segunda-feira, dezembro 10, 2007

TV PAGA: Novas regras.

Na primeira segunda-feira de junho de 2008 o relacionamento entre os usuários dos 28,6 milhões de domicílios brasileiros atendidos por TV por Assinatura — TV a Cabo, Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS), Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura Via Satélite (DTH) e Especial de TV por Assinatura (TVA) — e suas prestadoras serão regidos pelo Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura. O Regulamento publicado hoje (05/12) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será exigível após os próximos 180 dias, pois há a necessidade de um período para a adaptação dos prestadores dos serviços às novas regras.

O regulamento traz, entre outros, os artigos que tratam da utilização do Ponto-Extra - que permite o acesso a um canal distinto dentro do mesmo pacote do Ponto-Principal - e do Ponto-de-Extensão - que reproduz, sem qualquer alteração, o canal sintonizado no Ponto-Principal ou Ponto-Extra. Pelas novas regras, especialmente os artigos 29 e 30, a utilização de Ponto-Extra e de Ponto-de-Extensão, sem ônus, é direito do Assinante, independente do Plano de Serviço contratado com a prestadora dos serviços.

Além disso, quando solicitado pelo assinante, a prestadora poderá cobrar pela instalação, pela ativação e pela manutenção da rede interna relativos ao Ponto-Extra, o que deverá ser discriminado no documento de cobrança. Sobre a fatura, no regulamento lê-se que "o documento de cobrança deve conter os dados necessários à exata compreensão dos valores cobrados pelos serviços prestados, ser inviolável e redigido de maneira clara, inteligível, ordenada e dentro de padrão uniforme em toda a Área de Prestação do Serviço" (artigo 16).

O artigo 31 informa que o assinante pode utilizar Ponto-de-Extensão, sob sua responsabilidade e expensas, para estender o sinal do Ponto-Principal ou do Ponto-Extra a outros pontos no mesmo endereço. Além disso, o assinante pode contratar de terceiros a instalação e manutenção do Ponto-Extra ou Ponto-de-Extensão, mas, nesse caso, a prestadora não poderá ser responsabilizada por radiointerferência causada em outros serviços e o assinante passa a ser responsabilizado por danos causados aos equipamentos da prestadora (artigo 32). O assinante também deve estar atento à exigência de "somente adquirir equipamentos que possuam certificação expedida ou aceita pela Anatel, quando aplicável"( artigo 4º).

Outros pontos do regulamento são:

  • o usuário passará a ter direito ao recebimento, em dobro e em dinheiro, das quantias pagas em decorrência de cobrança indevida feita pela prestadora, e a não suspensão de serviço prestado sem sua solicitação, salvo por débito ou descumprimento de condições contratuais (artigo 3º);
  • em caso de interrupção do serviço superior a 30 minutos, deverá ser abatido o valor proporcional ao tempo no qual o assinante ficou sem serviço (artigo 6º);
  • o usuário pode pedir, sem ônus, a suspensão do serviço de 30 a 120 dias uma única vez a cada período de 12 meses (artigo 12);
  • a prestadora deve solucionar as reclamações ou responder aos pedidos de informação ou contestação de débitos recebidos dos assinantes no prazo máximo de 5 dias úteis. No caso de pedidos ou contestações por correspondência, o prazo máximo é de 10 dias úteis, (artigo 13);
  • o acesso telefônico ao centro de atendimento é gratuito para reclamações. Se não for reclamação, o valor máximo é o equivalente ao de uma ligação local. Além disso, o atendimento telefônico deve estar disponível diariamente das 9h às 21h (artigo 14);
  • qualquer valor novo instituído pela operadora, diferente do acordado em contrato, deverá ser previamente informado ao assinante em data anterior à cobrança e aceito por ele (artigo 17);
  • a fidelização como cláusula contratual é permitida, mas os mesmos serviços devem ser oferecidos sem a obrigação de fidelidade do assinante (artigo 27);
  • qualquer alteração promovida pela prestadora no plano de serviços contratado deve ser informada no mínimo 30 dias antes de sua implementação. Caso o assinante não se interesse pela manutenção do serviço, poderá rescindir seu contrato, sem ônus (artigo 28);
  • o preço do serviço, o índice e a periodicidade do reajuste, devem ser previstos no contrato (artigo 33);

Devido ao interesse da sociedade, as novas regras estiveram duas vezes sob consulta pública, a primeira entre maio e junho de 2006 e a segunda entre dezembro de 2004 e fevereiro de 2005. As consultas somaram mais de duas centenas de contribuições provenientes dos segmentos interessados - assinantes, Ministério Público (Procuradorias e Promotorias Federais, Estaduais e Municipais), órgãos de proteção e defesa do consumidor e Conselho de Comunicação Social do Senado. O Regulamento foi aprovado em 11 de outubro pelo Conselho Diretor da Anatel e publicado, hoje, no Diário Oficial da União.

Fonte: ANATEL

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Brasil: Políticas

A falta de vergonha dos senhores políticos que dirigem esse país deveria ser alvo de estudos acadêmicos e científicos, talvez assim pudéssemos entender o fenômeno que faz presidentes mudarem de opinião, não em favor do povo, mas a favor dos gastos mirabolantes, que exigem mais e mais dinheiro da população e nada resolvem; aliás, resolvem: Os problemas financeiros e pessoais dos "nossos representantes" sempre são resolvidos.
Querem mais dinheiro pra CPMF e o governo ameaça, diz que a saúde vai piorar se ela não for aprovada, etc. Piorar como eu não sei, pois o que se vê nas filas do SUS, é o total descaso das autoridades, faltam médicos, faltam anestesistas, equipamentos se perdem por terem sido utilizados (ou não utilizados) de forma incorreta, remédios perdem a validade em razão de entraves burocráticos e um sem número de problemas.
Claro que os investimentos são feitos todo ano, mas tais "investimentos" são feitos em razão do voto e não de quem vota e necessita das melhorias; desse modo, equipamentos e verbas são distribuídos não em razão da necessidade, de um planejamento racional, mas são feitos em razão de conchavos políticos, troca de vantagens, em troca de votos para aprovar essa ou aquela medida.
Diariamente temos visto tais acontecimentos, que já nem chocam a população que, apática, assiste a tudo isso e ainda aplaude. Não sabemos pensar coletivamente, queremos aquilo que for bom pra "mim" e aceitamos um vaga de colégio, sacos de cimento, um posto médico equipado e inútil, etc. Em troca de votos. E votamos no mal-caráter que vem sorrir na época de campanha, aproveitamos para tentar "tirar vantagem" da situação, dizemos no íntimo e muitas vezes escancaradamente "Ele vai roubar mesmo, deixa eu pegar logo alguma coisa". E assim vamos levando mais e mais hipócritas ao poder e engolindo "as metamorfoses ambulantes" os "esqueçam o que eu escrevi".
A CPMF vai ser aprovada, assim como o Renan foi absolvido; os gastos públicos vão continuar aumentando e o dinheiro da arrecadação de impostos vai bater novos recordes, mas esse dinheiro provavelmente vai continuar bancando banheiras de hidromassagem nos apartamentos funcionais e outras cositas mais...

quinta-feira, novembro 29, 2007

Mudamos... e ainda somos os mesmos

Já cantava a Elis Regina: "Minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos..."

  • Diziam que os impostos no País eram absurdos, que a carga tributária era um sinal do descaso do governo com os pobres, pois estes é quem mais sofriam com a fome do leão... E a no entanto a carga tributária e os recordes de arrecadação nunca foram tão grandiosos;
  • Diziam que a CPMF era um imposto injusto, anticonstitucional, que taxa a todos sem considerar a renda do contribuinte, diziam que era mais uma forma do governo poder gastar mais e que uma contribuição provisória não podia se perpetuar indefinidamente... Mas estão querendo prorrogá-la mais uma vez;
  • Diziam que o governo gastava demais, contratava demais, que a máquina pública era muito dispendiosa por ser gigantesca e ineficiente... Mas agora defendem mais contratações, mais gastos e nem falam em austeridade em relação aos gastos do governo;
  • Diziam que o lucros dos bancos era fruto de uma especulação injusta e imoral, resultado de conluios escusos entre o governo e os grandes grupos financeiros ou, resultante da falta de mecanismos de controle eficazes e livres de influência externa e interna.... Mas os bancos continuam lucrando cada mais, enquanto leis que poderiam beneficiar a população nas relações bancárias, são adiadas diante que qualquer pressão financeira (vide as tais contas salário, cujo validade foi adiada de janeiro de 2007 para 2012);
  • Diziam que a corrupção era resultado de relações espúrias entre o governo e o mal empresariado e que a honestidade seria algo sagrado no novo governo... Mas nunca se ouviu falar tanto em corrupção e desonestidade quanto agora;
  • Diziam que o governo era fraco, por desconhecer particularidades do sistema e que isso facilitava o uso "da máquina" para facilitar a corrupção... Mas o governante nuca sabe de nada e crê com veemência na inocência de todos, apesar da provas em contrário;
  • Diziam que a democracia é a mola mestra que deveria mover o mundo e que seria ela a nortear todas as ações de governo... Mas apoiamos países que exploram o trabalho infantil e tratamos candidatos a ditadores autoritários como "hermanos";
  • Diziam tanto sobre a humildade... Mas ameaçam arrogantemente quando se vêm contrariados.
Diria o Cazuza: "Não me convidaram pra essa festa pobre, que os homens armaram pra me convencer a pagar sem ver, toda essa droga...." - Renato Russo completaria: "Que País é esse?"

Cerveja



Dizem por aí que a cerveja é prejudicial a saúde, será?! Preocupado com isso, o instituto de pesquisas sócio-deturpativas de choppsservidus, na Noruega, após longas discussões e elucubrações devidamente ambientadas num barzinho da Liberdade, ao som do Araketu e comendo um acarajé bem apimentado, chegou às seguintes conclusões:


  • CERVEJA MATA? Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por 1 caixa de cerveja que caiu de um caminhão levando-o a morte instantanea. Além disso, casos de infarto do miocardio em idosos teriam sido associados às propagandas de cervejas com modelos.

  • O USO CONTINUO DO ALCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?Não, o alcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca de 900 gramas.

  • A CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA? Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem whisky.

  • MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO? Sim. Está provado que, nas blitz, a polícia nunca pede o teste do bafômetro pras gestantes... . E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha reta, sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.

  • CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS? Não. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada 1 caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um por um diante do espelho. Em nenhum dos casos, os reflexos foram alterados.

  • EXISTE ALGUMA RELAÇÃO ENTRE BEBIDA E ENVELHECIMENTO? Sim. A bebida envelhece muito rápido... Para se ter uma idéia, se você deixar uma garrafa ou lata de cerveja aberta ela perderá o seu sabor em aproximadamente quinze minutos.

  • A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR? Não, pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas com a venda de cerveja nas cantinas e bares na esquina.

  • O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES? Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laboratórios de renome e todas indicam, em primeiríssimo lugar, o garçom.

  • CERVEJA ENGORDA? Não. O que engordam são os salgadinhos, ovos de codorna, coxas de galinha, frituras, etc. Que costumam acompanhar a cerveja.


  • A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA? Não que eu me lembre.


segunda-feira, novembro 26, 2007

Fonte Nova: Tragédia profetizada


Dizem que a história costuma se repetir, no caso da recente tragédia ocorrida no estádio Otávio Mangabeira, popularmente conhecido como "estádio da Fonte nova" - devido ao fato de estar situado bem ao lado da ladeira da fonte, onde realmente existe uma fonte de água natural - a coisa não podia ser mais verdadeira e já profetizada há décadas pelos "mau-agouristas" de plantão. Meu pai estava na "Fonte" em março de 1971, durante o jogo entre Bahia e Grêmio (jogaram também Vitória e Flamengo), dia da reinauguração do estádio (construído em 1951), que havia sido ampliado, quando um dos refletores estourou, criando a maior confusão, já que as pessoas acreditaram que o estádio estava desabando, várias pessoas saíram feridas e três acabaram morrendo na correria do "salve-se quem puder". Pai diz que viu muita gente ser pisoteada e ele mesmo quase o foi, junto com os primos que o acompanhavam e, que graças aos santos e orixás da Bahia, conseguiram sair de lá ilesos.

Naquela época o estádio não desabou, mas no imaginário popular a cena sempre foi visualizada como algo possível e próximo. - Quem já esteve no anel superior num dia de final de campeonato, sabe bem o que eu digo. - A diversão de muita gente sempre foi ver as arquibancadas balançando a cada lance emocionante; estar lá em cima era empolgante e assustador.

Não era de hoje que a Fonte precisava de reformas, seus problemas não apareceram nos últimos meses e nem foram detectados apenas em razão da pretensão à sediar jogos da Copa de 2014 (O estádio nunca teve a mínima condição para isso), eles vêm se acumulando há anos, frutos de uma série de descasos governamentais e das entidades esportivas, que sempre visaram o lucro fácil através da exploração do "vício do povo".

Os dois "únicos" times baianos acumulam recordes de público, mesmo estando nas divisões inferiores do "brasileirão", seus torcedores choram e se desesperam, imploram aos orixás que "fechem o gol" de seus times favoritos e dão um verdadeiro espetáculo de amor e fidelidade nos estádios; nem por isso são agraciados com desempenhos memoráveis de seus times; na maioria das vezes ocorre justamente o contrário: desempenho medíocre e desapaixonado. Parece que só mesmo a fé tem ajudado nas campanhas do campeonato.

Há muito que o torcedor baiano merece mais respeito, um estádio mais moderno e confortável, com melhor acesso e segurança, sem os preços absurdos cobrados por cambistas de "coluio" com dirigentes e administradores. A tragédia atual, na qual morreram 07 pessoas (poderiam ter sido muitas mais), serviu apenas para nos mostrar o quanto o descaso com o povo vigora nos meios políticos, administrativos e esportivos. Agora, os oportunistas falam que avisaram e os responsáveis dizem que não foram avisados; fica-se por isso mesmo: Vidas perdidas, estádio vazio....

Mas não se preocupem, vem mais uma obra faraônica por aí, afinal o show não pode parar e futebol também dá voto. 2014, demolindo um estádio ou construindo outro, teremos nossa copa.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Baianidades...


Todo mundo sabe que a Bahia é a terra da alegria, mas não basta nascer aqui pra ser chamado de baiano, que aliás, como bem o disse Gil ou Caetano (não lembro e tô com "priguiça" de procurar), não nasce, estréia. Então, se você é nascido aqui ou tem amigos que o são, verifique abaixo o índice de baianidade, se não se enquadrar, sinto muito, mas você tá mais pra outra coisa, baiano não.


1. Você fica "virado (a) na porra" quando chove no fimde semana;
2. Agüenta comer pelo menos 2 acarajés sem passar mal;
3.Chama seu amigo de "corno", "viado"; sacana; sua amiga de "nigrinha", “piriguete" , "Putena" e eles não se incomodam;
4. Acha normal comer um "cacetinho" ou uma "vara";
5. Acha legal ficar horas na fila do ferry pra passar o feriadão em uma casa com mais 30 pessoas;
6. Já "comeu água" no Chuleta;
7.Vive se perdendo no Pelourinho;
8. Chama Graça de "Gáu', Wagner de "Váu", Gilberto de "Gil";
9. Mata o gerúndio: - Qué qui cê tá FAZENO? Eu tô DURMINO";
11. Fica "rumando" sabonete, alfazema e um monte de tranqueira no mar no dia 02 de fevereiro;
12. Marca um compromisso pra "de hoje a oito";
13. Já chamou carinhosamente alguém de "tio", "esse menino" ou "coisinha";
14. Fala "na moral", em vez de "por favor";
15. Acha compreensivo o diálogo, numa esquina do Curuzu: - Coléde mermo, broder? – É niúma!!! - Vô pro reggae, táligado?... Vô cumê água com os cara!! – Vá nessa, véi! - Falô, maluco";
16. Acha legal quando dizem que você é "miseravão" ou "putão";
17. É "casquinha" o ano todo, mas abre a mão pra comprar o abadá "Chicretão";
18. Insiste em chamar o "Aeroporto Internacional Deputado Luis Eduardo Magalhães" de "Dois de Julho";
19. Já comeu moqueca de miolo, xinxim de bofe, sarapatel, mininico de carneiro, dobradinha, mocotó, buchada, rabada... E gostou!
20. Não vai embora, "se pica", "parte a mil", "se sai";
21. Despede-se com um sonoro "fuiiiiiiiiii";
22. Durante o jogo não diz: "Vamos Bahia!" mas fala: RUMBORA BAÊÊÊÊÊÊÊA, MINHA PÔRRA... SUA MIZERA!!!


Confira:

de 00 a 05 itens - Ih! Você deve ter nascido lá pras bandas do Rio Grande, Tchê!

de 05 a 10 itens - Olhe, meu rei! Você pode até ter uma tia nascida por aqui, mas...

de 10 a 15 itens - Ôxi! tú é baiano de que interiô, mermo?!

de 15 a 20 itens - Ói, mizi fiú, mãe Naninha disse pra tú passá lá no dia da bença, que ela qué jogá os búziu pra tú...

acima de 20 - Porra véio! dêxa de sombra, que a porra tá pegando no Pelô e eu não quero perder as piriguete do Garcia, rumbora sacana!

quarta-feira, novembro 21, 2007

Brasil - maluquices

No meio do caos em que vivemos, com a insegurança rondando diariamente as nossas mentes e transformando figuras fictícias-reais em heróis da guerra urbana (vide o sucesso do Capitão Nascimento), quando deveriam servir para denunciar o desprezo dado ao longo de nossa história à segurança da população, não é de se espantar que surjam inúmeras propostas esdrúxulas e totalmente inócuas travestidas de solução.

Uma dessas proposta é a do Senador Pompeo de Matos (PDT-RS). Uma transloucada tentativa de facilitar o acesso de armas à população; alega o senador que a atual legislação, somente contribui para a ilegalidade do porte e para o descontrole da quantidade de armas existentes no país. Bem, controle nunca houve mesmo, sequer sabemos as diversas rotas de entrada da armas de fogo no Brasil ou mesmo controlar a venda ilegal de armas apreendidas por policiais ou roubados de quartéis. Não temos um patrulhamento efetivo das nossas fronteiras, seja marítima, aérea ou física, pois nossas Forças Armadas estão a deriva dos investimentos. Fruto de uma visão errônea de que somos um País vivendo pacificamente e sem inimigos - Esquecem os traficantes que invadem nossas fronteiras, dos contrabandistas, dos interesses internacionais em nossas riquezas (já disseram que querem nossa Amazônia - e isso não foi considerado ato de intenção hostil a longo prazo???). Esquecem que a defesa pátria não ocorre apenas em tempos de guerra e que as forças armadas devem estar fortalecidas para assegurar a soberania - o senhor Chaves sabe muito bem disso - e proteger os cidadãos.

Voltando à proposta do senador, liberar mais armas legalmente (diminuindo as exigências e permitindo a mais pessoas poderem adquiri-las) não vai causar nenhuma diminuição da violência, antes disso, causará um implemento dessa violência; concordo que o alto custo de legalizar uma arma (somente para efeitos de registro já que o porte civil acabou, salvo algumas exceções) acaba levando muitas pessoas à clandestinidade, baratear esse custo daria condições de melhor controle para o governo, mas não são essas as armas responsáveis pela violências na ruas.

Querem propostas sérias de combate à violência? Então comecem a discutir mais investimentos na preparação e reciclagem dos policiais, combate à corrupção nos diversos setores do governo, criação de mecanismos eficazes de controle da venda de bebida alcoólica, criação de clínicas públicas para tratamento de drogados e alcoólatras, maior fiscalização e punição severa para motoristas bêbados, proibição da venda de bebidas em determinados locais e horários (o que, aliás, já demonstrou ser um fator preponderante na diminuição da violência em algumas cidades onde foi implementada), investimentos sociais na favelas, mudanças no estatuto da criança e do adolescente, diminuição dos privilégios políticos, redução dos recursos possíveis na esfera judiciária, criação de um regime penitenciário mais severo e mais humano (onde o preso fosse tratado com dignidade, mas sob um regime disciplinar austero e sem privilégios individuais - afinal disciplina não "desumaniza" ninguém), que possibilitasse a reeducação do preso (onde ele seria obrigado a estudar e trabalhar - preso não pode ter os mesmos direitos de quem sempre seguiu a lei, claro que ele deve ser tratado com respeito, mas isso não quer dizer que ele deva ser tratado com condescendência).

Se os nossos políticos um dia pararem de olhar o próprio umbigo e começarem a pensar no que é melhor para a população, ouvi-la e se dedicarem a causa pública, aí começaremos a ter o Brasil que todos sonhamos.

sexta-feira, novembro 09, 2007

BOPE ARGENTINO



Quem disse que nossos "hermanos" não possuem uma força policial eficiente e preparada??

Cap. Nascimento e o futebol

REPÓRTER

- Cap. Nascimento, como todo bom carioca o Sr. deve torcer para algum time do Rio, não?

Cap. Nascimento

- Torço, sim. Mas gosto mesmo é de torcer pescoço de traficante e maconheiro safado.

REPÓRTER

- Então, como capitão do BOPE, o Sr. deve torcer para o Flamengo, cujas cores lembram seu uniforme e olhos injetados.

Cap. Nascimento

- Tá de sacanagem comigo, moleque? Tá de sacanagem? Eu lá vou torcer pro time que a maioria dos traficantes torce? É graça, mesmo. Eu lá sentado do lado de traficante no dia seguinte a uma batida no morro.

REPÓRTER

- Desculpe, capitão! Então, pela reação, o Sr. deve torcer para o Vasco.

Cap. Nascimento

- Eu tô armado, cumpadi! Tu tá me zoando? Nr. 05, nós somos PM? Nós somos segundo lugar?

Nr. 05

- Não, capitão! Nós é caveira!

Cap. Nascimento

- PM é que é segundo lugar. Nós é caveira. Primeirão. Vou torcer para vice????

REPÓRTER

- Fluminense?

Cap. Nascimento

- Aqueles maconheiro viado??? Tu já viu aquela camisa toda colorida? Sabia que aquilo é time de playboyzim?

REPÓRTER

- Bom, então só pode ser o Botafogo.

Cap. Nascimento

- O mané! BOPE...Caveira... É tropa de elite!!! Num é de sofredor, não!

REPÓRTER

- Então, qual time é teu?

Cap. Nascimento

- Como é que é, seu viado? Quem meteu em quem? Nr. 03, traz o saco. Esse fudido deve ser maconheiro. Vamos conseguir umas informações.

REPÓRTER

- N-Não, c-capitão... não! Me expressei mal!!! È que o Sr. disse que torcia para um time do Rio. A-Achei que era uma dos grandes. S-Só queria saber qual para concluir a entrevista.

Cap. Nascimento

- Ih, se mijou todo, nr. 05! Tá bom, vou relevar. Torço para o Bangu. Torço para ver tudo quanto é traficante lá em Bangu I, Bangu II, ...


Vi lá no Calango74. Vai lá, tem mais.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Droga de Elite

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, realizada a partir de dados do IBGE, mostra o retrato dos usuários de cocaína, maconha e lança-perfume: homens, jovens e ricos. É o mesmo perfil dos que mais morrem no trânsito

A discussão levantada pelo filme Tropa de elite sobre a colaboração das classes mais abastadas na manutenção da venda de drogas ganhou munição estatística. Pesquisa divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que o consumidor de entorpecentes no Brasil é homem, jovem e da classe A. O estudo, feito com base nos dados de 2003 sobre orçamento familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considera a situação dos que declararam utilizar maconha, cocaína ou lança-perfume. Foram ouvidas no levantamento feito pelo IBGE 180 mil pessoas, das quais 0,06% disseram consumir drogas.

“Sabemos que há pessoas que usam mas não declaram, por razões óbvias, ainda que haja o sigilo nas entrevistas do IBGE. Mas conseguimos chegar a um dado preciso, do ponto de vista das informações, colhidas de um número significativo de pessoas que admitiram usar drogas”, diz o pesquisador da FGV Marcelo Neri, autor do estudo apresentado ontem e intitulado O Estado da Juventude: Drogas, Prisões e Acidentes.

Especialistas na área de violência e segurança pública concordam com os dados. “Há estudos que apontam, mas de um ponto de vista empírico, que os consumidores das classes altas são importantes nesse esquema do tráfico. Agora esse estudo, ainda que subsidiado apenas pelas respostas voluntárias, comprova isso com rigor estatístico”, afirma Robson Sávio, do Centro de Estudos da Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para ele, o levantamento não só representa um retrato do consumo de drogas no país como contribui para a elaboração das políticas públicas.

Diante da incidência de jovens — especialmente na faixa dos 20 aos 29 anos — no consumo de drogas no país, ressalta Robson, o poder público deveria incrementar as campanhas educativas. “Não adianta realizar palestras pontuais, é preciso uma política de prevenção mais forte, que tenha engajamento sério da escola”, destaca o especialista. Para se ter uma idéia do problema, que começa cada vez mais precocemente, o índice de usuários declarados que têm entre 10 e 19 anos é de 36%, enquanto essa mesma faixa etária representa 17% da população total do país.

Os números mostram-se mais reveladores, no entanto, quando apontam a posição socioeconômica dos consumidores de drogas. São brancos (85%), de classe A (62%), com oito a 11 anos de estudo (60%) e que ocupam a posição de filho dentro de casa (80%), no lugar de chefes da família ou cônjuge. “Essa variável do papel de filhos, junto com todas as outras, reforça a visão do filme Tropa de elite. Acho, inclusive, que é o mérito da fita mostrar a realidade da droga no varejo e quem a consome”, afirma o pesquisador Marcelo Neri.

Para George Felipe Dantas, coordenador do núcleo de Segurança Pública do Uni-DF, o filme criou um momento político importante para que o tema seja debatido. “Essas estatísticas estão corretas, especialmente quando falamos de maconha e pó. Ao lado das mais recentes drogas sintéticas, são eles os típicos entorpecentes utilizados pela classe média”, diz Dantas, que também é consultor da Secretaria de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça.


Debate diferente

Sávio, da UFMG, comemora o novo debate sobre o tráfico de drogas, saindo do cenário do morro e do traficante como personagem principal, e chegando ao consumidor. “A parte da distribuição e do consumo sempre foi muito pouco discutida. Agora é que esse tema veio à tona”, diz o especialista em segurança pública e violência. Ele teme, porém, que o debate seja distorcido. “Criminalizar, a partir de agora, o usuário, também não resolverá o problema”, diz. “O que precisa ser feito é ampliar e fortalecer as políticas de tratamento, encarando a droga como questão de saúde pública.”

Outro dado revelador, do ponto de vista econômico dos usuários, é o acesso a sistemas de crédito no mercado financeiro. Quarenta e quatro por cento têm cartão de crédito, contra 17% da população em geral. Entre os que possuem cheque especial, o índice é de 35%, sendo que apenas 12% dos brasileiros contam com esse tipo de vantagem. Embora teoricamente mais confortáveis financeiramente, os consumidores de drogas costumam atrasar prestações de aluguel, água, luz e compras divididas. São 11%, contra 7% da população ao todo.

“(O estudo) mostra hábitos interessantes levantados ao longo da pesquisa. Cabe analisar se o costume de atrasar pagamentos tem a ver com a quantia gasta na compra de drogas”, analisa Neri. Segundo ele, o estudo pode ser um bom ponto de partida para analisar o perfil dos consumidores. “Ninguém tem condição de afirmar se os dados refletem toda a população que consome, mesmo aquela que não declara. Talvez só os traficantes tenham essa radiografia”, afirma o pesquisador. “Mas podemos intuir também que o sentimento de impunidade, e a voluntária decisão de se autodeclarar consumidor, seja maior entre os ricos.”

Presidiários

É também o jovem que protagoniza o problema carcerário e a mortalidade no trânsito do país. Um esquema estatístico elaborado pela FGV, de acordo com dados da população penitenciária brasileira, apontou os fatores de risco que podem levar uma pessoa a se tornar presidiária. O perfil mais crítico é o do homem, solteiro, com idade entre 18 e 35 anos, migrante, com seis ou menos anos de estudo e de cor parda ou negra. A variável de risco mais preponderante, porém, é o sexo. Homens têm cinco vezes mais chances de serem presos que mulheres.

No caso do trânsito, é também o homem, e jovem, a maior vítima. Dados de 2005 do Ministério da Saúde mostram que, numa população de 100 mil habitantes, morrem 45,39 homens e oito mulheres. Todos na faixa etária dos 15 aos 19 anos. Dos 20 aos 29, essa proporção passa de 18,32 homens para 2,88 mulheres. A pesquisa ressalta, entretanto, que o número de desastres fatais caiu quase 6% de 1992 a 2004.

Para George Felipe Dantas, coordenador do núcleo de Segurança Pública do Uni-DF, o jovem no olho do furacão é uma questão sociológica. “Na sociedade medieval e também na moderna, o homem está mais exposto à dinâmica social, que envolve criminalidade, drogas, trânsito”, afirma o especialista. “Como explicar o jovem como grupo de risco em quase todos os problemas, inclusive doenças como Aids? Faz parte do perfil do jovem passar por riscos.”

Diferentemente das mortes no trânsito e do consumo de drogas, em que o jovem rico é o protagonista, na questão penitenciária é o pobre a maior vítima. “Não é que os hormônios tenham classe social, só o tipo de manifestação é que muda”, diz Neri. Para Dantas, nada mais típico em países de primeiro mundo que a relação entre condição social e apenamento. Ele destaca, entretanto, que as deficiências no sistema jurídico também colaboram com a situação. “O pobre não tem acesso aos instrumentos de defesa, precisa contar com defensores públicos, quando existem.”

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, outubro 30, 2007

Curiosodades curiosas

- ALGUMAS COISAS QUE NUNCA LEMBRAMOS:

Os Sete Pecados Capitais :
. Gula
. Avareza
. Soberba
. Luxúria
. Preguiça
. Ira
. Inveja

Os Dez Mandamentos:

1º - Amar a Deus sobre todas as coisas
2º - Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º - Guardar domingos e dias de festa
4º - Honrar pai e mãe
5º - Não matar
6º - Não pecar contra a castidade
7º - Não furtar
8º - Não levantar falso testemunho
9º - Não desejar a mulher do próximo
10º - Não cobiçar as coisas alheias

Os Três Reis Magos:

O árabe Baltazar: Trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
O indiano Belchior: Trazia ouro, significando a sua realeza.
O etíope Gaspar: Trazia mirra, significando a sua humanidade.

Os Doze Apóstolos:

1 - Simão Pedro
2 - Tiago ( o maior )
3 - João
4 - Filipe
5 - Bartolomeu
6 - Mateus
7 - Tiago ( o menor )
8 - Simão
9 - Judas Tadeu
10 - Judas Iscariotes
11 - André
12 - Tomé.

* Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar.

Os Doze Profetas do Antigo Testamento:

1 - Isaías
2 - Jeremias
3 - Jonas
4 - Naum
5 - Baruque
6 - Ezequiel
7 - Daniel
8 - Oséias
9 - Joel
10 - Abdias
11 - Habacuque
12 - Amos

Os Sete Sábios da Grécia Antiga:
1 - Sólon
2 - Pítaco
3 - Quílon
4 - Tales de Mileto
5 - Cleóbulo
6 - Bias
7 - Períandro

As Musas da Mitologia Grega ( a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes)

1 - Urânia ( astronomia )
2 - Tália ( comédia )
3 - Calíope ( eloqüência e epopéia )
4 - Polímnia ( retórica )
5 - Euterpe ( música e poesia lírica )
6 - Clio ( história )
7 - Érato ( poesia de amor )
8 - Terpsícore ( dança )
9 - Melpômene ( tragédia )

As Sete Cores do Arco-Íris:
. Vermelho
. Laranja
. Amarelo
. Verde
. Azul
. Anil
. Violeta

II - O QUE SEMPRE PERGUNTAM E VOCÊ NÃO SABE


As Sete Maravilhas do Mundo:

1 - As Pirâmides do Egito
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilônia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso ( Também conhecido como O Túmulo de máusolo em Éfeso )
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.

As Novas 7 Maravilhas do Mundo:
1. Brasil - Cristo Redentor (Christ Redeemer), Rio de Janeiro*
2. China - Grande Muralha da China (Great Wall of China)
3. Índia - Taj Mahal (Taj Mahal)*
4. Itália - Coliseu (The Colosseum), Roma
5. Jordânia - Petra (Petra)*
6. México - Pirâmides de Chichén Itzá (Chichen Itza), Yucatan
7. Peru - Machu Picchu (Machu Picchu)*

Você Sabia ????

1 - Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: " O Killed " ( zero mortos ).. Daí surgiu a expressão " O.K. ". Para indicar que tudo está bem.

2 - Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se referir a São José, diziam sempre " Pater Putativus ", ( ou seja: "Pai Suposto" ) abreviando em P.P .".
Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os "José" de "Pepe".

3 - Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história:
. Espadas: Rei David ( Israel )
. Paus: Alexandre Magno ( Grécia/Macedônia )
. Copas: Carlos Magno ( França )
. Ouros: Júlio César ( Roma )

4 - No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus "... O problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos " como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A idéia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?

5 - Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo ( os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos ) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio sempre repetia " Kan Ghu Ru ", e portanto o adaptaram ao inglês, " kangaroo" ( canguru ).
Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo ".

6 - A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar, e o índio respondeu " Yucatán ". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando " Não sou daqui ".

7 - Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D.Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto).
Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um " O " no final do nome. O erro permanece até hoje.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Wagner Moura defende "Tropa de Elite"


Em artigo ao Globo, Wagner Moura diz que 'Tropa de elite' não é fascista

Publicada em 25/09/2007 às 08h35m
Wagner Moura


Escrevo instigado pelo bom texto do Arnaldo Bloch (leia o artigo na íntegra aqui) sobre a sessão de estréia de "Tropa de elite" . E respondo categórico à sua pergunta: Não, "Tropa de elite" não é fascista. Não é possível que alguém que tenha visto "Ônibus 174", um dos filmes mais humanistas dos últimos tempos, possa achar que o Zé Padilha (o diretor) tenha feito um filme fascista. Mas também fico preocupado quando vejo o capitão Nascimento ser tratado como herói. Fico pensando como reagiria ao filme uma platéia sueca. Não creio que pensariam naqueles policiais torturadores como heróis, assim como muita gente que vê o filme aqui também não pensa. Talvez os suecos não precisem de heróis. Talvez, aí sim uma tragédia, fascistas estejamos nos tornando nós, brasileiros, cidadãos carentes de uma política de segurança pública qualquer, que vemos naqueles policiais honestos, bem treinados, mas desrespeitadores dos direitos humanos mais elementares, a solução para o caos em que estamos metidos. Compartilhei contigo, Arnaldo, a vontade de vomitar o pastel de cordeiro no Odeon. Mas, na minha opinião, "Tropa de elite" contribui com o mais importante em épocas de crise: o debate (inimigo do fascismo). O filme traz um ponto de vista fundamental para se entender e discutir segurança pública, o olhar do policial. Eu, particularmente, discordo do capitão Nascimento em quase tudo, mas não posso deixar de ver a importância de entender seu pensamento como fundamental para o debate sobre violência no Brasil, já que é ele, assim como os traficantes e os moradores de favela, quem vive diretamente essa guerra particular, como nos ensinou, não por acaso, o capitão Rodrigo Pimentel, roteirista do "Tropa de elite", no seminal "Notícias de uma guerra particular", de João Moreira Salles.


Acho que o "Tropa", além dos méritos artísticos que tem, talvez já seja o filme pós-retomada que mais suscitou debates, a começar pela questão da pirataria, exaustivamente discutida. E não vejo, no Brasil de hoje, debate mais importante do que violência e segurança pública. Segurança pública não tem mais a ver só com a tragédia das vidas que se vão por conta da guerra polícia-tráfico-com-moradores-no-meio. Tem a ver, por exemplo, com aumento de verbas para a Previdência e para a Saúde. E, quando falo de violência urbana, quero lembrar que se para nós, moradores da Zona Sul, maioria na sessão do Odeon, a chapa já tá quente há muito tempo, imaginem para quem não pode sair de sua casa por ordem de um traficante, quem tem que passar a noite no chão com medo de bala perdida, quem é esculachado e desrespeitado pela polícia, quem não pode falar com o parente da comunidade vizinha por ordem do poder oficial, ocupante do vácuo deixado pelo poder instituído que, por sua vez, vem historicamente negligenciando essas pessoas. Isso é um fato: as maiores vítimas da violência urbana no Brasil são os moradores das favelas, e o filme mostra isso. Estou convicto: não há armas mais poderosas de combate à violência do que educação, cultura, lazer, esporte, bem-estar social e geração de emprego. É assim que o capitão Storani, oficial do Bope reformado que nos auxiliou no treinamento para o filme, tem tentado combater a violência em sua gestão como secretário de Segurança num município da Baixada. E, mais uma vez, recorro ao capitão Pimentel, na maravilhosa entrevista a João Moreira: "Enquanto o único braço do poder público que sobe a favela for a polícia, não haverá solução."

Pimentel foi também o primeiro policial que eu vi defender a legalização do consumo de drogas, que o Arnaldo reclamou não constar nos debates do núcleo PUC do filme, onde o Zé Padilha estudou. E acho que já passou da hora mesmo de discutir esse assunto com honestidade. Capitão Nascimento põe sua vida em risco todos os dias para lutar uma guerra inútil contra o tráfico e responsabiliza os consumidores pela sua tragédia pessoal. Essa tem sido inclusive uma bandeira defendida por órgãos oficiais de combate às drogas. É lógico que há uma responsabilidade individual nisso, e eu conheço muita gente que deixou de fumar maconha para não alimentar o tráfico. Mas não creio que essa campanha seja mais eficaz do que a legalização do consumo. O uso de drogas existe desde que o mundo é mundo e não vai ser a repressão que vai acabar com o consumo. Mas a legalização pode acabar com o tráfico. Eu vejo o consumidor como o elo mais fraco da cadeia. Combatê-lo é contraproducente. O abuso e o vício devem ser tratados como problemas de saúde pública. O tráfico é que é questão de segurança pública. É o tráfico que arrasta os jovens de periferia para a morte e tenho certeza de que morre muito mais gente na guerra do tráfico do que de overdose. De que forma fazer, eu não sei, mas acho que já passou mesmo da hora de discutir o que me parece óbvio e acredito que o filme contribui com isso. Só mais um dado: sabe de quem partiu a idéia de legalizar as drogas na Holanda? Da polícia, parceiro.

Wagner Moura é ator e protagonista do filme "Tropa de elite"

segunda-feira, setembro 24, 2007

Nós de gravata: Finalmente desvendados...

O serviço de utilidade pública do Kikosofia traz pra vocês o guia ilustrado de nós em gravata, agora os seus problemas se acabaram-se...


Essa é a versão fresca...

Surrupiado descaradamente daqui.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Pato Donald agride puma.

No vídeo a luta entre os mascotes dos times de futebol americano das Universidades do Oregon e Houston , nos Estados Unidos, ocorrida no último dia 14 de setembro. Depois de ter sido imitado pelo puma que defende as cores do Houston, o "Pato Donald" agiu tal o seu equivalente em quadrinhos, perdendo totalmente a calma e partindo para agressão com socos e pontapés. O irritadinho foi suspenso por um jogo.

terça-feira, setembro 18, 2007

CPMF? Sou contra!


Vamos ajudar a essa campanha pelo fim da CPMF!

Acessem o site www.xocpmf.com.br e assinem o abaixo assinado! DIVULGUEM! Pelo fim da CPFM!

Oração de perdão...

O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus nem existe mais... Mas aqui neste nosso país o filme ainda é o mesmo....


ORAÇÃO

Senhor, tende piedade de nós


Pelo projeto político do deputado Clodovil
Pelo "espetáculo do crescimento" que até hoje ninguém viu
Pelas explicações sucintas do ministro Gilberto Gil

Senhor, tende piedade de nós

Pelo jeitinho brejeiro da nossa juíza
Pelo perigo constante quando Lula improvisa
Pelas toneladas de botox da Dona Marisa

Senhor, tende piedade de nós

Pelo Marcos Valério e o Banco Rural
Pela casa de praia do Sérgio Cabral
Pelo dia em que Lula usará o plural

Senhor, tende piedade de nós

Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz
Pelo "nunca antes nesse país"
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis

Senhor, tende piedade de nós

Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha
Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha

Senhor, tende piedade de nós

Pela importante missão do astronauta brasileiro
Pelos tempos que Lorenzetti era só marca de chuveiro
Pelo Freud que "não explica" a origem do dinheiro

Senhor, tende piedade de nós

Pelo casal Garotinho e sua cria
Pelos pijamas de seda do "nosso guia"
Pela desculpa de que "o presidente não sabia"

Senhor, tende piedade de nós

Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar

Senhor, tende piedade de nós

Pela "queima do arquivo" Celso Daniel
Pela compra do dossiê no quarto de hotel
Pelos "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel

Senhor, tende piedade de nós

Pelas opiniões do prefeito César Maia
Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia
Pela primeira dama catando conchinha na praia

Senhor, tende piedade de nós

Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam
Pelos aplausos "roubados" do Kofi Annan
Pelo lindo amor do "sapo barbudo" por sua "rã"

Senhor, tende piedade de nós

Pela Heloisa Helena nua em pêlo
Pela Jandira Feghali e seu cabelo
Pelo charme irresistível do Aldo Rebelo

Senhor, tende piedade de nós

Pela greve de fome que engordou o Garotinho
Pela Denise Frossard de colar e terninho
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho

Senhor, tende piedade de nós

Pela volta triunfal do "caçador de marajás"
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais

Senhor, tende piedade de nós

Pela eterna farra dos nossos banqueiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou "conselheiro"

Senhor, tende piedade de nós

Pela máfia dos "vampiros" e "sanguessugas"
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga

Senhor, tende piedade de nós

Pelos "meninos aloprados" envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança

Senhor, tende piedade de nós

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta

Senhor, tende piedade de nós

Pela invejável cultura da Adriana Galisteu
Pelo "picolé de xuxu" que esquentou e derreteu
Pela infinita bondade do comandante Zé Dirceu

Senhor, tende piedade de nós

Pela eterna desculpa da "herança maldita"
Pelo "chefe" abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita

Senhor, tende piedade de nós

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo "compañero" Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana

Senhor, tende piedade de nós

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na "m"

Senhor, tende piedade de nós

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha

Senhor, tende piedade de nós

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela

Senhor, tende piedade de nós

Pelo crescimento do PIB igual do Haití
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy

Senhor, tende piedade de nós

Por fim
Para que possamos festejar juntos os próximos natais

Senhor, dái-nos a paz


Dezembro 2006 (Hugo Hamann)

Retirado de http://blogdacaotica.blogspot.com/ com muito respeito, afinal é uma oração profunda.

Tropa de elite e considerações sobre violência

Policiais do BOPE entraram com uma ação na justiça solicitando a proibição da exibição do filme "Tropa de elite"; alegaram que a película denegria a imagem do Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro, não obtiveram sucesso. A juíza, acertadamente, alegou em sua decisão que o filme não apresenta nada que corrobore o argumento, antes, o filme expõe as mazelas de um sistema que está corrompido e não funciona eficazmente já há muito tempo.
A cópia pirata do filme, que circula livremente por bancas de camelôs, mostra uma realidade nua e crua que a população e os governantes continuam preferindo ignorar: Vivemos uma guerra. E numa guerra a frágil linha que separa legalidade de eficácia, é quebrada diariamente pra que as pessoas possam ter um mínimo de sensação de segurança. Não, não aquela sensação de segurança que deveríamos ter para andar livremente num país onde a democracia está instalada, mas aquela de quem vive numa zona de guerra, entre um confronto e outro; aquela segurança de poder dormir com os sentidos em alerta, prontos para reagir quando surgir uma explosão.
O personagem de Wagner Moura (por sinal, excelente no papel do capitão que sabe ter uma missão a cumprir e tem a consciência da necessidade dos limites que podem ser ultrapassados e que também sofre por isso) diz, em determinado momento, "é ingênuo pensar que os policiais vão para guerra e que não vai haver confrontos". A guerra é isso: Confrontos iminentes, onde pessoas morrem, sejam inocentes ou não, sejam pais de família ou traficantes, bandidos ou mocinhos.
Vivemos um momento triste em que o tráfico cada dia mais toma espaço em nossas vidas e nós apenas nos acomodamos, diante de um fato trágico ouvimos aqueles que deveriam ser nossos representantes, dizerem "que não é o momento para discutirmos isso, pois estamos sob o calor da emoção...". Então quando será esse momento?
Alegam que não podemos punir aqueles que infringem a lei, se eles são menores. Mas por que não podemos? - "Ah!Mas existem as medidas sócio-educativas e se o estatuto fosse aplicado...". Mas é essa a questão? Não punir os jovens simplesmente porque são menores de 18 anos? O que diferencia um jovem de 18 anos de outro de 16? Sinceramente não sei. Será que a maioridade tem o efeito de uma varinha mágica que torna o jovem plenamente capaz de "entender e responder por seus atos"?
Alegam que os presos devem ser tratados com direitos humanos. Mas vemos que aqui os direitos humanos se confundem com permissividades. As visitas ocorrem num clima de total descontrole, em que famílias inteiras invadem pátios e celas com sacolas, bolsas e drogas, facilitando ainda a tomada de reféns no caso de uma rebelião. Crianças não deveriam ter acesso a cadeia, presos não deveriam ter todo tipo de aparelho eletrônico em suas celas, as visitas íntimas só deveriam ocorrer entre casados (antes da prisão, nada de casamento dentro das grades) e em ambiente controlado, as celas deveriam ser individuais e espartanas, os presos deveriam trabalhar para garantir seu sustento e se reabilitarem verdadeiramente. Mas, aqui, como já disse, TUDO é atentatório contra os direitos humanos. Até habeas-corpus preventivo nós inventamos...
O Cacciola foi preso em Mônaco e vai ficar numa cela apenas com o básico, sem TV, sem rádinho de pilha, sem visita íntima... Aqui? Aqui ele levariam uma televisão de 42 polegadas, com sinal de satélite por cara não ficar entediado... Nos Estados Unidos, os presos são algemados "mãos e pés", aqui se usam um par de algemas é ostentação e arbitrariedade policial.
Enquanto isso, policiais se corrompem, Deputados e Senadores ganham aposentadorias milionárias, mesmo se envolvidos em escândalos de improbidade, e juízas são promovidas, apesar de estarem envolvidas com traficantes...

Clique AQUI para baixar uma versão em pdf do livro que originou o filme.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Mutantes na Record


Que "na televisão nada se cria, tudo se copia"; já é sabido desde os tempos do velho Chacrinha. Tomemos por exemplo as atuais novelas globais que parecem repetir sempre a mesma e velha história: Uma mocinha desamparada que sofre feito uma condenada e idiota (até ue um belo dia se transforma numa pessoa super descolada e ativa), Um vilão que acabará enlouquecendo ou morrendo (e nesse caso, desde Odete Roitman, todos os personagens aparecem como suspeitos para, no final, elegerem como assasino o menos provável), como "novidade" todas agora possuem entre seus personagens, casais gays, vivendo numa harmonia que desafia a realidade (e parecendo dizer que casais gays vivem melhor que casais heteros...).

Mas falemos da nova produção da Record. A produção da emissora que vem tentando se diferenciar do estilo global, aposta numa mistura inusitada e, se não original, ao menos diferentes daquilo que nos acostumamos a ver em folhetins diários televisivos: Mutantes.

Diz o autor que a novela não teve inspiração no recente sucesso televisivo "Heroes" (que a Record também vai exibir), embora não negue a influência dos quadrinhos, em especial do Homem-aranha, Hulk e X-men. Talvez esses não sejam os primeiros mutantes da TV brasileira (lembro, ainda que vagamente, dos personagens da novela Saramandaia, um homem com asas, uma mulher que explodiu e outro que expelia formigas pelas narinas...). Bem, "tudo se copia" mas, se a trama for boa, ninguem duvidará da ousadia do autor. Abaixo os principais mutantes dessa trama.


LUCAS (Jean Fercondini): Mutante, tem o poder de ouvir os pensamentos dos outros. Envolve-se com a modelo Glória (Karina Bacchi). TATIANA (Letícia Medina): Filha de Marcelo (Leonardo Vieira), move objetos com o pensamento. Quebra coisas quando fica nervosa. AQUILES (Sérgio Malheiros): Tem supervelocidade e poder da regeneração celular, o que faz com que cure qualquer ferida em seu corpo. ÁGATA (Juliana Xavier): Também mutante, tem olhos de águia e consegue enxergar o que nenhum ser humano é capaz de ver. VAVÁ(Cássio Ramos): Menino-lobo, com pêlos no corpo e dentes afiados. Foge do orfanato e vai para o circo de Ana Luz (Fafá de Belém). CLARA(Shaila Arceni): Filha caçula de Guiga (Eduardo Lago), também é mutante e tem o poder de curar. Ama as borboletas e a irmã. ANGELA (Júlia Magessi): Outra filha de Guiga. Nasceu com asas, que são sempre cortadas pelo pai. Será perseguida por ser diferente.

sexta-feira, agosto 24, 2007

ACM voltará...


Ilustração: Gepp e Maia

Não sei de quem é a autoria, já que me chegou por e-mail, mas creio que representa bem o perfil do senador que conseguiu ligar seu nome de forma inextricável à Bahia. Com ele era "Ame-o ou deixe-o" sem meios termos. Com todos os seus contras, foi uma grande perda. Mas segundo o cordel ele volta, saiba por quê.

ACM no Inferno


Numa sessão em Angola,
O meu amigo Raimundo
Recebeu alma penada
Que num contar bem profundo
Narrou a fundo a chegada
De ACM no outro mundo.

Todo vestido de branco,
Pois já tinha trocado o terno,
ACM se postou
Na entrada do inferno
Para onde foi direto
A mando do Pai Eterno.

Carregando água de cheiro,
Viu-se um cordão de baianas
Esperando o grande líder
Numa comitiva bacana
Com mais de 100 deputados
E um cão comendo bananas.

Apareceu Lúcifer:
Com um chicote na mão
E a cara muito amarrada,
Foi logo dizendo, então,
Que entre o babalaô,
Hoje tem reunião.

Duma grande mesa de ferro
Já foram se aproximando.
Na cabeceira da mesa,
ACM foi sentando;
Lúcifer deu um pinote
E começou protestando:

- Aqui, quem manda sou eu,
Eu sou o rei da folia!
Pra comer acarajé
Tem de pedir à minha tia.
Já falei pra Juraci
Que aqui não é a Bahia!

ACM não falou
Durante a reunião,
Fingiu concordar com tudo
Que viu na resolução,
Disse: "Tou com Lúcifer,
Vou apertar sua mão".


Junto com seis senadores
Começou a passear,
A cumprimentar o povo
Que encontrou no lugar,
Nas esquinas do Inferno
Desandou a discursar.

Lúcifer tava dormindo,
Acordou de supetão,
Pela brecha da janela
Viu muita aglomeração
E ao redor de ACM
Toda espécie de cão.

"O Inferno está sem graça";
"Queremos animação";
"Lúcifer é um moleza,
Não rouba nem tem ação"
- assim pediam nas faixas
Do diabo a deposição.

Lúcifer inda propôs
Dois turnos de eleição,
ACM fincou pé
Que não aceitava, não,
Pois a vontade do povo
Pedia deposição.

Lúcifer sai correndo,
Pulou um grande portão,
Encontrou do outro lado
Seu amigo Lampião.
Disse: "O homem tá com a gota,
Quer fazer revolução!

- A hora é de resistir -
Exclamou Chico Pinguelo.
- Vamos botar pra feder -
Animou-se João Tranguelo.
- ACM hoje vai ver
Como se come farelo!

Aí, começou uma guerra
(Cacete de cão com cão):
A turma de ACM
Deitou abaixo o portão,
Tinha até uma quitandeira
Com uma vassoura na mão.

No exército de ACM
Se viam até generais;
Lúcifer tinha cangaceiros
Que não acabavam mais
Pra defender o portão,
Reduto de Satanás.

O grande Lucas da Feira
Se agarrou com Pinochet,
Arrancou o seu bigode
Com uma agulha de crochê,
Deu uma facada em Videla,
Botou Médici pra correr.

O Cão-Coxo de um pinote
Uma tora de pau pegou,
Zuniu a tora no vento
Chega a direção mudou,
Meteu em Garrastazu,
A tora pegou no sul
Que o norte sentiu a dor.

ACM quase morre
Na volta de Cão-Ligeiro,
Escapou manco de uma perna
Por dentro do marmeleiro,
Escoltado por uma diaba
Com um pau de bater tempero.

Corisco acertou um tiro
No general Golbery;
Castelo Branco, com medo,
Começou fazer xixi;
Lampião disse só falta
Do nosso lado Waldir.

Apareceu Costa e Silva,
Sem saber por quem lutava;
Ernesto Geisel num canto
Com Figueiredo falava,
Enquanto o Cabeça Branca
Na capoeira escapava.

Se mandou em retirada,
Pegou o caminho do Céu,
Deu um esbregue em São Pedro,
Uma bicuda em São Miguel
E ainda pirraçou
O arcanjo Gabriel.

Na porta do paraíso
Quando ACM chegou,
Ofegante e agitado,
A santidade esnobou
E disse para São Pedro:
- Não falo com assessor

Mandaram chamar Jesus
(Quem chamou foi São Tomé),
ACM se exaltou,
Fez o maior rapapé:
- Eu só falo é com o pai dele,
Daqui não arredo pé!

Jesus Cristo então pediu
O parecer de Maria.
Ela pensou direitinho
Enquanto o Inferno ardia:
- Se o Inferno não agüenta,
Se aqui ele não entra,
Só voltando pra Bahia.

Tudo do mesmo

Olá pessoal,
Tenho andado meio sumido e sei que já fiz promessa de voltar e atualizar o blog mais vezes mas isso ainda não aconteceu. Problemas? Não, na verdade não. Alguns contratempos talvez, muito trabalho acumulado, alguma falta de inspiração e muita atividade que não estava programada, mal tenho tido tempo de olhar meus e-mails, ver o orkut ou me conectar ao msn.No máximo tenho dado uma passadinha no F.A.R.R.A para ver os comentários da galera e as discussões sempre divertidas, baixar alguns filmes, scans, ler os projetos de quadrinhos desenvolvidos por lá, essas coisas...

Mas prometo que vou tentar voltar a atualizar o blog, ao menos uma ou duas vezes na semana, trazendo algo daquilo que acho interessante para dividir com vocês, tentando refletir um pouco sobre nossas histórias e sobre as histórias desse nosso Brasil, que apesar das inúmeras mudanças, continua o mesmo.

vi o telejornal há poucos instantes e, fora os rostos que mudam, as desculpas continuam as mesmas, os métodos os mesmos e a turma (embora com um visual mais moderninho) a mesma. Diria minha avó: "Tudo como dantes no quartel de Abrantes".

Chega a ser impressionante ver que versões mudam de acordo com aquilo que é divulgado na mídia. Um dia a culpa é do governo, outro da juíza,no seguinte da diretora; que conta uma estória, cuja versão será mudada no dia seguinte, tão logo seja confrontada publicamente. O presidente do senado um dia vende vacas, no outro as come e no dia seguinte diz que não foi bem assim. Antes ele declarou tudo no imposto de renda, hoje, lembrou que não o fez para proteger a sua honra (sic). Amanhã qual será a desculpa da vez?

Claro que nosso querido presidente não sabe de coisa alguma, aliás acho que ele deve ter algum tipo de complexo cornístico... Deve saber, mas se recusa a acreditar que pessoas tão próximas aprontem tanto com ele ou por ele, vai saber. Talvez o Itamar esteja certo: Lula gostou do poder, gostou do glamour e não sabe mais enxergar as engrenagens. ou talvez apenas prefira não olhar.


quarta-feira, agosto 15, 2007

Especialistas em aeroportos


Terão sido estes os especialista consultados na construção de alguns aeroportos brasileiros????