objeto que voa a seu encontro, quase causando um
acidente; 4 – transito engarrafado numa grande avenida, o motivo? – dividindo
espaço na rua com ambulantes, pedestres, anúncios de lojas e carros
estacionados, um senhor resolve parar em fila dupla enquanto tenta encaixar, no
fundo do carro, um fogão que acaba de comprar na liquidação de uma grande loja.
Aliás, essa loja fez recentemente uma campanha publicitária exposta em outdoors
nas principais vias e até na rodovia, na qual se lia (contra todo bom senso e
responsabilidade), em letras garrafais: CORRA!
A KIKOSOFIA é um espaço de colaboração, no qual todas as vozes são acolhidas e respeitadas. Uma revista mensal feita por pessoas como você, com ideias por vezes convergente, mas nem sempre. Um local para debates e cooperação de ideias, de descobertas e criatividade, acolhedora da arte em todas as suas formas. Lutando pelo direito e liberdade de expressão, mesmo que não concordemos com nada do que for dito. Seja BEM VINDO e BOAS LEITURAS.
quinta-feira, maio 16, 2013
segunda-feira, abril 18, 2011
Dia do livro
"Um País se faz com homens e com livros". Essa é talvez uma das frases mais conhecidas do escritor Monteiro Lobato, criador de uma rica galeria de personagens que fizeram a diversão de muita criança (eu entre elas) e ajudou a refletir sobre o nosso país e nossa cultura. Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, na cidade de Taubaté (SP) e se tornou um de nossos mais profícuos escritores, é o criador de Jeca Tatu, personagem que tentava retratar o homem do campo e suas agruras (embora o Jeca fosse um preguiçoso intratável) mostrando um pouco do cotidiano na roça e os costumes regionais. Lobato também retratou muito do folclore popular com a série de livros do Sítio do Pica-pau amarelo iniciada com "Reinações de Narizinho" de 1931. A série viraria seriado televisivo em 1952 pela TV Tupi e teria ainda outra quatro adaptações, sendo a mais famosa a exibida pela Rede Globo de março de 1977 a janeiro de 1986 (a Globo relançaria a série em 2001, indo até 2007).
A frase de Lobato infelizmente não parece ter sido levada a sério por nossas autoridades (ele também não foi levado a sério quando defendeu a extração de petróleo no Brasil) que até hoje parecem achar que educação não é prioridade e continuam a investir pouco em educação de qualidade e muito em estatísticas dúbias e metas pouco estimadas. Ainda estamos muito atrás de outros países no quesito educação pois diferente de alguns deles, preferimos investir em assisencialismo barato, relegando a segundo plano a construção de um país de pessoas educadas para o progresso, de senso crítico apurado e consciencia política.
Nossos ditos representantes ainda esperam que ajamos feito gado eleitoral que depende de leis para impor goela abaixo o direito de votar de modo independente. Ainda somos forçados ao voto tendo que escutar a bizarra frase de que "votar é um direito e um dever", com ênfase no dever e sujeitando-se a penas absurdas em caso de abstenção, naquilo que deveria ser um livre exercício de democracia.
Infelizmente ainda não somos um país de leitores, nem mesmo somos um país alfabetizado; ler e assinar o nome, ou ler um texto com meia dúzia de frases em meia hora (não é Tiririca?) não nos faz consciente daquilo que lemos e nem cientes do que somos. Infelizmente nesse dia do livro ainda nos faltam homens e leitores.
My last day - A crucificação animada
My Last day é uma animação de 9 minutos realizada pelo pessoal do Studio 4º C que adapta o filme live-action "Jesus" de 1979 do pessoal da Cruzada estudantil para Cristo (Campus Crusade for Christ -CCC) e mostra a crucificação do Messias através da perspectiva de um dos ladrões que é condenado junto com ele. A animação está em inglês, mas a pretensão é que até a Páscoa existam traduções para outras línguas. Muito legal para uma reflexão nesses nossos tempos tão atribulados e cheios de violência gratuita.
segunda-feira, abril 11, 2011
O Crack, a disciplina e a responsabilidade paterna.
(Kiko Moreira)
Talvez a pior praga que surgiu na sociedade nos últimos anos tenha sido o famigerado Crack, droga que se disseminou de forma rápida e mortal pelas cidades de nosso País; alastrando-se não só nas grandes metrópoles, mas invadindo cada vez mais a pequenas cidades e suas zonas rurais; pessoas que antes nunca havia tido contato com algo mais forte que uma dose de cachaça, hoje misturam álcool, maconha e crack numa combinação fatal, noticiada diariamente nos jornais, que mostram a degradação humana que ocorre após o início do vício e resulta em furtos, violentos roubos e frequente homicídios; sem falar do desespero das famílias que, não sabendo como agir, tomam atitudes extremas como acorrentar filhos a cama para que não saiam em busca da droga, ou simplesmente desistem e os entregam à própria sorte nas ruas.
Infelizmente os governos não possuem uma política muito clara e intensiva que cuide da situação desses jovens: não se veem campanhas maciças na mídia, que eduquem e previnam contra os males do uso de tais substâncias (a última de que me lembro foi de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010 e pouco expressiva em minha opinião), até mesmo as estatísticas disponíveis nos sites governamentais está desatualizada (dados de 06 anos atrás); não existem centros públicos de recuperação e tratamento eficientes – quando perguntados, em geral os governantes citam os CAPS (Centros de atendimento psicossocial) que são apenas locais de acompanhamento e reinserção social de pessoas com transtornos mentais. Embora existam os CAPS AD (de álcool e drogas), estes voltados a “atenção integral a transtornos decorrentes do uso abusivo e dependência de álcool e outras drogas”, não estão disponibilizados a municípios com menos de 70.000 pessoas. Mas nosso foco nesse artigo é outro: A responsabilidade dos pais.
Através de palestras e outros contatos com diversos jovens, tenho constatado em muitos deles a necessidade de sentir a presença dos pais não apenas como provedores da casa, mas efetivamente realizando o seu papel de pai/mãe. O conceito de família mudou nas últimas décadas, a ideia de aproximação com os filhos deixou de ser vista como uma relação de autoridade suprema dos pais, para uma relação de amizade e igualdade, os pais deixaram de serem “donos” de seus filhos para se tornarem “protetores e tutores”, orientados a não mais se imporem, mas negociarem aquilo que deveria ser o comportamento e aprendizado dos filhos; paralelo a esse conceito, o maior acesso a itens de consumo e a quebra paulatina de tabus de comportamento levou a nossa sociedade a uma busca ilimitada de prazer imediato, tornando até mesmo a relação entre as pessoas uma coisa descartável e impessoal, frases como “fiz uma amizade hoje, briguei, busco outra num site de relacionamento e tudo bem” ou “fiquei com um rapaz numa festa, beijei muito, não sei o nome dele e amanhã fico com outro ou até outros”, passaram a ser ouvidas com uma frequência assustadora. Claro que esse tipo de relação entre pessoas acaba influenciando a relação dentro da família, que termina por espelhar o comportamento social.
Se antes os pais controlavam seus filhos com mão de ferro e geralmente um cinturão de couro, passaram a negociação e chegaram a inevitável cumplicidade de quem precisa trocar alguma coisa, o que era obrigação, passou a ser mercadoria: “você estuda e eu lhe compro um celular novo”, “eu não incomodo o seu descanso e você me deixa ir a qualquer festa de fim de semana” ou pior “você não me pergunta com quem ando e eu não lhe preocupo dizendo que estou andando com viciados em crack”. Disciplinar os filhos passou a ser vista como algo repressivo ou pior, um incômodo a ser evitado. Mas será que os filhos não querem mesmo ser disciplinados? – Creio que não é bem assim, frequentemente tenho ouvido jovens queixando-se de falta de maior controle pelos seus pais, de falta de regras que lhes digam como se comportar; sentem muitas vezes que seus pais simplesmente “Não se importam”, que não se preocupam com que os filhos fazem no dia-a-dia. Disciplina não significa repressão e nem afasta os filhos de seus pais, ao contrário, pode aproximá-los ainda mais, pois o filho saberá que tem alguém preocupado com ele, que lhe dá limites, que o ama, que o aconselha e educa. Disciplinar é um ato de amor que vai preparar o seu filho para enfrentar as dificuldades e as negações impostas pela vida. Respeito nada tem a ver com permissividade, mas tem muito a ver com regras bem definidas e coerentes, é preciso que o filho saiba o que pode fazer e mais ainda aquilo que não pode, mas é preciso também que ele saiba o porquê, isso cria aproximação e dá as ferramentas que o ajudarão a enfrentar esse mundo cada dia mais confuso. Disciplina, amor e muito diálogo, está aí uma fórmula que dificilmente dará errado na luta contra o crack e outros perigos.
quarta-feira, abril 06, 2011
SENAD PROMOVE CONCURSOS DE PREVENÇAO A DROGAS
A SENAD (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) está promovendo o XII Concurso Nacional de Cartazes, o I Concurso Nacional de Vídeo, o IX Concurso Nacional de Fotografia e o IX Concurso Nacional de Jingle. Este ano os concursos têm como tema "Arte e Cultura na prevenção do uso de crack e outras drogas".
Em parceria com o Centro de Integração Empresa/Escola - CIEE, a SENAD está lançando o X Concurso de Monografia para Estudantes Universitários, com o tema A Intersetorialidade como Estratégia de Enfrentamento ao Crack. Os trabalhos devem ser postados até o dia 25 de abril de 2011.
SAIBA MAIS AQUI. ou clique em cada imagem para ir ao edital de cada concurso.
segunda-feira, março 28, 2011
Presidentes: Memória
Costumo observar em alguns filmes americanos a importância que os de lá dão a seus presidentes, nas escolas suas vidas são estudadas e os alunos sabem a ordem de cada um deles na linha de tempo desde George o Washignton (o primeiro) até Mister Obama (44º). Parece haver até um ranking dos mais queridos e mais odiados (rsrsrs), isso sem contar a homenagem recebida por alguns deles entalhada no monte Rushmore, localizado no estado de Dakota do Sul.
Por aqui os nossos presidentes e suas vidas são quase desconhecidas, à exceção de Lula (que virou filme) JK (mini-série global), Collor (sempre associado a corrupção, mas cuja história é desconhecida pelos mais jovens) e Getúlio Vargas (venerado pelos mais velhos e marcado pelo suicídio, mas igualmente desconhecido pelos jovens). Assim, me chamou a atenção uma coluna especial do jornal Estado de São Paulo:
"De Deodoro a Dilma" pretende montar um quadro com a biografia de todos os presidentes da república, contando fatos curiosos, o que fizeram, qual o legado de cada um. A visita vale muito a pena, lá descobri coisas interessantes, como presidentes que governaram menos de duas semanas e até quem preferia cavalos a gente. Ficou curioso? Acessa o link e confira curiosas histórias. A sua história...
terça-feira, março 01, 2011
Os meninos perdidos
(Por Kiko Moreira)
Os meninos perdidos se rebelam
E assim eles ganham respeito
Quando marcas escondidas se revelam
Uma mancha vermelha ali no peito
Os meninos perdidos se acham
Quando descem do morro pro asfalto
Afrontando os ódios com que os tacham
Vingando-se na prática do assalto
Os meninos perdidos também choram
E revelam a dor que os desespera
Mas descontam da dor onde moram
E dominam na dor sua favela
Os meninos perdidos estão perdidos
Mas logo serão encontrados
Pelo domínio dos escolhidos
Formados no tráfico dos iletrados
Os meninos perdidos não têm infância
Labutam na tormenta da vigília
Tentam, a custo, evitar a flagrância
Do Estado que os humilha
Os meninos perdidos cruzaram a linha
Rumos sem guia e sem norte
Futuro que aos poucos se definha
Buscando senão outra sorte
Os meninos perdidos uivam à lua
Tais lobos querendo-se fortes
Mas aquilo que colhem da rua
É o caminho para suas mortes
quinta-feira, agosto 26, 2010
Me arde o ôi
Achei muito legal essa paródia de "We are the world", além do mais com uma mensagem mais do que importante. Veja e divulgue. E se ôce pita, sai cum esse negócio fedido prá lá.
segunda-feira, agosto 23, 2010
Culpa da PM?!
Rapidinho...
Um grupo de bandidos fortemente armados invadiu no fim de semana um hotel no Rio de janeiro, levaram pânico a hospedes, funcionários, moradores vizinhos, motoristas, etc. Agora advinhem de quem é a culpa??????? Um doce pra quem disser primeiro que foi a Polícia! Não poderia ser de outra forma segundo O Globo. Realmente... há algo de muito errado com esse país.
O planeta dos macacos
Planeta dos Macacos (texto recebido por e-mail, assinado por Matrix publicado aqui sem prévia autorização, devido ao simples fato de eu acho uma excelente reflexão a ser feita)
A recente persecução (“perseguição”) criminal em desfavor dos 02 PMs que, EM TESE, “acharcaram” o “pobrezinho homicida” que assassinou o filho da atriz Cissa Guimarães me fez lembrar a última cena do filme: “Planeta dos Macacos” (1972) onde o ator Charlton Heston descobre, atônito, que os seus coatores símios eram, a bem da verdade, descendentes de macacos da própria Terra e, portanto, seus parentes distantes, definidos assim pelas Leis Darwianas. Ou seja, surpresa geral, ele não se encontrava em um planeta longínquo e atemorizador, e sim, em sua própria terra natal, local onde, por culpa de seus próprios governantes, o poder tinha migrado para as mãos dos outrora mamíferos de segunda classe.
Isto posto, vem-me a lembrança de que colocar a culpa em um “Judas” distante, alienígena e irreal é coisa que todo brasileiro mistifica e apóia. Fazer com que a “sua” culpa seja transferida para outrem é, deveras, o melhor caminho. A mais pacífica e confortável solução.
Ora, “in casu”, contrariando tudo o que já foi posto, tenho que ponderar lucidamente sobre os fatos e não sobre as razões emocionais e “factóides” que levam a “mídia” a desviar o foco da questão da verdade para a “sua” verdade.
Assim, passo a refletir da seguinte forma:
01 – O que leva um cidadão a desviar por uma entrada ilegal e proibida, localizada dentro de um túnel movimentado da Zona Sul da cidade, realizando a temerária manobra conhecida por muitos como a famosa “bandalha”. Freando o seu veículo numas das vias mais movimentadas da cidade e adentrando por uma via interditada, sem qualquer noção de culpabilidade?
Choque de Ordem nele !!!
02 – O que a vítima, maior de idade e, portanto já plenamente imputável em seus atos, estava fazendo naquela mesma via interditada, “andando de skate”, se a própria denominação já se auto-define a sua condição: INTERDITADA.
Reprovável, porém desculpável, tendo em vista tratar-se de jovem ainda adolescente!
03 – Não há de ponderar que, no fato ocorrido, houve uma contribuição causualística por parte do autor e uma (ainda que menos relevante) concausa, desferida pela vítima, mas, não necessariamente desprezível à análise do caso em tela?
04 – O crime consumado é o de HOMICÍDIO. Não restando mais dúvidas sobre sua autoria.
Realizadas tais ponderações agora é que chega ao âmago da questão.
Após o ocorrido, eis que chega uma viatura da Polícia Militar e, inexplicavelmente (ou até muito explicável) “libera” o condutor e seu veículo, não “procedendo” as medidas de praxe cabíveis.
Até aí, tudo bem! Mas não devia ser, se fosse este país, um país sério…
Se não fosse a vítima quem era, eis que tudo estaria resolvido!
A vítima, coitada, seria “chorada” pelos familiares, os policiais militares teriam um “dindin” a mais para colocar à mesa de seus familiares, o “bacana” iria para casa, incólume (o que são R$ 10.000,00 para me “livrar” do “inconveniente” de ter que ir à delegacia, prestar declarações, etc?); o Inquérito Policial ficaria lá, naquele lugar que todos conhecem ou já ouviram dizer: no armário empoeirado de alguma delegacia, aguardando a sua tão sonhada prescrição.
E, pronto! Todo mundo feliz (menos a vítima e a sua família, é claro).
E você pai, mãe, irmão não faria a mesma coisa em “Terra Brasilis”?
“Pô”, tu dás “cinquentinha” para passar na Blitz com o IPVA do carro atrasado. Não vais dar o que te pedirem e tu tenhas, para te livrares de um “mal maior”???
No dia seguinte, porém, veicula-se na mídia que a vítima é filha de cidadão famoso e o caso tem uma reviravolta. Chega-se, celeremente, ao culpado pelo atropelamento. Mas só isso não basta. É preciso achar o verdadeiro “culpado”. Aqui é que a história ganha contornos do surrealismo. A “Teoria do Judas” começa a se materializar. Desvendam-se os verdadeiros “algozes” do crime: 02 Policiais Militares.
Como não?
Pela tese proposta, o que choca não é o fato do atropelador ter MATADO e FUGIDO. Mas o “Mal” ter agido. Personificado na pele de dois servidores públicos, na qualidade de policiais militares que, prevaricando, em nome de uma “perpela”, “livram-se solto” o real homicida.
Não cabe a este pensador cogitar se houve (ou não) a prática dos crimes tipificados, segundo o nosso Código Penal, pelos arts. 317 (Corrupção Passiva) e 333 (Corrupção Ativa). A Justiça assim o fará. O fato é que, contrariando todo o “bom senso”, a busca pela condenação e punição do “Mal” se direciona, tão somente, para os que solicitaram, exigiram, deram a entender, (ou seja lá o que for que aqueles policias fizeram) um “troquinho” pela, vislumbrada, não indiciação pelo fato ilícito cometido.
Mas, … que “furada”???
O “cara” também era um ilustre cidadão. Não irá “ficar o dito pelo não dito”. As ações do corruptor e do corrompido serão levadas a julgamento.
Aí é que se inicia a separação de classes da sociedade brasileira! Uns vão direto para a cadeia. Outros, para Búzios!
A mídia se “fecha em copas”!
Ora, tanto autor quanto vítima são “cidadãos zona sul”!
Temos que nos proteger!
A culpa tem que ser dos policiais militares!
Quem mandou ser pobre, moral mal e ser PM!
Fogo no rabo deles!
“Nós” (os bacanas) só lhes aturamos porque é preciso. Um mal necessário. Fazer o quê, “né”?
Então, passam a “manipular” a opinião pública, desmerecendo a atitude dos policiais militares e “dissimulando” às ações do assassino.
Depois ficam reclamando que a Polícia Militar é toda corrupta.
Ora, ela só faz o que dela se espera. É a “Teoria da Profecia Auto Realizável”.
Os “caras” lá se sentem abandonados, menosprezados, perseguidos.
Então eu lhes pergunto: Com ou sem razão?
Mas, voltando ao assunto, enquanto o autor e a sua família ( o pai, partícipe) vão para a sua Casa de Praia, a fim de se desanuviarem dos problemas que os afligem, os dois integrantes do “Lado Mal da Força” vão pra prisão. Prisão administrativa, mas prisão, ora bolas!
Não bastando esse disparate, o “nosso” governador vem a público nos dizer que esses policiais são “bandidos ao quadrado” e o seu comandante “pede” (exige) que os mesmos sejam presos preventivamente. Pura resposta aos eleitores, em ano eleitoral.
O fato de serem policiais, não os transforma em baluartes da moral e da ética.
Quem dá exemplo é professor de português!
Lúcido, somente o egrégio Juiz de Direito que lhes nega a prisão!
Prender por prender, tão somente por se tratarem de policiais militares, é o cúmulo da hipocrisia.
Não há denominação legal de “bandidos ao quadrado”, que quer nosso governante eleito fazer crer que exista em nosso ordenamento jurídico. Se forem criminosos, após as suas condenações, e somente após aquelas, serão, exclusivamente, isso: BANDIDOS. Sem quaisquer superlativos em suas qualificações. Como também o é o atropelador homicida. Cometido aquele crime, julgado e condenado por ele, poder-se-á, então, denominá-lo criminoso. “Bacana” também pode ser criminoso. Assim como médicos, engenheiros, políticos, etc.
Atente-se ao crime de Calúnia, art. 138 do CP!
Entretanto, o que me causa comoção é o fato dos pesos e medidas diferenciados.
Meu Deus!
Matar tem pena que varia de 02 a 04 anos. Praticar corrupção, pena de 02 a 12 anos.
Há qualquer coisa errada nesse país!
O fato é que, pelo “andar da carruagem”, o autor do crime de Homicídio Culposo na Direção Automotiva “pegará” 02 anos de condenação por essa prática, tendo em vista não haver causas de aumento, diminuição, atenuantes e/ou agravantes. As quais, somadas ao crime de Corrupção Ativa, por haver, segundo colocação subjetiva deste crítico, 03 agravantes, 01 atenuante e somente uma causa de aumento, definindo-se, por essa prática criminal, o tempo de 04 anos e 06 meses para a sua sentença, perfazendo um total de 06 anos e 06 meses de condenação. E mais, se configurado a “Coação Moral” (resistível), o que este pensador prevê ser auferida no caso em tela, a pena do crime de Corrupção Ativa poderá ser reduzida ainda em 1/6, culminado com a sua fixação em 03 anos e 09 meses. Perfazendo um total de 05 anos e 09 meses, pela prática de 02 (DOIS) CRIMES.
Isso senão prosperar a tese da “Coação Moral Irresistível”.
Aí a “vaca vai pro brejo”!
Vão apelar dizendo (PASMEM) que foram coagidos a “oferecer” a “propina”, temendo por suas vidas!
Pode acontecer! Não se iludam! (da série: morro, mas não vejo tudo nesta vida).
Não há nem que se falar em crime de Omissão de Socorro, posto que, “bem orientado”, ocidadão e assassino, condutor do veículo que deu fim a vida da vítima, teve a “benevolência” (esperteza) de ligar, logo após o fato, solicitando socorro à vítima.
Enquanto que os também culpados PMs terão suas penas definidas, pelo Sistema Trifásico de Aplicação da Pena, somado ao conjunto probatório, na “casa” dos 11 anos e 06 meses, pela prática criminosa de apenas 01 (UM) CRIME.
Sendo que um dos dois crimes no primeiro exemplo é “Contra a Vida”, o maior bem tutelado em nosso ordenamento jurídico. E este só “vale” 02 ANOS.
Você acha justo?
Sim? Não?
É a Lei e pronto!
Mas, reportando-se ao enunciado do primeiro parágrafo, ocorre-me a ideia de queTODOS, nesse país, sem exceções, têm a malévola percepção de que se eu conseguir imputar a outrem a má publicidade em um caso onde eu esteja envolvido, tanto melhor. A culpa é do “Macaco”. Nunca minha. Sou somente um cidadão íntegro, envolvido,momentânea e até (quase) injustamente neste ilícito. Mas, “peraí”! Tem PM na “jogada”! Opa! A culpa é do “Macaco”. Porque será que ele vem, sabe Deus lá de onde, para fazer toda essa lambança. Acusem-no! Condenem-no. Banem-no! Matem-no, se for possível! Na Fogueira, melhor seria! A culpa é do “Macaco” (PM) !!!
Ledo engano, os “Macacos” somos nós mesmos !!!
A recente persecução (“perseguição”) criminal em desfavor dos 02 PMs que, EM TESE, “acharcaram” o “pobrezinho homicida” que assassinou o filho da atriz Cissa Guimarães me fez lembrar a última cena do filme: “Planeta dos Macacos” (1972) onde o ator Charlton Heston descobre, atônito, que os seus coatores símios eram, a bem da verdade, descendentes de macacos da própria Terra e, portanto, seus parentes distantes, definidos assim pelas Leis Darwianas. Ou seja, surpresa geral, ele não se encontrava em um planeta longínquo e atemorizador, e sim, em sua própria terra natal, local onde, por culpa de seus próprios governantes, o poder tinha migrado para as mãos dos outrora mamíferos de segunda classe.
Isto posto, vem-me a lembrança de que colocar a culpa em um “Judas” distante, alienígena e irreal é coisa que todo brasileiro mistifica e apóia. Fazer com que a “sua” culpa seja transferida para outrem é, deveras, o melhor caminho. A mais pacífica e confortável solução.
Ora, “in casu”, contrariando tudo o que já foi posto, tenho que ponderar lucidamente sobre os fatos e não sobre as razões emocionais e “factóides” que levam a “mídia” a desviar o foco da questão da verdade para a “sua” verdade.
Assim, passo a refletir da seguinte forma:
01 – O que leva um cidadão a desviar por uma entrada ilegal e proibida, localizada dentro de um túnel movimentado da Zona Sul da cidade, realizando a temerária manobra conhecida por muitos como a famosa “bandalha”. Freando o seu veículo numas das vias mais movimentadas da cidade e adentrando por uma via interditada, sem qualquer noção de culpabilidade?
Choque de Ordem nele !!!
02 – O que a vítima, maior de idade e, portanto já plenamente imputável em seus atos, estava fazendo naquela mesma via interditada, “andando de skate”, se a própria denominação já se auto-define a sua condição: INTERDITADA.
Reprovável, porém desculpável, tendo em vista tratar-se de jovem ainda adolescente!
03 – Não há de ponderar que, no fato ocorrido, houve uma contribuição causualística por parte do autor e uma (ainda que menos relevante) concausa, desferida pela vítima, mas, não necessariamente desprezível à análise do caso em tela?
04 – O crime consumado é o de HOMICÍDIO. Não restando mais dúvidas sobre sua autoria.
Realizadas tais ponderações agora é que chega ao âmago da questão.
Após o ocorrido, eis que chega uma viatura da Polícia Militar e, inexplicavelmente (ou até muito explicável) “libera” o condutor e seu veículo, não “procedendo” as medidas de praxe cabíveis.
Até aí, tudo bem! Mas não devia ser, se fosse este país, um país sério…
Se não fosse a vítima quem era, eis que tudo estaria resolvido!
A vítima, coitada, seria “chorada” pelos familiares, os policiais militares teriam um “dindin” a mais para colocar à mesa de seus familiares, o “bacana” iria para casa, incólume (o que são R$ 10.000,00 para me “livrar” do “inconveniente” de ter que ir à delegacia, prestar declarações, etc?); o Inquérito Policial ficaria lá, naquele lugar que todos conhecem ou já ouviram dizer: no armário empoeirado de alguma delegacia, aguardando a sua tão sonhada prescrição.
E, pronto! Todo mundo feliz (menos a vítima e a sua família, é claro).
E você pai, mãe, irmão não faria a mesma coisa em “Terra Brasilis”?
“Pô”, tu dás “cinquentinha” para passar na Blitz com o IPVA do carro atrasado. Não vais dar o que te pedirem e tu tenhas, para te livrares de um “mal maior”???
No dia seguinte, porém, veicula-se na mídia que a vítima é filha de cidadão famoso e o caso tem uma reviravolta. Chega-se, celeremente, ao culpado pelo atropelamento. Mas só isso não basta. É preciso achar o verdadeiro “culpado”. Aqui é que a história ganha contornos do surrealismo. A “Teoria do Judas” começa a se materializar. Desvendam-se os verdadeiros “algozes” do crime: 02 Policiais Militares.
Como não?
Pela tese proposta, o que choca não é o fato do atropelador ter MATADO e FUGIDO. Mas o “Mal” ter agido. Personificado na pele de dois servidores públicos, na qualidade de policiais militares que, prevaricando, em nome de uma “perpela”, “livram-se solto” o real homicida.
Não cabe a este pensador cogitar se houve (ou não) a prática dos crimes tipificados, segundo o nosso Código Penal, pelos arts. 317 (Corrupção Passiva) e 333 (Corrupção Ativa). A Justiça assim o fará. O fato é que, contrariando todo o “bom senso”, a busca pela condenação e punição do “Mal” se direciona, tão somente, para os que solicitaram, exigiram, deram a entender, (ou seja lá o que for que aqueles policias fizeram) um “troquinho” pela, vislumbrada, não indiciação pelo fato ilícito cometido.
Mas, … que “furada”???
O “cara” também era um ilustre cidadão. Não irá “ficar o dito pelo não dito”. As ações do corruptor e do corrompido serão levadas a julgamento.
Aí é que se inicia a separação de classes da sociedade brasileira! Uns vão direto para a cadeia. Outros, para Búzios!
A mídia se “fecha em copas”!
Ora, tanto autor quanto vítima são “cidadãos zona sul”!
Temos que nos proteger!
A culpa tem que ser dos policiais militares!
Quem mandou ser pobre, moral mal e ser PM!
Fogo no rabo deles!
“Nós” (os bacanas) só lhes aturamos porque é preciso. Um mal necessário. Fazer o quê, “né”?
Então, passam a “manipular” a opinião pública, desmerecendo a atitude dos policiais militares e “dissimulando” às ações do assassino.
Depois ficam reclamando que a Polícia Militar é toda corrupta.
Ora, ela só faz o que dela se espera. É a “Teoria da Profecia Auto Realizável”.
Os “caras” lá se sentem abandonados, menosprezados, perseguidos.
Então eu lhes pergunto: Com ou sem razão?
Mas, voltando ao assunto, enquanto o autor e a sua família ( o pai, partícipe) vão para a sua Casa de Praia, a fim de se desanuviarem dos problemas que os afligem, os dois integrantes do “Lado Mal da Força” vão pra prisão. Prisão administrativa, mas prisão, ora bolas!
Não bastando esse disparate, o “nosso” governador vem a público nos dizer que esses policiais são “bandidos ao quadrado” e o seu comandante “pede” (exige) que os mesmos sejam presos preventivamente. Pura resposta aos eleitores, em ano eleitoral.
O fato de serem policiais, não os transforma em baluartes da moral e da ética.
Quem dá exemplo é professor de português!
Lúcido, somente o egrégio Juiz de Direito que lhes nega a prisão!
Prender por prender, tão somente por se tratarem de policiais militares, é o cúmulo da hipocrisia.
Não há denominação legal de “bandidos ao quadrado”, que quer nosso governante eleito fazer crer que exista em nosso ordenamento jurídico. Se forem criminosos, após as suas condenações, e somente após aquelas, serão, exclusivamente, isso: BANDIDOS. Sem quaisquer superlativos em suas qualificações. Como também o é o atropelador homicida. Cometido aquele crime, julgado e condenado por ele, poder-se-á, então, denominá-lo criminoso. “Bacana” também pode ser criminoso. Assim como médicos, engenheiros, políticos, etc.
Atente-se ao crime de Calúnia, art. 138 do CP!
Entretanto, o que me causa comoção é o fato dos pesos e medidas diferenciados.
Meu Deus!
Matar tem pena que varia de 02 a 04 anos. Praticar corrupção, pena de 02 a 12 anos.
Há qualquer coisa errada nesse país!
O fato é que, pelo “andar da carruagem”, o autor do crime de Homicídio Culposo na Direção Automotiva “pegará” 02 anos de condenação por essa prática, tendo em vista não haver causas de aumento, diminuição, atenuantes e/ou agravantes. As quais, somadas ao crime de Corrupção Ativa, por haver, segundo colocação subjetiva deste crítico, 03 agravantes, 01 atenuante e somente uma causa de aumento, definindo-se, por essa prática criminal, o tempo de 04 anos e 06 meses para a sua sentença, perfazendo um total de 06 anos e 06 meses de condenação. E mais, se configurado a “Coação Moral” (resistível), o que este pensador prevê ser auferida no caso em tela, a pena do crime de Corrupção Ativa poderá ser reduzida ainda em 1/6, culminado com a sua fixação em 03 anos e 09 meses. Perfazendo um total de 05 anos e 09 meses, pela prática de 02 (DOIS) CRIMES.
Isso senão prosperar a tese da “Coação Moral Irresistível”.
Aí a “vaca vai pro brejo”!
Vão apelar dizendo (PASMEM) que foram coagidos a “oferecer” a “propina”, temendo por suas vidas!
Pode acontecer! Não se iludam! (da série: morro, mas não vejo tudo nesta vida).
Não há nem que se falar em crime de Omissão de Socorro, posto que, “bem orientado”, ocidadão e assassino, condutor do veículo que deu fim a vida da vítima, teve a “benevolência” (esperteza) de ligar, logo após o fato, solicitando socorro à vítima.
Enquanto que os também culpados PMs terão suas penas definidas, pelo Sistema Trifásico de Aplicação da Pena, somado ao conjunto probatório, na “casa” dos 11 anos e 06 meses, pela prática criminosa de apenas 01 (UM) CRIME.
Sendo que um dos dois crimes no primeiro exemplo é “Contra a Vida”, o maior bem tutelado em nosso ordenamento jurídico. E este só “vale” 02 ANOS.
Você acha justo?
Sim? Não?
É a Lei e pronto!
Mas, reportando-se ao enunciado do primeiro parágrafo, ocorre-me a ideia de queTODOS, nesse país, sem exceções, têm a malévola percepção de que se eu conseguir imputar a outrem a má publicidade em um caso onde eu esteja envolvido, tanto melhor. A culpa é do “Macaco”. Nunca minha. Sou somente um cidadão íntegro, envolvido,momentânea e até (quase) injustamente neste ilícito. Mas, “peraí”! Tem PM na “jogada”! Opa! A culpa é do “Macaco”. Porque será que ele vem, sabe Deus lá de onde, para fazer toda essa lambança. Acusem-no! Condenem-no. Banem-no! Matem-no, se for possível! Na Fogueira, melhor seria! A culpa é do “Macaco” (PM) !!!
Ledo engano, os “Macacos” somos nós mesmos !!!
MATRIX
quarta-feira, agosto 04, 2010
Yamato - Patrulha estelar - vira filme
Uma de minhas animações favoritas vai virar live action num filme que promete ser bem legal
Patrulha Estelar - nome dado no Brasil ao animê Uchû Senkan Yamato (Space Battle Ship Yamato) - exibido por aqui entre 1983 e 1985, irá virar filme "live action" com estréia prevista para o final de ano e será aguardadissimo por mim e outros fãs.
A história conta a saga da nave de batalha Yamato, criada a partir dos destroços do navio da marinha japonesa afundado na 2ª Guerra pelos americanos e que sempre foi motivo de orgulho dos japoneses (e cuja história também virou um filme legalzinho), servindo como principal arma contra a invasão da terra pelo planeta Gamilon.
Ah! Só pra constar a série teve 3 temporadas e 5 longas.
Milhares contra alguns - cinema e bandidagem
(Por Kiko Moreira)
Observando as notícias sobre os recentes ataques à sede da ROTA em São Paulo, não pude deixar de relacionar àqueles ocorridos em maio de 2006, que por mais de uma semana aterrorizaram a maior cidade do país, comandados por uma facção criminosa, o PCC, que decretou fosse "tocado o terror": quartéis, postos policiais e delegacias foram atacados, policiais foram mortos, carros incendiados, população escondida, caos instalado.
Observando as notícias sobre os recentes ataques à sede da ROTA em São Paulo, não pude deixar de relacionar àqueles ocorridos em maio de 2006, que por mais de uma semana aterrorizaram a maior cidade do país, comandados por uma facção criminosa, o PCC, que decretou fosse "tocado o terror": quartéis, postos policiais e delegacias foram atacados, policiais foram mortos, carros incendiados, população escondida, caos instalado.
Os ataques supostamente ocorreram porque, na tentativa de sufocar uma série de rebeliões programadas, foram transferidos cerca de 750 criminosos para presídios de segurança máxima. Numa demonstração de força ainda não vista no País, os criminosos abriram mão de lucros e da comodidade delinguencial para mostrar a população e ao Estado quem realmente tinha o poder naquele momento, forçando este mesmo Estado a negociar (fato negado até hoje) para que os ataques acabassem e a normalidade voltasse as ruas de São Paulo.
O episódio rendeu o filme "SALVE GERAL" de Sérgio Rezende, que poderia ter sido um retrato fiel e documental dos fatos, mas que como tantos outros na história recente do País, preferiu a via da romantização e da humanização dos personagens, tranformados em anti-heróis que conseguem arrancar a compaixão do público e faz desaparecer o fato de que são bandidos frios, calculistas e cruéis.
O diretor preferiu usar os ataques como pano de fundo para contar a história melosa de um jovem "acidentalmente" jogado no mundo do crime. Ele após participar de um racha, simplesmente mata outro jovem com uma extrema frieza, o que é mostrado de forma tão banal e apática, que sequer percebemos a gravidade do crime, ficamos é com pena do assassino... A partir daí o rapaz, preso, se envolve com uma série de situações "acidentais", enquanto sua mãe passa de professora de piano, por amante de bandido, até avião do grupo criminoso.
O grupo criminoso, aliás, não parece formado por bandidos perigosos e cruéis (esse papel ficou para a polícia, mostrada como incompetente, burra e corrupta) mas sim como uma bando de intelectuais injustiçados pela sociedade e comandados por alguém com o singelo título de "professor". Uma oportunidade perdida para mostrar a cruel realidade de nosso sistema de segurança e suas inúmeras deficiências.
Esses dias chega outro filme sobre um outro famoso grupo criminoso, é 400 CONTRA 1, filme de estréia de Caco Souza, que procura contar sobre a formação do Comando Vermelho desde seus primórdios na prisão de ilha vermelha, quando presos políticos foram colocados juntos a bandidos comuns resultando na base que deu inicío a facção.
Novamente o filme parece retratar a vida de crimes dos personagens como um ideal de banditismo romântico e cheio de aventuras, motivado por um sistema injusto que obrigou cada um dos protagonistas a ingressar na delinguência por culpa única e exclusiva do Estado e da sociedade. O título, por sinal faz alusão a um suposto cerco de 400 policiais armados até os dentes na tentativa de captura de um único e quase indefeso marginal. Claro, irei assistir ao filme com a mente o mais aberta possível e possívelmente sairei de lá achando que eu sou o culpado por esses pobres coitados que querem apenas uma vida aventureira e abastada, mas que por falta de oportunidade são obrigados a tomar dos outros (a força, de forma cruel e insidiosa) para satisfazerem suas necessidades. Nós pobres coitados que temos os mesmos sonhos, mas que preferimos lutar diariamente com o suor do rosto para conseguir, ao menos, realizar parte do sonho, não seremos objetos de filmes contando nossa história, afinal somos os bobos da corte.
quinta-feira, julho 29, 2010
Brasil...Violência...Educação...
(Por Kiko Moreira)
Nos últimos anos temos assistido a uma verdadeira ascensão de crimes violentos causados por motivos banais ou ao menos por questões que bem poderiam ter sido solucionadas de forma não violenta; são brigas de escola, namoros acabados, desavença entre vizinhos, ciúmes entre irmãos, ciúmes de filhos, acidentes de trânsito, relações sexuais prejudiciais, etc. Que acabam em homicídios, muitas vezes com ares de execução somente vistos em filmes hollywoodianos, crimes que envergonham e ao mesmo tempo fazem a festa dos mais diversos meios de comunicação.
Nos últimos anos temos assistido a uma verdadeira ascensão de crimes violentos causados por motivos banais ou ao menos por questões que bem poderiam ter sido solucionadas de forma não violenta; são brigas de escola, namoros acabados, desavença entre vizinhos, ciúmes entre irmãos, ciúmes de filhos, acidentes de trânsito, relações sexuais prejudiciais, etc. Que acabam em homicídios, muitas vezes com ares de execução somente vistos em filmes hollywoodianos, crimes que envergonham e ao mesmo tempo fazem a festa dos mais diversos meios de comunicação.
TVs, jornais, rádios, todos aproveitam a ocorrência destes crimes para aumentar a audiência de seus programas diários – sem se preocupar inclusive se estes passarão em meio à programação infantil – aproveitando-se do fato de que as pessoas parecem ter deixado de se surpreender com a notícia de mais uma chacina, de mais uma bala perdida ou execução; se o fato for cometido por alguém famoso ou que tenha potencial para chocar, a história toma ares de novela, com direito a torcida pelos mocinhos e execração pública dos bandidos. Com as redes de telejornais competindo para mostrar qualquer coisa exclusiva: uma confissão gravada em segredo ou um vídeo que mostre como ocorreu a tortura e a morte.
A verdade é que a população deixou de se sentir incomodada com notícias sobre violência, essa se banalizou de tal forma que passou a ser vista como uma história a ser contada, debatida como um jogo de final de copa e depois esquecida a espera do próximo escândalo, da próxima vítima para recomeçar o ciclo. Virou esporte nacional enviar através de emails, fotos da mais nova chacina, do assassinato mais chocante, de corpos apodrecidos, de métodos de esquartejamento e ocultação de cadáveres. Fotos que se percebe terem sido feitas por peritos, policiais, curiosos e que deveriam estar nos laudos do inquérito, mas que se espalham com a rapidez que somente a internet pode proporcionar. (Outra diversão são as piadinhas infames utilizando montagens de cartazes de filmes, musicais, etc. com paródias protagonizadas pelos suspeitos ou assassinos).
Muito se pergunta do porquê de nossa sociedade estar assim, terá sido a banalização da violência que a vem tornando insensível ou será o contrário? Será que em nome de nossos prazeres, de uma permissividade, de um maior egoísmo, que só nos leva a enxergar o próprio umbigo, temos nos transformado num povo que vive a vida sem observar a vida ao redor?
Dizem que somos um povo hospitaleiro e solidário, capaz de mobilizar inúmeros voluntários para arrecadar alimentos para vítimas da seca, de enchentes e até de tsunamis em lugares distantes do globo, mas ao mesmo tempo somos um povo que assiste impassível ao crescimento da violência, sem que isso nos incomode verdadeiramente, basta iniciar o intervalo comercial e esquecemos a indignação momentânea, que só volta quando vemos a chamada do telejornal; aí expomos nossas opiniões contra “esse absurdo” e rogamos “esse mundo está acabando”, “onde vamos parar meu Deus”.
Nessa hora é que ideias mirabolantes, complicadas e muitas vezes absurdas começam a pipocar na mídia e na cabeça de muitos ditos especialistas (chega a ser engraçado ver nos meios de comunicação que qualquer um, menos o profissional formado em polícia, é especialista em segurança), ideias que geralmente tendem a criticar o que existe no nosso ordenamento legal, a ausência dos governos, a decadência da família, o descrédito religioso, etc.
Uma coisa, porém não é discutida quase nunca. A busca desenfreada por prazeres absolutos, sem contrariedades, sem limites, sem disciplina, sem valores fundamentais: A Igreja proíbe a camisinha, mas não fala sobre manutenção da virgindade, o Estado fala sobre cidadania, mas não toma medidas para educar a população, ONGs falam em educação, mas esquecem que a disciplina faz parte dela. Queremos leis de primeiro mundo, leis e comportamentos de cidadãos conscientes, mas esquecemos que comportamento não é determinado por legislação e que a cultura de um povo é burilada por seu progresso educacional e não por imposição.
Mas o artigo tá ficando muito longo... voltamos a ele depois.
sexta-feira, julho 23, 2010
Ruan Veloso, o vendedor de balinha cantor
O Cara canta demais! Espero que chegue a telinha e faça sucesso!
quarta-feira, julho 07, 2010
Concurso de fotografias: SOS MATA ATLÂNTICA
Estão abertas, até do dia 04 de setembro, as inscrições do concurso de fotografias SOS Mata Atlântica, Uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica. O concurso tem inscrição gratuita e qualquer pessoa pode participar dele, bastando enviar até 04 fotografias impressas em papel fotográfico (fosco ou brilhante) no tamanho 20 X 30, e que tenham relação com os recursos naturais da Mata Atlântica. Os participantes podem concorrer como amadores ou profissionais. Mais informações AQUI
Pra quem não sabe, a Mata Atlântica é um dos ecossistemas mais ricos e mais ameaçados do mundo, tendo hoje,apenas entre e 3% e 5% do tamanho original, abrange 11 estados brasileiros e muitas espécies endêmicas, isto é, que só existem por aqui. Sua preservação é essencial na contribuição de um País e de um mundo melhor equilibrado ambientalmente.
Infelizmente algumas notícias sobre Meio ambiente não parecem muito animadoras no Brasil, Foi aprovado no Congresso o relatório do Deputado Aldo Rebelo, que propõem a diminiuição da área de preservação de propriedades rurais. O deputado em entrevista na TV disse que o projeto visa "regularizar aqueles que estão na ilegalidade" (em relação ao atual código ambiental), eu pensava que os deputados fossem eleitos para defender a Lei e não tornar legal aquilo que é ilegal, mas esses são os nossos representantes,o que só confirma aquilo dito algumas vezes por aqui: Escolha bem os seus candidatos e cobre deles o cumprimento de suas plataformas eleitorais. Sabemos que num regime democrático o total cumprimento de uma agenda eleitoral é impossível, afinal os eleitos defendem interesses de populações distintas e têm idéias diferentes sobre o que é melhor, de modo que são necessários acordos e muita colaboração para que as coisas aconteçam, porém é necessário que nós eleitores (do qual os senhores eleitos são representantes) tenhamos a consciência de cobrar deles que nos representem de acordo com nossas necessidades e vontade absoluta da maioria e não da defesa de interesses ilegais ou de uma minoria lobista. Para saber mais sobre a tal votação e de como protestar clique AQUI e para mais informações acesse AQUI.
quarta-feira, junho 09, 2010
CIDADANIA
(Kiko Moreira - republicação)
Se pegarmos o dicionário, veremos que cidadania é, substantivo feminino, "condição de cidadão" e que este é definido como "habitante de uma cidade - indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado". Nos programas que vemos nos meios de comunicação sempre aparece um especialista "de não sei das quantas" pra falar da origem etimológica da palavra, que remonta à Roma antiga, onde eram cidadãos aqueles com direito a voto e a "ter direitos" e que não eram cidadão os estrangeiros e escravos, como se isso fosse o suficiente para que o grande público finalmente aprendesse a exercer sua cidadania.
Bem. Cidadania é uma palavra muito bonita e profunda, que requer muito mais do que o exercício dos direitos civis, muito mais do que ser obrigado a votar e ainda ter que engolir a falácia de que o voto é "um dever, mas também um direito". Se a cidadania deve ser exercida ela o deve ser integralmente, de forma consciente e em todos os aspectos da vida cotidiana.
Cidadania requer coragem. Coragem de ser honesto num País onde corrupção é motivo de inveja. Coragem de se dedicar a uma causa, mesmo sabendo da dificuldade do caminho e de que muitas vezes é preciso fazer o caminho. Coragem de buscar conhecimento, mesmo sabendo que o conhecimento nos leva a uma jornada sem fim. Coragem de ter um ideal e guiar sua vida por ele, mesmo sabendo dos atritos que você irá causar. Coragem de fazer o correto apesar da conseqüências.
Cidadania é cumprir os deveres que a legislação determina, pois eles são, ou deveriam ser, para o bem comum. Cidadania é saber que não se deve jogar lixo no chão e guardar o papel do bombom no bolso até achar uma lata de lixo onde colocá-lo. Cidadania é exigir a lata de lixo. Cidadania é não ultrapassar o sinal vermelho, nem andar a mais do que o permitido. Cidadania é dedicar um tempo para si próprio e um pouco de tempo para os outros. Cidadania é poder ter esse tempo para dispor.
É cidadão o que se envolve com os problemas de seu bairro, o que lembra de quem foi seu voto na eleição e acompanha o eleito, cobrando, propondo e exigindo. É cidadão o que depois da eleição torce para que o eleito faça o correto, mesmo que não tenha sido o seu candidato, e que o apóia se suas propostas estiverem corretas, ajudando a melhorá-las se for preciso e não apenas criticando apesar dos benefícios coletivos.
Cidadania não é dada por lei ou decreto, não é encontrada em livros ou teses de doutorado, não é resolução da ONU ou matéria de prova na escola. Cidadania é conquista e toda conquista só acontece quando temos a coragem de dar o primeiro passo, sem medo das eventuais quedas que virão.
Vote bem!
Assinar:
Postagens (Atom)














