



A KIKOSOFIA é um espaço de colaboração, no qual todas as vozes são acolhidas e respeitadas. Uma revista mensal feita por pessoas como você, com ideias por vezes convergente, mas nem sempre. Um local para debates e cooperação de ideias, de descobertas e criatividade, acolhedora da arte em todas as suas formas. Lutando pelo direito e liberdade de expressão, mesmo que não concordemos com nada do que for dito. Seja BEM VINDO e BOAS LEITURAS.







Ser chamado de preguiçoso pelos cariocas
e sentir no tom de voz que eles morrem de inveja
porque aqui tudo é perto...
toda hora tá cedo...
e o trem das 11 passa às 12:30...
De modo que sempre dá pra tomar mais uma...
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Ser chamado de barbeiros pelos paulistas...
e saber que aqui não tem revezamento,
porque o ar não é poluído,
os motoristas são calmos
e o som das buzinas tocam em ritmo de axé...
ou seja: 'PAZ pra todo mundo!!!'...
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Ver os mineiros falarem da nossa culinária
e ficarem babando quando passam
na frente de uma baiana do acarajé....(Huuummm...)
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Saber que as mulheres e os homens mais lindos do pais
estão no Espírito Santo...
e ter a felicidade de saber que nas férias
eles vêm para cá ficar de joelhos...
para dizer amém na Bahia...
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Ver as loiras gaúchas e catarinenes
andando de mãos dados com os negões sarados..
Ver os mais lindos turistas no maior love...
descobrindo 'o que a baiana tem'...
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Passar no Dique receber um axé dos orixás...
seguir direto e ver a Fonte Nova
azul, vermelha e branca...
e vermelho e preto...
e os torcedores do Vitória misturados aos do Bahia...
mas... Sempre, cheia e alegre...
sem bomba, sem tiro, sem pancadaria... (certo, a Fonte desabou, mas espere pra ver a Nova)
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Ver o Pôr-do-Sol do Farol...
...da Barra, do Humaitá, de Mar Grande...
Aaaahhh... de qualquer lugar...
Pois aqui o sol se põe inteiro!
Em qualquer lugar dá pra vê-lo dormir sobre o mar...
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Passar uma tarde em Itapuã...
ao Sol que arde em Itapuã...
falar de amor em Itapuã....
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Sentar em Cira e pedir...
uma gelada, um abará e um acarajé 'cortadinho'
Vendo as pessoas passando de um lado para outro...
depois de sair do trabalho...
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Vestir branco sexta feira...
ir na Lavagem do Bonfim...
e lavar a cara....no Bonfim Ligth
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Morrer de rir quando vê na televisão
o carnaval em outros estados
com um ou dois trios elétricos falsificados
tocando na praia, e o pessoal jogando 'espuminha'
enquanto um som mecânico toca música de Bel e de Ivete.
Ver os turistas' fazendo (errado) as coreografias
que fizeram sucesso na Bahia.....
no final do ano passado (risos)
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Ir passar o Carnaval em Recife e Olinda
dançar frevo melhor que os pernambucanos
e poder curtir saudosamente aquele carnaval
de mil novecentos e antigamente
quando o tempo parou lá....
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Ir para qualquer lugar e ser logo reconhecido
onde estamos: fazemos amigos,
sabemos conversar, dançar, cantar, encantar e sorrir,
hehehe, modéstia a parte, também somos bons de cama.....
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Ir pra o Aeroclube
passear na porta de todas as boates, barzinhos,
paquerar, charlar, xavecar, arrumar namorada (o)...
tomar um chopp e gastar só um real...
isso quando não volta com troco....
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Ir pra 'Aleluia' e ver todo mundo pecando
de roupa mínima...
Ir para Piatã e Ipitanga e não ser programa de índio
Ir para o Porto da Barra
de segunda a sexta e não ver um navio...
Porque no porto da Barra só tem 'avião'.
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Não ser 'expert', mas sempre se dar bem
Não ser 'ô meu' e mandar no pedaço
Ser nordestino até Ilhéus
...do Centro-oeste até Barreiras
...sulista à partir de Porto Seguro
...e Nortista até Juazeiro...
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Ser baiano é saber que mora na maior cidade do Brasil.
As duas primeiras não são 'cidade'
...são só um monte de amontoado:
... grande isso ... grande aquilo.
Que tem tudo que uma cidade pequena deve ter
Tudo que uma cidade grande precisa;
Poder sair a noite com relógio no pulso...
sem medo de bala perdida... ou certa...
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Ser baiano é ser amigo
ser honesto e ser alegre.
É ter a consciência que mora em uma cidade
onde Deus pegou o melhor das outras partes do mundo,
encostou no mar, do lado de umas serras,
cortou por uns rios... misturou tudo
e fez uma linda cidade,
dando-lhe o nome de Seu Próprio Filho...
SALVADOR!!
É ou não coisa de baiano que não tem o que fazer???

Na primeira segunda-feira de junho de 2008 o relacionamento entre os usuários dos 28,6 milhões de domicílios brasileiros atendidos por TV por Assinatura — TV a Cabo, Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS), Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura Via Satélite (DTH) e Especial de TV por Assinatura (TVA) — e suas prestadoras serão regidos pelo Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura. O Regulamento publicado hoje (05/12) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será exigível após os próximos 180 dias, pois há a necessidade de um período para a adaptação dos prestadores dos serviços às novas regras.
O regulamento traz, entre outros, os artigos que tratam da utilização do Ponto-Extra - que permite o acesso a um canal distinto dentro do mesmo pacote do Ponto-Principal - e do Ponto-de-Extensão - que reproduz, sem qualquer alteração, o canal sintonizado no Ponto-Principal ou Ponto-Extra. Pelas novas regras, especialmente os artigos 29 e 30, a utilização de Ponto-Extra e de Ponto-de-Extensão, sem ônus, é direito do Assinante, independente do Plano de Serviço contratado com a prestadora dos serviços.
Além disso, quando solicitado pelo assinante, a prestadora poderá cobrar pela instalação, pela ativação e pela manutenção da rede interna relativos ao Ponto-Extra, o que deverá ser discriminado no documento de cobrança. Sobre a fatura, no regulamento lê-se que "o documento de cobrança deve conter os dados necessários à exata compreensão dos valores cobrados pelos serviços prestados, ser inviolável e redigido de maneira clara, inteligível, ordenada e dentro de padrão uniforme em toda a Área de Prestação do Serviço" (artigo 16).
O artigo 31 informa que o assinante pode utilizar Ponto-de-Extensão, sob sua responsabilidade e expensas, para estender o sinal do Ponto-Principal ou do Ponto-Extra a outros pontos no mesmo endereço. Além disso, o assinante pode contratar de terceiros a instalação e manutenção do Ponto-Extra ou Ponto-de-Extensão, mas, nesse caso, a prestadora não poderá ser responsabilizada por radiointerferência causada em outros serviços e o assinante passa a ser responsabilizado por danos causados aos equipamentos da prestadora (artigo 32). O assinante também deve estar atento à exigência de "somente adquirir equipamentos que possuam certificação expedida ou aceita pela Anatel, quando aplicável"( artigo 4º).
Outros pontos do regulamento são:
Devido ao interesse da sociedade, as novas regras estiveram duas vezes sob consulta pública, a primeira entre maio e junho de 2006 e a segunda entre dezembro de 2004 e fevereiro de 2005. As consultas somaram mais de duas centenas de contribuições provenientes dos segmentos interessados - assinantes, Ministério Público (Procuradorias e Promotorias Federais, Estaduais e Municipais), órgãos de proteção e defesa do consumidor e Conselho de Comunicação Social do Senado. O Regulamento foi aprovado em 11 de outubro pelo Conselho Diretor da Anatel e publicado, hoje, no Diário Oficial da União.
Fonte: ANATEL




| REPÓRTER | - Cap. Nascimento, como todo bom carioca o Sr. deve torcer para algum time do Rio, não? |
| Cap. Nascimento | - Torço, sim. Mas gosto mesmo é de torcer pescoço de traficante e maconheiro safado. |
| REPÓRTER | - Então, como capitão do BOPE, o Sr. deve torcer para o Flamengo, cujas cores lembram seu uniforme e olhos injetados. |
| Cap. Nascimento | - Tá de sacanagem comigo, moleque? Tá de sacanagem? Eu lá vou torcer pro time que a maioria dos traficantes torce? É graça, mesmo. Eu lá sentado do lado de traficante no dia seguinte a uma batida no morro. |
| REPÓRTER | - Desculpe, capitão! Então, pela reação, o Sr. deve torcer para o Vasco. |
| Cap. Nascimento | - Eu tô armado, cumpadi! Tu tá me zoando? Nr. 05, nós somos PM? Nós somos segundo lugar? |
| Nr. 05 | - Não, capitão! Nós é caveira! |
| Cap. Nascimento | - PM é que é segundo lugar. Nós é caveira. Primeirão. Vou torcer para vice???? |
| REPÓRTER | - Fluminense? |
| Cap. Nascimento | - Aqueles maconheiro viado??? Tu já viu aquela camisa toda colorida? Sabia que aquilo é time de playboyzim? |
| REPÓRTER | - Bom, então só pode ser o Botafogo. |
| Cap. Nascimento | - O mané! BOPE...Caveira... É tropa de elite!!! Num é de sofredor, não! |
| REPÓRTER | - Então, qual time é teu? |
| Cap. Nascimento | - Como é que é, seu viado? Quem meteu em quem? Nr. 03, traz o saco. Esse fudido deve ser maconheiro. Vamos conseguir umas informações. |
| REPÓRTER | - N-Não, c-capitão... não! Me expressei mal!!! È que o Sr. disse que torcia para um time do Rio. A-Achei que era uma dos grandes. S-Só queria saber qual para concluir a entrevista. |
| Cap. Nascimento | - Ih, se mijou todo, nr. 05! Tá bom, vou relevar. Torço para o Bangu. Torço para ver tudo quanto é traficante lá em Bangu I, Bangu II, ... Vi lá no Calango74. Vai lá, tem mais. |
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, realizada a partir de dados do IBGE, mostra o retrato dos usuários de cocaína, maconha e lança-perfume: homens, jovens e ricos. É o mesmo perfil dos que mais morrem no trânsito
“Sabemos que há pessoas que usam mas não declaram, por razões óbvias, ainda que haja o sigilo nas entrevistas do IBGE. Mas conseguimos chegar a um dado preciso, do ponto de vista das informações, colhidas de um número significativo de pessoas que admitiram usar drogas”, diz o pesquisador da FGV Marcelo Neri, autor do estudo apresentado ontem e intitulado O Estado da Juventude: Drogas, Prisões e Acidentes.
Especialistas na área de violência e segurança pública concordam com os dados. “Há estudos que apontam, mas de um ponto de vista empírico, que os consumidores das classes altas são importantes nesse esquema do tráfico. Agora esse estudo, ainda que subsidiado apenas pelas respostas voluntárias, comprova isso com rigor estatístico”, afirma Robson Sávio, do Centro de Estudos da Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para ele, o levantamento não só representa um retrato do consumo de drogas no país como contribui para a elaboração das políticas públicas.
Diante da incidência de jovens — especialmente na faixa dos 20 aos 29 anos — no consumo de drogas no país, ressalta Robson, o poder público deveria incrementar as campanhas educativas. “Não adianta realizar palestras pontuais, é preciso uma política de prevenção mais forte, que tenha engajamento sério da escola”, destaca o especialista. Para se ter uma idéia do problema, que começa cada vez mais precocemente, o índice de usuários declarados que têm entre 10 e 19 anos é de 36%, enquanto essa mesma faixa etária representa 17% da população total do país.
Os números mostram-se mais reveladores, no entanto, quando apontam a posição socioeconômica dos consumidores de drogas. São brancos (85%), de classe A (62%), com oito a 11 anos de estudo (60%) e que ocupam a posição de filho dentro de casa (80%), no lugar de chefes da família ou cônjuge. “Essa variável do papel de filhos, junto com todas as outras, reforça a visão do filme Tropa de elite. Acho, inclusive, que é o mérito da fita mostrar a realidade da droga no varejo e quem a consome”, afirma o pesquisador Marcelo Neri.
Para George Felipe Dantas, coordenador do núcleo de Segurança Pública do Uni-DF, o filme criou um momento político importante para que o tema seja debatido. “Essas estatísticas estão corretas, especialmente quando falamos de maconha e pó. Ao lado das mais recentes drogas sintéticas, são eles os típicos entorpecentes utilizados pela classe média”, diz Dantas, que também é consultor da Secretaria de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça.
Debate diferente
Outro dado revelador, do ponto de vista econômico dos usuários, é o acesso a sistemas de crédito no mercado financeiro. Quarenta e quatro por cento têm cartão de crédito, contra 17% da população em geral. Entre os que possuem cheque especial, o índice é de 35%, sendo que apenas 12% dos brasileiros contam com esse tipo de vantagem. Embora teoricamente mais confortáveis financeiramente, os consumidores de drogas costumam atrasar prestações de aluguel, água, luz e compras divididas. São 11%, contra 7% da população ao todo.
“(O estudo) mostra hábitos interessantes levantados ao longo da pesquisa. Cabe analisar se o costume de atrasar pagamentos tem a ver com a quantia gasta na compra de drogas”, analisa Neri. Segundo ele, o estudo pode ser um bom ponto de partida para analisar o perfil dos consumidores. “Ninguém tem condição de afirmar se os dados refletem toda a população que consome, mesmo aquela que não declara. Talvez só os traficantes tenham essa radiografia”, afirma o pesquisador. “Mas podemos intuir também que o sentimento de impunidade, e a voluntária decisão de se autodeclarar consumidor, seja maior entre os ricos.”
Presidiários
Para George Felipe Dantas, coordenador do núcleo de Segurança Pública do Uni-DF, o jovem no olho do furacão é uma questão sociológica. “Na sociedade medieval e também na moderna, o homem está mais exposto à dinâmica social, que envolve criminalidade, drogas, trânsito”, afirma o especialista. “Como explicar o jovem como grupo de risco em quase todos os problemas, inclusive doenças como Aids? Faz parte do perfil do jovem passar por riscos.”
Diferentemente das mortes no trânsito e do consumo de drogas, em que o jovem rico é o protagonista, na questão penitenciária é o pobre a maior vítima. “Não é que os hormônios tenham classe social, só o tipo de manifestação é que muda”, diz Neri. Para Dantas, nada mais típico em países de primeiro mundo que a relação entre condição social e apenamento. Ele destaca, entretanto, que as deficiências no sistema jurídico também colaboram com a situação. “O pobre não tem acesso aos instrumentos de defesa, precisa contar com defensores públicos, quando existem.”
Fonte: Correio Braziliense