sábado, dezembro 30, 2006

Eu te disse...Eu te disse...

Em maio vimos acontecer em São Paulo algo que não era inédito nas páginas jornalísticas brasileiras, mas que pela primeira vez chamava a atenção da mídia de forma tão barulhenta, por quase uma semana, bandidos atacaram o estado com proporções jamais vistas; eram ataques visivelmente coordenados que só acabaram quando o estado rendido procurou as escondidas os chefes da bandidagem para negociar, claro que isso é negado até hoje, afinal quem tem boca diz o que quer, mesmo que os fatos falem o contrário.
Agora vemos a situação novamente acontecer, dessa vez o Rio de Janeiro é o palco do confronto. E novamente vemos desculpas esfarrapadas, "o governo sabia do ataque por isso não foi pior, pois pôde se prevenir"... Morreram quase duas dezenas de pessoas inocentes, mas o governo "sabia" e tomou medidas....Imagine se não soubesse. Reproduzo abaixo o que disse à época dos ataques em maio.

...Se nada for feito quando essa onda de violência passar, estaremos dando um aval para que novas e mais agressivas tsunamis se formem; é esse o momento para deixar de lado o discursso do social e da política, para adotar medidas de eficácia imediata. As medidas sociais (por mais investimento que tenham e por mais necessárias que sejam) só começarão a dar frutos daqui a algumas décadas, não temos esse tempo todo; agora o que precisamos é nos conscientizar que vivemos uma guerra e o Estado não pode ficar impassível diante disso, ou as medidas são duras e rápidas, ou fazemos agora as mudanças que garantam a segurança e o fim dessas organizações criminosas ou então teremos ainda muitas noites de terror no horizonte enevoado que vislumbro a frente...

Agora digam que eu não estava certo.
Afinal, quando começaremos a discutir seriamente a questão da violência em nossas cidades?
A ministra ficou sem o carro e fizeram um escarcéu daqueles, exigiram a Polícia federal, etc. E nós? merecemos o quê? Sermos queimados nos ônibus que trafegam pela cidade?

quinta-feira, dezembro 28, 2006

PREVISÕES PARA 2007

Coisa comum no final de ano são as previsões para o ano seguinte, feitas em programas de variedades e até telejornais sérios na TV; claro que no ano seguinte essas previsões são confrontadas e, algumas não concretizadas são atribuídas a uma “má interpretação dos astros, dos búzios ou das cartas”, afinal somos dotados de “livre arbítrio” e “podemos, às vezes, mudar nosso destino”.
Já que é assim o Kikosofia resolveu consultar seu grande especialista em artes místicas, estudioso das artes divinatórias e dos mistérios que rondam nossa “vã filosofia” para fazer as suas próprias previsões, COM UMA DIFERENÇA: TODAS ELAS SE CONCRETIZARÃO exatamente como previstas, podem cobrar no final de 2007.

1 – Em janeiro todos os Estados terão novos governadores ou pelo menos, terão renovados os mandatos de alguns, que ganharão mais 04 anos para dizer que estão melhorando a vida da população;
2 – Em fevereiro quase toda a população da Bahia e do Recife irá às ruas por quase uma semana e ficará pulando feitos loucos, hipnotizados por um ritmo musical alucinante, no Rio de janeiro e São Paulo as pessoas irão se amontoar em arquibancadas para ver personagens fantásticos desfilando pela rua;
Ainda em fevereiro os Senadores e Deputados irão tentar aumentar seus salários de forma vergonhosa, sem dar a mínima para o que pensam seus eleitores, o farão dizendo que assim garante menor atrativo para a corrupção dos eleitos;
3 – Na economia o País irá crescer bem menos do que quer o povo e do que diz o governo;
4 – Escândalos políticos marcarão o primeiro semestre...E o segundo também;
5 – Haverá ao menos três mortes de pessoas famosas, que comoverão o povo, ao menos uma delas será brasileira. Ela poderá ser do teatro, da música, do cinema, da política, da televisão, do sociedade...
6 – Pelo menos cinco celebridades casarão...Ao menos duas irão se separar em menos de um ano;
7 – Rubinho Barrichello não irá ser campeão da fórmula um em 2007 e quebrará ao menos uma vez durante a temporada;
8 – A Globo continuará realizando novelas extremamente bem filmadas, mas sem conteúdo nenhum;
9 - Haverá uma grande catástrofe envolvendo água, em algum lugar da terra;
10 – O número de guerras no mundo não diminuirá em 2007;
11 – No Iraque continuarão ocorrendo ataques suicidas e mortes de inocentes, os Estados Unidos continuarão afirmando que “estão ganhando a guerra”;
12 - George Bush não deixará de ser visto como um pateta, o homem mais poderoso do mundo, mas um pateta;
13 – Haverá ataques terroristas de grupos contrários ao EUA, mesmo que esses ataques sejam fora de seu território;13 – o PAN 2007 transcorrerá em clima de tranqüilidade, mas depois disso o Rio continuará a ser dominado pelos bandidos, a imprensa especulará que houve um acordo entre o governo e os chefes do tráfico, pior, talvez seja verdade.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Fim de ano

É a coisa mais comum do final de ano: Promessas. Que, é claro, não serão cumpridas ao longo do ano seguinte, ou não seriam “promessas de fim de ano”. Claro que já fiz as minhas e, claro, que espero cumpri-las, mas só o tempo poderá dizer se conseguirei ou não.

Final de ano é também um momento onde devemos refletir sobre o passado recente, vide a audiência dos programas televisivos de retrospectiva e verá que tenho razão, mas não se trata de apenas rememorar o que passou e sim da oportunidade de ver quais passos demos ao longo dessa caminhada e de que forma eles nos aproximaram ou afastaram de nossos objetivos.

Acredito que viemos todos ao mundo para aprender e evoluir a cada dia, não acredito em involução, o que me faz dizer que também não acredito no inferno, pelo menos não inferno dantesco ou no eterno fogo bíblico. Não acho que Deus seria essa figura tão vingativa ou que existam pecados numa vida que possam condenar alguém à eternidade, ao menos não no sentido verdadeiro da palavra.

Nem por isso quer dizer que acredite em reencarnação, por exemplo; como disse, acredito em evolução e não seria evolução voltar a esse plano para “espiar os pecados”. Paradoxalmente acredito na chamada “Lei do Karma”, presente na maioria das religiões, embora com nomes diferentes; ou você acha que “fazer aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem...” é o quê?

Portanto, caros leitores, final de ano é a época para reviver os fatos que marcaram os últimos trezentos e sessenta e cinco dias e repensar nossas atitudes, observando onde elas nos fizeram evoluir mais um degrau ou, quando apenas elas nos fizeram estagnar no mesmo lugar. É hora de rever as estratégias que deram certo, modificar aquelas que poderiam produzir melhores resultados e deixar de lado as que nos mantiveram estanques.

O ano que chega marca o início de um novo ciclo e acreditar que isso é real e não apenas a passagem de mais um dia, pode significar a diferença entre permanecer alheio as mudanças ao nosso redor, sendo consumido por elas, ou fazer parte dessas mudanças, influenciando através de suas atitudes na construção do futuro comum.

Há muito que fazer e muito que aprender ainda, afinal, a vida não possui sentido se não é vivida em plenitude. E a plenitude requer envolvimento e compromisso, que não chegam se não houver vontade e mais que tudo, coragem. Coragem para poder saber que se está vivo e aceitar isso como um presente que deve ser aproveitado da melhor forma possível. Feliz 2007, que ele comece de verdade dentro de você.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Feliz Natal!

O Kikosofia deseja a todos os que por aqui dão uma paradinha pra escutar com sua própria voz interior as minhas pequenas loucuras um feliz natal e que no próximo ano possamos dar rumo a essa nau desgovernada que tem sido nosso blog.






terça-feira, dezembro 19, 2006

Morre Joseph Barbera


Quem cresceu acompanhando os desenhos da TV ficou hoje um pouco órfão. Joseph Barbera, que juntamente com William Hanna (falecido em 2001), criou alguns dos maiores ícones da animação mundial, faleceu ontem (18/12) de causas naturais em sua casa em Los Angeles, aos 95 anos.

Joseph e William iniciaram em 1937 uma parceria que iria durar mais de 60 anos, na qual personagens inesquecíveis foram criados e se tornaram conhecidos mundialmente: Tom e Jerry (criados para o MGM estúdios), Os Flintstones, Os Jetsons, Scooby Doo, Don Pixote, Johnny Quest, entre outros que alegraram e alegram as tardes de muitas crianças.

Os dois começaram a trabalhar juntos no estúdio de Paul Terry, contratado para desenvolver o setor de animação da MGM e lá começaram uma incrível parceria que culminou com a criação, em 1957, da Hanna-Barbera Productions, onde desenvolveram um novo método de animação que revolucionou a indústria, tornando mais rápido o processo e permitindo a criação de inúmeros clássicos para os shows de TV. O primeiro grande sucesso do novo estúdio foi uma família da idade pedra que usava e abusava de coisas "pré-históricas" emulando aparelhagem doméstica e outra facilidades modernas (quem é capaz de esquecer os carros movidos a pés ou os guindastes de dinossauros e o controle remoto que era um pequeno pterodáctilo). Durante os anos 70 o Hanna-Barbera era o estúdio dominante nas redes de TV americanas, sendo responsável por cerca de 70% de toda a produção dos shows para crianças nas manhãs de sábado; o que lhes valeu ganhar 07 prêmios Emmy e um Globo de ouro, entre outros.

Para saber mais: Biografia de Barbera - Biografia de Hanna -

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Onde fica a indignação?

Quem tem acompanhado as notícias e as olha com um pouco mais de interesse e reflexão já deve ter percebido há quantas anda a banalidade com que a vida humana vem sendo tratada, pessoas estão morrendo de formas tão absurdas e por motivos tão banais que é impossível não me perguntar onde está a indignação do população com tanto que vem acontecendo. Morre-se hoje, ou melhor, se é assassinado hoje em dia não apenas por matadores sádicos, mas por pessoas que geralmente nos são próximas, cunhadas que seqüestram e fingem ter sido assaltadas, vizinhos que pulam a janela e matam um casal de velhos, namoradas (os) que matam seus parceiros por ciúmes, amigos que matam após terem seqüestrado e roubado os "amigos" para não serem reconhecidos e em nome de um Deus que pede apenas Amor ao próximo. Ontem ouvi de um garoto de 15 anos que um homem tentou furar de faca o seu irmão de 10 anos por causa de uma garotinha que ele diz ser sua namorada... Coisas que levam um amigo meu a comentar sempre que é muito melhor lidar com o bandido profissional, pois desse a gente sabe o que esperar.
E nós apenas observamos tudo isso e nos trancamos em casa sem realmente nos importar, dizendo amém para aqueles que nos roubam a vontade, para aqueles que nos deveriam representar e nada fazem em nosso benefício, mas que aumentam seus salários absurdamente.
Até quando ficaremos em nossas casas esperando que o ocorrido em maio na cidade, ou melhor, no estado de São Paulo, volte a acontecer em outros estados? Será que realmente perdemos a nossa capacidade de indignação e ficaremos apáticos ao que ocorre à nossa volta? Será que vou ter que ouvir sempre, como ouvi essa semana de um jovem, que "não adianta nada lutar"? Até quando iremos aceitar tanta loucura e tanta falta de valores? Será que não percebemos o abismo para o qual estamos caminhando?
É preciso, e isso urgentemente, que reaprendamos a dar valor a coisas como educação, família, honra, solidariedade, justiça e amor ao próximo ou seremos todos surpreendidos ao ver nosso amigo ou irmão ou amante ou filho com uma faca nas mãos nos atingindo pelas costas por causa de cinqüenta reais...

quarta-feira, dezembro 06, 2006


AIDS e preconceitos ainda

Há alguns meses um amigo meu ficou gravemente doente, de início não se sabia bem o que ele tinha, inúmeros exames foram feitos sem se chegar a um resultado positivo. Claro, de imediato as pessoas começaram a especular sobre a causa de sua magreza e visível fragilidade, criando as mais diversificadas doenças para o pobre, também claro é que chegaram a um veredicto, sim, pois a vida do rapaz passou a ser esmiuçada, julgada e condenada sem que lhe dessem qualquer direito de defesa. Ele estava de AIDS e pronto, assim determinavam os ignorantes.

Seria indispensável dizer que esse meu amigo não possui o vírus da Imunodeficiência, o tão afamado HIV e que sua fragilidade e repentino emagrecimento decorreram de outros problemas, graves, mas ainda assim distantes de serem a tão temida “doença”. Meu amigo está em tratamento; um delicado tratamento, diga-se de passagem, mas passa bem e com boas chances de recuperação, embora alguns até como morto já o tenham dado.

É triste perceber que, mesmo após tantos anos de publicidade e convivência com o problema da AIDS, ainda tenhamos tanto preconceito e desinformação sobre ela; o que nos faz refletir no quão pouco eficientes tem sido as inúmeras campanhas alertando sobre as formas de contágio e sobre as conseqüências da síndrome imunológica que ganhou o mundo a partir dos anos 80.

Tenho no meu círculo de familiares e amigos pelo menos duas pessoas que são portadoras do vírus da imunodeficiência humana. Se isso me assusta ou me afasta dessas pessoas? Nem um pouco. Se meu tratamento com elas mudou desde que se descobriram portadoras e tornaram isso público, ao menos para os mais íntimos? Também não. Estão essas pessoas à beira da morte? De forma alguma.

Só para mostrar como a situação de contágio não é um clichê de seringas injetáveis ou relações homossexuais ou mesmo promiscuidade, digo logo que uma dessas pessoas nunca sequer fumou um baseado e só transou com uma ou duas pessoas durante toda a vida; mas simplesmente fez uma escolha errada ao longo do caminho, deixando a confiança em alguém com que conviveu por muito tempo lhe cegar a prudência. Coisas do destino, diria alguém.

Essas pessoas vivem bem. E não aparentam estar doentes ou à beira da morte, ao contrário, têm a plena consciência de que podem viver muito e de maneira bastante saudável; ninguém os olharia na rua e diria “esses aí são aidéticos” ou que estão condenados à morte, como, aliás, todos nós estamos.

A AIDS não tem cura e isso é um fato. Mas não se pode dizer que a vida de uma pessoa com o vírus está acabada, com os avanços decorridos ao longos das duas últimas décadas, muitas coisas mudaram e os portadores hoje conseguem viver por vinte, vinte e cinco ou mais anos, controlando em níveis baixíssimos a quantidade de vírus, vivendo e trabalhando por seu sustento, se relacionando responsavelmente com outras pessoas, amando e tendo esperanças de que um dia a cura chegará definitivamente.

Hoje, no entanto, o que precisa ser curado é o preconceito e a falta de informação.

Leia mais INFORME-SE:

terça-feira, novembro 28, 2006

PF tem ferramenta para vasculhar dados do Orkut

Comunidade considerada suspeita pode sair do ar

A Polícia Federal dispõe de uma ferramenta que possibilita investigar dados do Orkut e tirar do ar, sem precisar da determinação de um juiz, páginas com "possíveis práticas de crimes". A ferramenta foi criada pelo Google do Brasil e disponibilizada à PF há três semanas. A polícia pode, assim, navegar pelo Orkut com credenciais de "usuário especial", o que lhe dá acesso inclusive a dados como IP do internauta - o IP (Internet Protocol) identifica o computador, e permite identificar o responsável por determinado texto ou comunidade. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a ferramenta será divulgada oficialmente pelo Google na semana que vem, e seu uso deverá ser expandido mundialmente.
Quando a polícia encontra uma comunidade suspeita (envolvendo racismo ou pedofilia, por exemplo), avisa o Google e este marca a página, que sai do ar e, em seu lugar, entra um aviso com o símbolo da Polícia Federal. O usuário tem seus dados armazenados pelo Google até a Justiça autorizar seu uso.
Fonte: AQUI.

Distribuição de HQ para escolas públicas

O Ministério da Educação incluiu livros de histórias em quadrinhos e de imagens na nova coleção Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE/2006). Dom Quixote em quadrinhos, de Antônio Carlos Tironi Galhardo; Toda Mafalda, de Quiño; Na prisão (mangá – quadrinho japonês), de Kazuichi Hanawa; Santô e os pais da aviação, de João Spacca de Oliveira; e Café Van Gogh, de Ana Maria Machado Mello & Mayer Design Ltda. são alguns desses livros.
Os acervos chegarão às 46.700 escolas públicas de ensino fundamental no início do próximo ano. São 7,5 milhões de livros de três acervos da coleção PNBE, beneficiando cerca de 14 milhões de alunos da 6ª à 8ª série do ensino fundamental. Escolas com até 150 alunos receberão um acervo com 75 títulos; as escolas com 151 a 300 alunos ganharão um acervo com 150 títulos; e aquelas com mais de 300 estudantes, um acervo com 225 títulos.
Ao incluir livros em quadrinhos e de imagens no PNBE, o MEC está oferecendo aos estudantes a opção de outras formas gráficas para se contar uma história. “É uma linguagem mais coloquial, leve e lúdica”, observa Cecília Correia Lima, técnica da Coordenação-Geral de Estudos e Avaliação de Materiais do Ministério. Na sua opinião, o jovem de hoje é muito ligado ao visual e as histórias em quadrinhos são atraentes pelos desenhos e pela liberdade de criação. “O professor pode atrair o aluno para a leitura valorizando o visual, uma área forte na nossa sociedade”, comentou.
Das cerca de duas mil obras inscritas no PNBE este ano, foram selecionadas 225. “São livros de excelente qualidade e diversidade de gênero”, afirmou Jane Cristina da Silva, coordenadora-geral de Estudos e Avaliação de Materiais do MEC. Na sua opinião, a concepção de leitura deve ser ampla e extrapolar os limites do texto escrito, embora o suporte livro ainda seja prioridade. “Faz parte da responsabilidade social da escola formar leitores de livros literários e, também, de cinema, arte e fotografia.”
Negros – A Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) também quis valorizar a cultura negra e o PNBE terá livros na área, como A gênese africana – contos, mitos e lendas da África, de Dinah de Abreu Azevedo, e O negro da chibata, de Fernando de Lima Granato. Há, ainda, no acervo obras consagradas, como Novas seletas, de João Cabral de Melo Neto; Revolução dos bichos, de George Orwell, e Vidas secas, de Graciliano Ramos. Os 100 melhores contos de humor, de Flávio Alves Moreira da Costa, e Patativa do Assaré – antologia poética, de Antônio Gonçalves da Silva, são outros destaques.

Por: Susan Faria
Fonte: MEC

Negada indenização a árbitro que se sentiu atacado por charge

A charge representa uma manifestação bem humorada do cartunista, retratando certa situação, não tendo qualquer intenção de denegrir a imagem de qualquer pessoa. Com esse entendimento, o juiz Carlos Alberto França, da 6ª Vara Cível de Goiânia, julgou improcedente hoje (27) ação de indenização proposta pelo árbitro de futebol Mauro Gonçalves de Queiroz contra a empresa Jaime Câmara e Irmãos Ltda e o cartunista João Luís Brito de Oliveira, o Britus, autor das tiras de quadrinho denominadas Katteca e publicadas diariamente no jornal O Popular. Leia mais AQUI.

Uma imagem, mil coisas pra não se falar

Iraque

Vietnam


Negritude, Consciência e Luta

O último dia 20 de novembro marcou o dia da consciência negra no Brasil; por absoluta falta de tempo não pude falar sobre o assunto, mas não poderia deixar de lembrar a data, mesmo com atraso, afinal dia de consciência é todo dia. O dia 20 de novembro foi escolhido em razão de ser esta a data da morte de Zumbi dos Palmares, líder mais famoso da resistência quilombola no Brasil, cuja revisão histórica revela que não era tão anti-escravagista como se pensava, uma vez que o próprio possuía escravos a seu serviço, numa demonstração mais do que evidente de algo sempre escamoteado nas aulas de história: o fato de que a escravidão não era coisa de brancos contra negros, por simples questão étnica, mas uma questão muito mais profunda e que de certa forma perdura até hoje em nosso país, a superviniência de valores dos mais ricos sobre os mais pobres ou dos poderosos sobre a massa geral.
Fato é que os próprios negros aprisionavam, escravizavam e vendiam outros negros para os brancos, usando como critério apenas o quanto poderiam lucrar, seja através da erradicação de um negro de outra tribo, não necessáriamente inimiga, ou do simples e universal metal. Como se vê, já que brancos também podiam ser escravos, embora isso ocorresso pouco; a questão sempre foi mais social do que racial. Acredito mesmo que o preconceito racial surgiu depois da imposição de poder do mais forte; lembre que também tentaram escravizar, e escravizaram, os índios por muito tempo, deixando apenas por que não os viam como boa fonte de trabalho, uma vez que a rebeldia indígena parecia ser maior, mas isso é assunto pra outra hora.
O objetivo do post é lembrar a data e fazer refletirem aqueles que por aqui passarem, dessa forma deixo vocês com o discurso de um líder negro americano, o reverendo Martin Luther King, assassinado em 04 de abril de 1968 na cidade de Memphis.
EU TENHO UM SONHO

Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)

Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchado nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantido os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".
Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.
Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.
Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.
E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhes deixou marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Vocês são os veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. "Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, de qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.
E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.
Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.
Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho espiritual negro:
"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal”.

sexta-feira, novembro 24, 2006

HQ para download - Samurai Heaven and Earth 05


Nesse último número do volume 01, Shiro finalmente encontra a sua amada e novamente se vê frente a frente com quatro famosos Mosqueteiros do Rei, mas terá que enfrentar uma traição e...Ei! Você não quer que eu conte a estória toda, baixe a revista clicando na capa e boa diversão.

uma imagem, mil coisas pra não se falar

Drogas, aumento de consumo e preço baixo

A SENAD - Secretaria nacional Anti-Drogas acaba de divulgar os resultados de uma pesquisa sobre o uso de substâncias psicotrópicas, a má notícia é que o número de pessoas que utiliza ou já utilizou qualquer drogas além do álcool e do cigarro teve um aumento de 3,4 % desde a última pesquisa realizada em 2001.
A maconha continua sendo a droga ilícita mais consumida, enquanto que entre as legais o álcool e o cigarro continuam no topo. Descobriu-se ainda que um entre cada 04 homens que ingerem bebidas alcoólicas se tornam dependentes, mesma proporção existente entre homens e mulheres que fumam. Também se constatou um aumento do consumo de crack, assim como de solventes, substâncias alucinógenas e esteróides.

Enquanto isso na Europa, autoridades dizem que nunca a cocaína e a heroína estiveram tão baratas, apresentando uma queda de cerca de 45 % no preço para o usuário nos últimos cinco anos. Tal queda seria resultado do aumento da oferta ocorrido após a queda do Talibã no Afeganistão, favorecendo o aumento da produção que acabou superando a procura; e como todo bom economista sabe: Quando a oferta é maior que a demanda, a tendência é o preço diminuir (isso só não funciona aqui no Brasil).

quinta-feira, novembro 23, 2006

Câmara, Clô e Mordomias

Clodovil, em sua primeira visita à Câmara dos deputados em Brasília, disse a que bem quis ouvir que sua primeira preocupação era como iria se vestir na posse e que bolsa iria usar; claro, afinal o cara é um estilista que ali foi colocado por inúmeras senhoras donas de casa que o conhecem há décadas (não, não creio que a maioria de seus votos tenha saído dos gays paulistas) e não poderia aparecer diante das câmeras, que certamente estarão voltadas para ele no dia primeiro de janeiro, afinal "a câmara nunca mais será a mesma..."
Bem, a Câmara irá dar a cada um dos 513 deputados eleitos uma luxuosa pasta de couro, em estilo 007, ao custo de R$ 400 mil. Além disso cada um receberá no "Kit novo deputado" dois livros também em estilo luxo e requinte, ensinando tudo aquilo que eles precisam saber: como dispor seus móveis no escritório, quanto cada um receberá (que com verbas de indenização, salário, diárias, passagens, funcionários, publicações, gasolina, etc. Pode chegar a mais de R$ 100 mil mensais - pouca coisa se avaliarmos o trabalho que eles fazem por esse País) e, PASMEM! Até de que forma eles podem justificar suas despesas sem apresentar nota fiscal.
Diante disso só resta saber se a pastinha do Clô (para os íntimos) será personalizada na cor salmão. Já adivinho sua primeira preocupação ao chegar a seu escritório no Congresso; "Hum! será que esse papel de parede combina com meu terninho cor de rosa?".

Mas falando disso....Não é só lá não! Aqueles que deveriam zelar pela integridade também puxam a brasa para sua sardinha.

O procurador-geral da república está tentando barrar, no Supremo, a volta de privilégios para integrantes do judiciário. Entre eles, férias coletivas e pagamento extra.

Os juízes têm 60 dias de férias, além de duas semanas de recesso no mês de dezembro. Agora, o Conselho Nacional de Justiça, criado há um ano e meio para ser os olhos da sociedade contra os abusos do judiciário, decidiu dar aos juízes outro privilégio.

Eles podem receber as férias em dinheiro, com o abono de um terço incluído, e sem pagar Imposto de Renda. O conselho alega que seria uma indenização. Tratamento que não é dado aos demais contribuintes. LEIA MAIS AQUI...


HQ para download - Aragonés


Aragonés é um gênio em transformar situações do cotidiano em gags divertidíssimas, o desenhista de Groo aparece aqui mais uma vez mostrando que a simples imagem é tudo o necessário para fazer você cair em sonoras e gratificantes gargalhadas, não deixe de baixar essas HQs. Clique na capa e ria até chorar.

sábado, novembro 18, 2006

uma imagem, mil coisas pra não se falar

Internet, liberdade e controle

Por Kiko Moreira.


A internet nasceu sob a tutela dos militares, mas só se popularizou a partir do momento em que se tornou um território livre, onde todos poderiam interagir independentemente de fronteiras ou da distância que os separavam. Rapidamente a internet se transformou num fórum onde qualquer um poderia divulgar suas idéias, expor seus trabalhos e vender seus produtos de modo que a palavra “globalização” deixou de ser um ideal neo-liberalista e tornou-se real, com ações e conseqüências que vão muito além do mundo virtual. Aí começaram os problemas.

A liberdade exercida pelo anonimato da rede e a dificuldade em diferenciar o que é falso ou verdadeiro criou a necessidade do policiamento, provando mais uma vez que a utopia anarquista de que cada um se auto-governe é só isso, uma utopia; não pode existir sociedade, seja ela real ou forjada em comunidades virtuais que prescinda de um instrumento de controle e punição para aqueles que fogem às regras estabelecidas.

O conceito de que “meu direito termina onde começa o do outro” é bonito e essencial para que haja relacionamentos, mas muito pouco empregado na vida de verdade, pois somos, apesar de toda a “civilização” que apregoamos, seres que estão intimamente determinados pelos instintos de sobrevivência, que gritam sem parar “o meu primeiro”.

A liberdade para ser completa deve ser permanentemente responsável, devemos constantemente estar lutando contra nosso instinto interior de autopreservação, pois só assim poderemos respeitar plenamente o direito alheio, vida em comunidade é isso: Dar a vida (ou um pouco dela ao menos) para que toda a comunidade possa viver de forma plena e em harmonia.

Se não começarmos a tentar viver dessa maneira, pode não nos restar outra alternativa a não ser aquela prevista há décadas por todo escritor de ficção que se preze, o controle total de todos os nossos passos através de máquinas e organismos governamentais, que nos vigiarão dia e noite, incessantemente à procura de “falhas do sistema”. Oxalá que aprendamos as lições daquele barbudo, não, não é o Lula. Aquele que disse “Faça aos outros somente aquilo que desejarias que também lhe fizessem”.

leia AQUI e AQUI ou AQUI sobre controle da internet.

sexta-feira, novembro 17, 2006

HQ para download - Samurai Heaven and Earth 04


Shiro após sair da Bastilha, está há apenas um passo de reencontrar o seu amor perdido, mas ele não faz a mínima idéia disso; enquanto o embaixador Aguillar se enamora de uma certa Lady oriental e põem em ação um plano que poderá significar a morte ou o fim da busca de Shiro. Não deixe de ler a quarta parte de Samurai: Heaven and Earth, com a impressionante arte do brasileiro Luke Ross. Para baixar, clique na capa.

E na próxima semana: o último capítulo do volume 01.